Paciente poderá ter apoio de especialistas sem sair da unidade de saúde
Projeto Viva amplia respostas ao paciente dentro da própria unidade de saúde, com integração entre profissionais e apoio de especialistas; projeto-piloto começa em 1º de outubro
Fazer com que o paciente encontre mais respostas dentro da própria unidade de saúde onde é atendido, com o apoio integrado de diferentes profissionais e especialistas. Essa é uma das principais propostas do Projeto Viva, apresentado na manhã desta sexta-feira (25) pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde e pelo prefeito Helinho Zanatta.
A iniciativa reúne conhecimento, tecnologia e experiência dos profissionais da rede municipal para fortalecer a Atenção Primária à Saúde, considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), e ampliar a capacidade de resolução dos casos ainda na unidade de origem.
Como destacaram o secretário de Saúde, Gustavo Aguiar e os responsáveis pelos departamentos de Atenção Primária, Saúde Mental, Vigilância em Saúde, Hospital Municipal, Urgência e Emergência, Farmácia, Regulação e Saúde Bucal, o objetivo é integrar as diferentes áreas da Saúde para oferecer respostas mais rápidas e adequadas às necessidades dos pacientes.

ATENDIMENTO – Na prática, o Projeto Viva propõe um novo modelo de atendimento que combina a consulta presencial com o médico generalista e a teleinterconsulta, ferramenta que permite a troca de informações e opiniões clínicas entre profissionais de saúde por meio de teleatendimento.
EXEMPLO – Um exemplo ajuda a entender como a proposta vai funcionar. Um paciente procura a unidade de saúde para uma consulta com o clínico-geral e, durante o atendimento, apresenta uma situação que exige uma avaliação mais específica. Em vez de simplesmente encaminhar o paciente para outro serviço, o médico poderá, com o paciente ainda no consultório, entrar em contato com um especialista, como um cardiologista.
Os dois profissionais poderão discutir o caso, compartilhar informações e avaliar conjuntamente a situação para definir a conduta mais adequada.
A proposta, dessa forma, busca aproximar o conhecimento especializado da unidade onde o paciente já está sendo atendido, fortalecendo o trabalho dos profissionais e aumentando a capacidade de resolução da Atenção Primária.
AGILIDADE NOS EXAMES – O Projeto Viva também prevê mudanças nos processos relacionados à solicitação e realização de exames, com a eliminação de algumas etapas que podem aumentar o intervalo entre o pedido médico e a realização do procedimento.
A intenção é tornar os fluxos mais ágeis e integrados, contribuindo para que o paciente tenha uma jornada mais simples dentro da rede municipal de Saúde.
INÍCIO – O Projeto Viva começa a funcionar em 1º de outubro, inicialmente como projeto-piloto em algumas unidades de saúde.
Após essa primeira etapa, a proposta é avaliar os resultados e ampliar gradualmente o modelo para toda a rede municipal, integrando cada vez mais os profissionais e os diferentes serviços da Saúde.
“A ideia é fazermos juntos e de forma integrada, em busca de resultados muito melhores para atender os cidadãos. Quando conseguimos colocar conhecimento, tecnologia e profissionais trabalhando em conjunto, quem ganha é o paciente, que pode encontrar mais respostas no próprio atendimento”, afirma o prefeito Helinho Zanatta.
O prefeito também destacou outras mudanças estruturais que vêm sendo realizadas na rede municipal de Saúde, entre elas a instalação de 480 quilômetros de fibra óptica e a reformulação e construção de unidades de saúde na região Norte, iniciativa que deverá ser levada gradualmente a outras regiões da cidade.

INTEGRAÇÃO – A apresentação do projeto também contou com a participação do diretor da DRS-X, Moisés Taglieta, que ressaltou a importância da integração entre profissionais e áreas do sistema de saúde. “A proposta de quebrar barreiras e somar todo o conhecimento a um projeto único é fundamental para desenvolver todo o potencial do SUS”, afirmou.
Com o Projeto Viva, a Secretaria Municipal de Saúde busca fortalecer a Atenção Primária como ponto de cuidado e integração da rede, utilizando a tecnologia para aproximar profissionais, compartilhar conhecimento e ampliar a capacidade de resposta aos pacientes.
