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Rede municipal amplia acesso ao planejamento familiar com capacitação para implantação de Implanon e DIU

Treinamento realizado no CESM prepara médicos e enfermeiros para descentralizar oferta de métodos contraceptivos nas unidades de saúde

Por CCS / Publicado em 29/04/2026
Tempo de leitura: 4 minutos.

A rede municipal de saúde de Piracicaba passou a contar com 26 profissionais capacitados — entre médicos e enfermeiros — para a implantação do Implanon e do DIU, métodos contraceptivos oferecidos gratuitamente pelo SUS.

A imagem mostra um ambiente clínico onde três pessoas estão presentes. À esquerda, um profissional de saúde usando jaleco branco, touca, óculos e máscara segura uma caixa de medicamento verde e vermelha, na qual se lê "etonogestrel" e "136". No centro, uma paciente está deitada em uma maca, vestindo uma blusa clara e calça preta com um laço na cintura, olhando para cima. À direita, outro profissional de saúde, também com touca e máscara, está segurando um curativo branco e luvas, aparentemente preparando-se para realizar um procedimento. O ambiente é iluminado artificialmente, com paredes revestidas de azulejos claros e uma janela com grades em forma de losango. Ao fundo, há caixas e frascos de materiais médicos. A cena transmite uma situação de atendimento médico, possivelmente relacionada à administração do medicamento mencionado.
Implantação do Implanon é feita com anestesia local

A capacitação, realizada nesta semana no CESM (Centro Especializado em Saúde da Mulher), integra o protocolo para a rede municipal estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde alinhado às diretrizes do Ministério da Saúde para o planejamento familiar. Entre as principais medidas está a descentralização do serviço, ampliando a oferta dos métodos diretamente nas unidades de saúde.

Segundo a coordenadora do CESM, Marcela Buoro, dados das pacientes atendidas no serviço mostram que seis em cada dez mulheres relatam gravidez não planejada.

A imagem mostra duas mulheres em um ambiente clínico, possivelmente uma sala de exames médicos. Ambas usam toucas descartáveis para cabelo, e uma delas também está usando máscara cirúrgica, sugerindo um ambiente de higiene controlada. A mulher à esquerda veste um jaleco branco sobre uma blusa preta, enquanto a mulher à direita está com uniforme preto, típico de profissionais da área de saúde. Entre elas, há um aparelho de ultrassom da marca GE, modelo LOGIQ 400, com uma tela exibindo uma imagem de ultrassom. O equipamento possui um painel de controle cheio de botões e um teclado. Ao lado do aparelho, há uma maca azul, usada para acomodar pacientes durante exames. Na prateleira acima do aparelho, há frascos de gel condutor para ultrassom, um deles identificado parcialmente como "GEL CO... 240ML". O ambiente tem paredes verdes claras e iluminação clara, típica de clínicas ou hospitais. A atmosfera é profissional e calma, sugerindo que as mulheres podem ser profissionais de saúde, possivelmente preparadas para realizar ou já tendo realizado um exame de ultrassom.
Natalia Plaza, do Coren e Gabriela Santos, enfermeira da rede municipal que fez a capacitação para implantação do DIU
A imagem mostra cinco mulheres posando juntas em um ambiente que parece ser uma clínica ou consultório médico, com paredes claras e piso de azulejo. Elas estão sorrindo e parecem estar felizes. Duas delas vestem roupas casuais, uma está usando jaleco branco, outra usa um uniforme de enfermeira ou técnico de saúde, e a última está com uma roupa social. A mulher no centro segura um cartão ou uma placa com cores vermelha e verde. Ao fundo, é possível ver equipamentos médicos e uma janela que deixa entrar luz natural, iluminando bem o ambiente. A atmosfera é profissional e acolhedora, transmitindo uma sensação de colaboração e amizade entre as mulheres.
Elaine Defavari, Letícia Braga, a paciente Michelle Diniz, Daniela Andrade e Marcela Buoro

“Isso não significa que não seja uma gestação desejada, mas indica que não houve planejamento. Garantir informação e acesso aos métodos contraceptivos é fundamental para ampliar a autonomia das mulheres sobre sua saúde reprodutiva”, destaca.

A Atenção Básica será a principal porta de entrada para orientação das pacientes. Nas unidades, serão avaliados fatores como momento de vida, perfil clínico, vantagens e desvantagens de cada método, além da elegibilidade para sua utilização.

“Ampliar o acesso ao planejamento familiar é uma prioridade da gestão, porque significa oferecer às mulheres mais autonomia, informação e cuidado qualificado. A capacitação desses profissionais fortalece nossa rede e aproxima esse atendimento da população, garantindo que mais mulheres possam acessar métodos seguros e eficazes diretamente nas unidades de saúde”, aponta a secretária-executiva de Gestão em Saúde, Daniela Andrade, que com a coordenadora de Enfermagem da Atenção Básica, Elaine Defavari, acompanhou o treinamento. “A Atenção Básica é essencial para orientar e acolher as pacientes, ampliando o acesso aos métodos com atendimento humanizado,” destaca Elaine.

EM ALTA – Recém-incorporado à rede municipal, o Implanon vem despertando interesse entre mulheres que buscam métodos contraceptivos de longa duração e alta eficácia.
O Ministério da Saúde encaminhou a Piracicaba 1.485 implantes subdérmicos, cada um com duração de até três anos. Na rede privada, o custo médio é de aproximadamente R$ 1.800.

O procedimento é rápido, realizado com anestesia local, e representa um importante avanço na ampliação do acesso a tecnologias contraceptivas modernas.

A assistente jurídica Michelle Diniz, de 38 anos e mãe de dois filhos, foi uma das pacientes a receber o implante nesta terça-feira, 28/04. “É um método que oferece mais segurança”, afirma.

Além do Implanon e do DIU, a rede municipal oferece outras opções dentro da política de planejamento familiar, incluindo procedimentos de esterilização definitiva.

Atualmente, são realizadas em média110 triagens mensais para laqueadura feminina e 55 atendimentos mensais para vasectomia. No caso dos homens, o procedimento é mais simples, realizado em consultório e com anestesia local.

A ampliação da capacitação e da oferta de métodos reforça o compromisso da rede municipal com políticas públicas voltadas à saúde da mulher, prevenção e autonomia reprodutiva.


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