Empresa que fará manejo populacional de capivaras faz visita técnica ao Parque da Rua do Porto
Objetivo é prevenir casos de febre maculosa; município mantém série de ações de prevenção, entre elas a presença de placas em áreas de risco, e em 2026 não registrou nenhum caso da doença em residentes
O manejo populacional das capivaras que vivem no Parque da Rua do Porto avançou mais uma etapa nesta semana. Os responsáveis pela empresa Zoovet Clínica e Consultoria – vencedora da licitação – Pablo Pezoa e Rayane Vilhaça, realizaram uma visita técnica ao parque.
A visita foi acompanhada pelo secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar; pela gerente de Vigilância em Saúde, Carina Baron; pela coordenadora de Vigilância em Saúde, Karina Contiero; por Aline Marangoni, coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ); a veterinária do CCZ, Renata Rolim; e a bióloga do CCZ, Regina Lex Engel.

Foram avaliados os espaços disponíveis e as condições do local para definir a melhor forma de execução das ações de captura, esterilização, identificação e acompanhamento dos animais. Após essa análise técnica, a empresa vai verificar a estratégia operacional mais adequada para o manejo no parque, seguindo as normativas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL)
A Zoovet é especializada em manejo de fauna silvestre e possui autorização do DeFau (Departamento de Fauna do Estado de São Paulo), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), conforme determina a legislação ambiental.
O contrato terá vigência de 12 meses, com acompanhamento contínuo dos animais. O manejo será realizado em etapas, conforme a captura das capivaras no próprio Parque da Rua do Porto. Assim que passam pelo procedimento de esterilização, os animais são devolvidos ao parque logo após se estabilizarem.
Atualmente, a população de capivaras no local é estimada em aproximadamente 50 animais. O objetivo do manejo é controlar o crescimento da espécie, evitar recolonizações, reduzir disputas territoriais e contribuir para a diminuição do risco de transmissão da febre maculosa, doença transmitida pelo carrapato-estrela, que tem a capivara entre seus principais hospedeiros.

“A visita técnica foi importante para alinharmos, junto à empresa responsável, as condições operacionais e os cuidados necessários para a execução do manejo. Estamos avançando com planejamento, responsabilidade técnica e manejo responsável dos animais, dentro de uma estratégia permanente de prevenção da febre maculosa e proteção da saúde pública”, destaca o secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar.
A Zoovet possui experiência em ações semelhantes realizadas em outros municípios e instituições, entre eles Ponte Nova (MG), Rio Acima (MG), Sesc Goiás e o Condomínio Nossa Fazenda, em Esmeraldas (MG). Neste último, o manejo populacional contribuiu para a redução do número de capivaras de cerca de 200 para aproximadamente 40 animais em quatro anos de acompanhamento.
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS – Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Piracicaba registrou, em 2025, três casos confirmados de febre maculosa, todos com evolução para óbito, o que reforça a importância das ações permanentes de prevenção. Em 2026, até o momento, não foi registrado nenhum caso da doença em residentes no município.

“As capivaras desempenham papel relevante na transmissão da febre maculosa, atuando como hospedeiros amplificadores da Rickettsia rickettsii. A esterilização e o manejo populacional são medidas de longo prazo que contribuem para o controle reprodutivo e para a redução gradual da população, podendo diminuir a amplificação da bactéria no ambiente e, consequentemente, o risco de transmissão aos seres humanos”, explica a gerente de Vigilância em Saúde, Carina Baron.
Além do manejo populacional, a Prefeitura mantém outras ações permanentes de prevenção da febre maculosa, como sinalização das áreas de risco, monitoramento ambiental, educação em saúde e campanhas de orientação à população.