Secretaria de Educação promove formação para fortalecer inclusão de alunos com epilepsia
Especialistas destacaram a importância da informação e da formação continuada para garantir acolhimento e segurança no ambiente escolar
Professores do Numape (Núcleo Municipal de Apoio Pedagógico de Educação Especial) e do Naps (Núcleo de Apoio Psicossocial), vinculados à Secretaria Municipal de Educação, participaram, na manhã desta quarta-feira, 8/07, de uma capacitação sobre o atendimento a alunos com epilepsia. A atividade foi conduzida pela neuropediatra Daniela Fontes Bezerra, integrante da diretoria da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), e pela pediatra Manuella Godoy, coordenadora do Ambulatório de Epilepsias Raras de Piracicaba. Durante o encontro, os participantes também conheceram o grupo EpilepCIA (Epilepsia com sua Companhia), iniciativa que deu origem à Associação Amigos na Luta Incondicional Contra a Epilepsia (AALICE).

A secretária municipal de Educação, Juliana Vicentin, destacou que a formação continuada dos profissionais é uma ferramenta essencial para fortalecer uma educação cada vez mais inclusiva e preparada para atender às diferentes necessidades dos estudantes. “Promover capacitações como esta significa investir no conhecimento e na sensibilidade dos nossos profissionais. Quanto mais preparados estiverem para compreender e acolher as especificidades de cada aluno, mais fortalecemos uma educação inclusiva, humanizada e de qualidade”, afirmou.
De acordo com a diretora do Numape, Juliana Aloisi Cardoso, a escolha do tema surgiu a partir da realidade vivenciada nas escolas da rede municipal. “Escolhemos abordar esse tema nesta capacitação porque temos alunos com epilepsia acompanhados pela rede, e essa é uma realidade presente nas salas de aula, o que reforça a importância de orientar e preparar nossos professores para oferecer um atendimento cada vez mais qualificado”, explicou.
Ao parabenizar a iniciativa da secretaria, Daniela Bezerra ressaltou que a capacitação representa um importante avanço para a inclusão escolar. “Que Piracicaba seja modelo para outras cidades. Esta capacitação é o reconhecimento de uma doença muitas vezes invisível. É preciso conhecer para incluir. Se não trouxermos esse debate para a educação, não avançaremos”, enfatizou.
Idealizadora do EpilepCIA, Renata Righetto também destacou a importância da parceria entre o poder público e a sociedade civil para ampliar a conscientização sobre a epilepsia. “Agradeço a parceria da Secretaria Municipal de Educação por abrir espaço para o diálogo e reconhecer a epilepsia, bem como os impactos que a doença provoca na vida das famílias”, afirmou.
O QUE É A EPILEPSIA? – A epilepsia é uma alteração do funcionamento do cérebro causada por descargas elétricas anormais nos neurônios. A condição pode ter origem genética ou ser consequência de uma lesão cerebral adquirida, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas vivem com epilepsia ativa em todo o mundo.