Missão Peru – Expositores destacam qualidade dos contatos
O segundo dia do evento “Biocombustíveis: tecnologia da agroindústria produtora e processadora de cana-de-açúcar" foi exclusivamente dedicado às rodadas de negócios com compradores dos países participantes, além do Peru, Equador e Venezuela. Organizado pelo Apla, em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o evento acontece na cidade de Trujillo, norte do Peru.
O secretário-executivo do Apla, Flávio Castelar, faz balanço positivo do evento. “Somente pelo número de visitantes, mais de 100 no primeiro dia, já fica evidente que há interesses negociais dos empresários peruanos com as empresas brasileiras. Tenho certeza que todos estão satisfeitos e têm afirmado que a qualidade dos contatos tem sido extraordinária. Os empresários associados ao Apla tiveram neste evento a possibilidade de abrir espaço num mercado em plena expansão”, diz Castelar
Como o mercado peruano está em expansão, principalmente pela necessidade da produção de etanol, Flávio espera que estes contatos realmente se transformem em negócios nos próximos meses. O APLA, segundo ele, com o apoio da Apex-Brasil, novamente cumpriu seu objetivo de aproximar empresas brasileiras, sediadas em Piracicaba e na região de Ribeirão Preto/Sertãozinho, do mercado peruano, que tem se expandido com o processo de privatização e investimentos nas usinas que têm interesse em aumentar a produção de etanol.
Para o presidente do Apla, José Antonio de Godoy, mais uma vez o objetivo foi atingido, “porque conseguimos divulgar tecnologias brasileiras no processamento e produção de cana-de-açúcar e combustíveis renováveis. O governo do Peru definiu que a gasolina do país terá a adição de até 7,8% de etanol. Por causa disso, os produtores estão buscando alternativas para atender a demanda pelo produto. Eles têm grandes áreas para plantio de cana, e necessitam de projetos, equipamentos e serviços”, afirmou Godoy.
Alejandro Pereda, presidente da Associação dos Produtores de Cana de Açúcar do Peru, enfatizou que o evento atendeu aos interesses dos pequenos e médios produtores de cana do Peru, que estão interessados em inverter o atual modelo, ou seja, querem deixar de fornecer a cana que plantam aos engenhos (usinas), seja por baixo preço ou pouco incentivo do governo, para ter sua própria planta (usina). A entidade tem 10 mil filiados. Alejandro explicou que “o evento foi uma extraordinária oportunidade de relação entre as empresas brasileiras e os empresários e produtores peruanos de açúcar”. OS EXPOSITORESEntre os expositores brasileiros a opinião é que o evento trouxe excelentes contatos que poderão tornar-se bons negócios já a partir de 2.011. Ubiraci Moreno Pires Corrêa, da Prominas, enfatizou que ficou impressionado com a qualidade dos contatos com empresas e produtores peruanos, não somente na área de açúcar e álcool. “Fui procurado por empresários peruanos interessados em outros produtos da Prominas, como os ligados às áreas de saneamento, perfuração e mineração”.
Roberta Toledo, da Equilíbrio, também ficou surpresa com a qualidade dos contatos no evento. “Conversei diretamente com os proprietários, gerentes ou pessoas que tomam ou influenciam nas decisões”. Isso, para ela, abre oportunidades concretas de negócios futuros, já que estas pessoas demonstraram interesse em produtos de sua empresa.
O gerente da Edra, Jorge Luiz Zanatta, destacou que o evento foi muito bom, com o registro de 8 propostas de negócios que já encaminhou à empresa no Brasil. Ele já recebeu algumas respostas e está encaminhando aos clientes. Jorge também foi procurado por empresas interessadas da área de saneamento básico. Para ele, este tipo de evento é muito importante “porque fazemos contatos diretos, olho no olho, com os interessados que, posteriormente, acabam se transformando em negócios. Foi assim na Guatemala. Participei pela Edra e retorno na próxima semana àquele país para a concretização de negócios iniciados num evento promovido pelo Apla”.
Zanatta também falou que o contato vai além do telefone ou troca de e-mails. “Você conhece a necessidade do seu cliente”, enfatizou. Jorge percebeu que há carência de informações dos produtores e processadores (usineiros) para a questão do manejo do solo, porque no Peru ainda há muita terra para plantio de cana, hortaliças e frutas. “Tive a oportunidade de apresentar soluções que dependem da ferti-irrigação adequada e planejada, além de ecologicamente correta”, explicou.
Eduardo Aza Santillan, da empresa peruana Stratos ligada à produção de etanol, destacou a organização do evento do Apla e o apoio do governo brasileiro, por meio da Apex-Brasil, proporcionando oportunidades de negócios. Ele sugeriu também que bancos brasileiros abram linhas de crédito no Peru para os empresários interessados em “grandes plantas” (projetos), porque o banco peruano de Agronegócios atende somente os pequenos produtores, principalmente na compra de equipamentos.
Gustavo Heinert, gerente da Codana/Equador, foi outro participante que fez elogios à organização do evento. “Fiquei muito impressionado. Foi a primeira vez que tive a oportunidade de participar de algo promovido pelo Apla e fiquei sabendo do apoio do governo brasileiro a esta organização. Aqui foram impulsionados negócios, aproximando empresas brasileiras e produtores ou processadores (usineiros) peruanos”.
Ele ainda destacou que, durante 20 anos, teve que ir ao Brasil para visitar fornecedores de equipamentos em Ribeirão Preto, Sertãozinho e Piracicaba. “Aqui em Trujillo pude encontrar tudo o que me interessa num único espaço”, finalizou Gustavo.
Dino Carrasco Basualto, diretor da Exal Brasil, não escondeu sua satisfação em participar do evento. “Foi a minha primeira vez. Mesmo tendo representante comercial no Peru – em Lima – pude conhecer meus clientes e, óbvio, eles também a mim. Saio daqui contente e levo propostas para Piracicaba que, com certeza, se transformarão em negócios. Já tenho até a visita de uma grande empresa marcada, que tem interesse em conhecer a Exal e concretizar negócios”. EMPRESAS PARTICIPANTESAçoforja, Big Tecnologia, Cimesava, Edra, Equilíbrio, Equipalcool, Exal, Fernavan, Fundição Água Vermelha, General Chains, JW, Mausa, MecMont, Prominas, Sermatec, Smar, Translink, Turbimaq, H2Olmos (Odebrecht) e TGM – Turbinas.
