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Piracicaba registra queda histórica nos casos de dengue em 2026

Município teve redução de 98,7% em relação ao ano passado e não registrou óbitos pela doença neste ano

Por Comunicação Social / Publicado em 17/07/2026
Tempo de leitura: 8 minutos.

O número de casos confirmados de dengue em Piracicaba em 2026 caiu de forma expressiva em relação aos últimos dois anos. Até 14 de julho, foram registrados 74 casos da doença, número que representa redução de 98,7% em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 5.724 confirmações.

Em relação a 2024, quando o município contabilizou 28.123 casos no mesmo período, a queda chega a 99,7%.

O cenário também apresenta queda em relação aos óbitos. Enquanto em 2024 foram registradas 16 mortes por dengue e, em 2025, cinco, neste ano não houve registro de óbitos pela doença até o momento.

Enquanto o Estado de São Paulo registra incidência de aproximadamente 114 casos de dengue por 100 mil habitantes, em Piracicaba o índice é de 21,9 casos por 100 mil habitantes, evidenciando um cenário epidemiológico significativamente favorável no município.

A redução é resultado do conjunto de ações previstas no Programa Municipal de Combate ao Aedes (PMCA), desenvolvidas de forma contínua ao longo de todo o ano no município. As estratégias para enfrentamento da doença em 2026 também foram planejadas e iniciadas de forma antecipada, ainda no segundo semestre de 2025, fortalecendo as medidas de prevenção e controle para o próximo ano.
Entre as estratégias adotadas estão visitas casa a casa para orientação e eliminação de criadouros, arrastões semanais para recolhimento de materiais inservíveis, pulverização em pontos estratégicos, atendimento às solicitações feitas pelo serviço 156 e, o aumento das ações educativas em escolas e empresas. Em 2025, foram realizadas 7 palestras sobre esse tema no período, enquanto em 2026 foram 16 palestras de conscientização.

Uma agente de saúde comunitária conversa com uma moradora em uma área externa, entregando material informativo sobre a prevenção da proliferação do mosquito Aedes aegypti, em um momento de conscientização pública. A composição da cena é construída a partir de um ângulo em primeiro plano, onde a agente de saúde está posicionada à direita, dominando a visão com o folheto informativo aberto, enquanto a moradora está à esquerda, voltada para a agente. O enquadramento sugere uma interação direta e educacional, onde o foco principal recai sobre o livreto que contém ilustrações do mosquito. O posicionamento das figuras cria uma diagonal que conduz o olhar do espectador diretamente para o material educativo que está sendo compartilhado. A agente de saúde é vista de perfil, vestindo um colete azul escuro com detalhes brancos, onde se lê "AGENTE DE SAÚDE", denotando sua função profissional. Ela possui cabelos escuros presos. A moradora, posicionada em um ângulo ligeiramente superior, possui cabelos grisalhos curtos, usa óculos de grau e veste uma blusa listrada nas cores branca, preta e salmão. Sua expressão é de atenção e foco enquanto examina o documento. Ambas as figuras mantêm uma postura séria e engajada, refletindo a importância da orientação que está sendo transmitida durante a visita domiciliar. Esta é uma fotografia documental que prioriza o registro de uma ação cotidiana de saúde pública, sem grandes artifícios estilísticos. A execução é direta, com uma iluminação natural que provém de uma fonte externa, provavelmente luz do dia filtrada por uma varanda ou área coberta. As cores são naturais, com predominância dos tons de azul do uniforme e do amarelo vibrante do folheto, que se destaca visualmente como o elemento central de informação na cena, contrastando com o ambiente mais sóbrio e concreto do local de residência. O cenário é uma varanda ou área de serviço externa de uma casa, caracterizada pelo piso de cimento queimado e pela presença de vasos de plantas, incluindo uma planta ornamental em um vaso azul no canto esquerdo. A iluminação é difusa, vinda de cima e das laterais, típica de áreas de sombra próximas à entrada de residências, o que confere um tom sóbrio e realista à imagem. O ambiente reflete uma simplicidade comum em áreas residenciais, onde o encontro ocorre de maneira informal, mas focada na responsabilidade coletiva de combate a doenças, criando um clima de seriedade e diligência.
Aparecida Lopes conversa com a moradora Lourdes Spadotto sobre os cuidados para evitar criadouros

Os diferenciais das ações realizadas incluem a parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Creci-SP. A operação especial de prevenção, combate e conscientização contra o mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, zika e chikungunya — visitou imóveis fechados disponíveis para venda ou locação em diversos bairros para identificação e eliminação de criadouros.

Os colaboradores do Creci-SP receberam treinamento para identificar e eliminar riscos de proliferação do mosquito nesses imóveis e a equipe do PMCA continua supervisionando essas atividades em 2026.

Outra iniciativa foi a distribuição de livros educativos para alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede municipal, complementando as ações de conscientização já desenvolvidas nas escolas sobre o combate ao Aedes aegypti.

Também se destacou o Protocolo de Férias criado pelo PMCA, com orientações simples e eficazes encaminhadas às escolas da rede municipal. As medidas foram recomendadas para empresas, condomínios, clubes e demais locais que permanecem fechados por alguns dias ou semanas no final e início do ano, com o objetivo de reduzir ao máximo os locais que possam acumular água parada — condição ideal para a proliferação do mosquito.

As recomendações incluem cuidados específicos com banheiros, áreas molhadas, áreas externas e outros pontos que tendem a permanecer longos períodos sem uso.

“O Centro de Controle de Zoonoses, em parceria com outros órgãos do município, como a Secretaria de Educação e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, tem intensificado as ações de orientação e prevenção sobre zoonoses, incluindo o combate à dengue”, destaca a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Aline Marangoni.

Nas ações realizadas em empresas, os colaboradores recebem orientações sobre o ciclo do mosquito, os principais criadouros, vacinação e medidas de prevenção.

Os agentes comunitários de saúde têm papel fundamental nesta ação. Durante as visitas de rotina, orientam os moradores sobre os cuidados necessários, verificam a existência de focos do mosquito nas residências e distribuem materiais informativos.

Aparecida Lopes, Claudineia Silva e Michele Guaresti, agentes comunitárias de saúde da USF Chapadão II, contam que, na maioria das vezes, são bem recebidas pelos moradores.

Uma pessoa de meia-idade, vestindo um colete, examina atentamente um pequeno vaso de plantas suspenso em um ambiente externo ensolarado, demonstrando dedicação ao cuidar da vegetação ao seu redor. A composição da cena é focada na interação entre o indivíduo e a planta, com o sujeito posicionado à esquerda e estendendo o braço direito para tocar ou observar o vaso pendurado. O enquadramento é em plano médio, capturando o perfil da pessoa e parte do cenário ao fundo, que inclui paredes de metal ondulado e vegetação variada. A dinâmica é tranquila e observadora, sugerindo uma inspeção cuidadosa em um ambiente doméstico ou de trabalho voltado ao cultivo de plantas. O sujeito principal é uma pessoa com cabelos claros presos, usando um boné preto, óculos e um colete azul-esverdeado sobre uma blusa de lã verde. Sua expressão é de concentração, com o olhar voltado para cima em direção ao vaso. Na parte frontal do colete, é visível um crachá de identificação, indicando uma possível atividade profissional ou voluntária. Suas mãos aparecem segurando o vaso e um pequeno folheto informativo com a palavra "NÓS", reforçando a natureza educativa ou assistencial da cena. A imagem é uma fotografia digital de estilo documental, caracterizada por uma iluminação natural intensa que cria contrastes marcantes entre as áreas banhadas pelo sol e as sombras projetadas. A execução técnica privilegia a clareza dos detalhes, como a textura das folhas, as fibras do colete e os elementos do ambiente, mantendo um foco nítido no sujeito. As escolhas criativas refletem um registro cotidiano, com cores naturais que ressaltam os tons terrosos e verdes do ambiente, transmitindo uma sensação de proximidade e cuidado com a natureza. O cenário é um espaço ao ar livre, possivelmente um quintal ou uma pequena área de horta, com paredes de zinco que conferem um aspecto rústico. A iluminação solar direta cria reflexos e sombras, intensificando a luminosidade na parte superior e criando um clima de claridade intensa. O ambiente é complementado por diversos vasos e plantas trepadeiras que circundam o local, contribuindo para uma atmosfera de tranquilidade e interação humana com o meio ambiente, onde a luz natural atua como um elemento que destaca a vivacidade das plantas e a atenção dedicada pelo indivíduo ao seu entorno.
Claudineia Silva checa os vasos de plantas em uma das visitas

ORIENTAÇÃO – Durante visita à residência de Lourdes Spadotto, moradora do bairro há 28 anos, Aparecida explicou a importância da limpeza periódica da caixa d’água e das calhas, da retirada de pratos sob vasos de plantas e da higienização diária de recipientes utilizados para água de pássaros e outros animais domésticos.

“Já faço muita coisa, mas é sempre bom saber se está tudo certo”, afirmou Lourdes. “Essa prevenção é importante”, destacou outra moradora orientada pelas agentes comunitárias de saúde, Clarice Godoy Lopes.

Além do trabalho contínuo de combate ao mosquito, especialistas apontam que as condições climáticas também contribuíram para a redução dos casos.

“O cenário climático de Piracicaba em 2026, caracterizado por temperaturas predominantemente amenas, foi um fator determinante para a redução dos casos confirmados de dengue”, explica Sebastião Campos, coordenador do PMCA.

Segundo Natã Estevam, também integrante do programa, temperaturas mais baixas desaceleram o metabolismo do Aedes aegypti, reduzindo sua reprodução e crescimento populacional.

Apesar dos resultados positivos, a orientação é manter os cuidados preventivos. As equipes reforçam a importância do trabalho contínuo e diário da população, fundamental para combater o mosquito dentro das residências.

Esta fotografia registra um momento de interação social e profissional, onde profissionais da saúde comunitária dialogam com uma senhora em um ambiente interno, possivelmente durante uma campanha informativa ou visita domiciliar. A composição da cena é organizada de forma linear ao longo de um corredor estreito, com os sujeitos dispostos em um arranjo que sugere uma conversa em andamento. À esquerda, uma senhora está de perfil, voltada para uma profissional que está à direita, criando um eixo de comunicação principal. As outras duas profissionais, posicionadas centralmente, observam a interação, estabelecendo um ritmo visual que conduz o olhar do espectador pelo espaço. O enquadramento é em plano médio, capturando as expressões faciais e o contexto da atividade sem isolar os indivíduos do ambiente comum. Os sujeitos centrais são quatro mulheres. À esquerda, uma senhora de cabelos grisalhos curtos veste uma blusa de tons claros, mantendo uma postura de escuta. No centro, duas profissionais usam coletes verdes sobre roupas casuais, uma com boné e óculos, e a outra com um boné bordô, segurando materiais informativos. À direita, vemos a parte posterior e o perfil de uma quarta mulher, vestindo um uniforme escuro com a identificação "Agente de Saúde", que segura um folheto e parece estar conduzindo o atendimento. Todas apresentam uma postura séria e atenta, característica de um trabalho de assistência social. A imagem é uma fotografia documental digital, com um estilo realista e direto, típico de registros de campo ou reportagens locais. A execução técnica privilegia a nitidez nas expressões faciais e nos detalhes dos vestuários profissionais, com um foco mantido nos personagens principais. O estilo é desprovido de manipulações artísticas, focando na clareza da mensagem e na representação fiel da interação humana em um contexto público ou institucional. A iluminação é suave e uniforme, típica de ambientes internos, garantindo que não haja sombras fortes que distraiam o espectador. O cenário é um corredor de uma construção simples com paredes de cor clara, que confere uma sensação de sobriedade e neutralidade ao ambiente. O piso de cerâmica e a presença de um varal ao fundo indicam um espaço funcional, possivelmente um centro comunitário ou uma residência. A iluminação é difusa, vinda de fontes externas ao enquadramento, o que suaviza os contornos e confere um tom cotidiano à cena. A atmosfera geral é de seriedade e engajamento profissional, refletindo a rotina de um atendimento de saúde comunitária voltado ao bem-estar da população local.
As agentes de saúde Claudineia Silva, Micheli Guaresti e Aparecida Lopes em visita à casa de Clarice Godoy

PREVENÇÃO – A recomendação é reservar ao menos dez minutos por semana para eliminar possíveis criadouros, evitando água parada em vasos, ralos, pneus, garrafas, calhas e recipientes diversos.

A Prefeitura também reforça a importância de receber os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias durante as visitas domiciliares.

O uso de repelente segue recomendado, especialmente em ambientes fechados. Gestantes e pessoas diagnosticadas com dengue podem retirar o produto gratuitamente nas unidades de saúde.


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