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Grupo de gestantes transforma rotina de mães e fortalece rede de apoio na USF Gran Park

Encontros quinzenais oferecem orientações, apoio emocional, visitas domiciliares e enxoval para futuras mães

Por CCS / Publicado em 20/05/2026
Tempo de leitura: 4 minutos.

O primeiro grupo de gestantes e puérperas criado pelas agentes comunitárias de saúde Janaíne Porsebom, Talita Lescovar e Sarita Martinez, da USF Gran Park, unidade que tem aproximadamente 3 anos e 4.000 moradores cadastrados, reuniu apenas três mulheres. O segundo encontro teve seis participantes. Já o terceiro ciclo, encerrado esta semana após oito encontros quinzenais, precisou reorganizar as cadeiras da sala para acomodar todas as mães interessadas em acompanhar a palestra da psicóloga Lia Giannechini.

A imagem mostra um grupo de pessoas, principalmente mulheres e crianças, sentadas em círculo em uma sala clara e espaçosa, participando de uma atividade coletiva. No centro do círculo, uma mulher mais velha, com cabelo branco, usando um suéter branco e um lenço amarelo vibrante, está em pé segurando um novelo de lã branca. Ela parece estar conduzindo a atividade, gesticulando com as mãos enquanto os demais participantes seguram fios da lã, que se entrelaçam formando uma teia que conecta todos no círculo. O ambiente parece ser uma sala comunitária ou de aula, com um quadro branco ao fundo, uma estante metálica e janelas grandes com cortinas. A atmosfera transmite colaboração, interação e atenção entre os presentes. A foto foi tirada de um ângulo elevado, capturando toda a roda e a rede de fios que os une.
Dinâmica feita pela psicóloga Lia Giannechini na última reunião do grupo
A imagem mostra um grupo de aproximadamente 20 pessoas, principalmente mulheres, reunidas em um ambiente interno que parece ser um escritório ou uma sala comunitária bem iluminada. Muitas delas seguram sacolas plásticas brancas grandes, que aparentam conter doações, possivelmente fraldas ou roupas de bebê. Algumas mulheres estão segurando bebês nos braços, o que sugere que o grupo pode estar envolvido em uma ação de apoio a mães ou famílias com crianças pequenas. No fundo, há um quadro branco com anotações em português, mencionando um comunicado sobre férias em 2026, uma reunião online marcada para 05/04/26 às 10:00, e o nome "Programa Saúde da Gente" e "Mania de Ser". O ambiente é organizado, com cadeiras e armários cinza, e a iluminação é clara e uniforme, provavelmente de luz fluorescente. As pessoas estão posicionadas em pé e agachadas, sorrindo para a câmera, transmitindo um clima de colaboração e solidariedade. Uma mulher usa um jaleco branco, sugerindo que pode ser uma profissional de saúde ou voluntária. A cena sugere um momento de entrega ou distribuição de doações, reforçando um sentimento comunitário e de apoio mútuo.
Grupo de gestantes e puérperas com parte da equipe da USF Gran Park

Entre os temas abordados estavam rede de apoio, culpa, vergonha, limites e acolhimento — palavra que marcou a experiência de Francilene Araújo, de 39 anos, mãe de Ana Júlia Machado, de 45 dias.

A imagem mostra uma mãe amamentando seu bebê enquanto está sentada em uma poltrona branca estofada. A mãe tem cabelos longos e escuros, presos para trás com um prendedor, e veste um suéter vermelho e calça jeans azul. Ela segura o bebê com cuidado, que está enrolado em um cobertor rosa com estampas brancas e usa uma faixa branca na cabeça. O bebê tem cabelos cacheados e escuros. O fundo é composto por cortinas coloridas, uma rosa à esquerda e outra azul clara à direita, criando um ambiente acolhedor e suave. A cena transmite um momento íntimo e carinhoso entre mãe e filho.
Francilene Araújo e a filha Ana Júlia; a mãe conta que a acolhida das agentes comunitárias deu segurança e confiança

Após três abortos espontâneos, Francilene conta que viveu a gestação com muita sensibilidade emocional. “As agentes me passaram muitas informações. Foram até minha casa, mostraram como fazer quando a Ana Júlia nasceu. Elas têm muita paciência e me deixaram segura e confiante”, relata, enquanto segura a filha no Cantinho da Amamentação criado pela unidade para acolher mães e incentivar o aleitamento materno.

Izaiene Santos, de 24 anos, também chegou fragilizada ao grupo durante a gestação do filho Bernardo, hoje com dois meses. Mãe de outra criança, de 4 anos, ela conta que a primeira experiência com a maternidade deixou inseguranças que interferiram até na amamentação.

A imagem mostra uma cena acolhedora em um ambiente interno, onde uma mãe está amamentando seu bebê. Ela está sentada em uma poltrona clara, confortável, vestindo uma blusa preta de mangas longas e jeans rasgados. O bebê está enrolado em um macacão cinza com capuz e pequenos detalhes coloridos, repousando no colo da mãe. Ao fundo, a parede branca é decorada com duas cortinas de tecido, uma rosa à esquerda e outra azul clara à direita, que criam um contraste suave e agradável. No centro da parede, entre as cortinas, está escrito em letras maiúsculas e escuras "CANTINHO DA AMAMENTAÇÃO", indicando que o local é um espaço dedicado para amamentação. A iluminação é clara e uniforme, transmitindo uma sensação de calma e conforto. A imagem enfatiza o cuidado e a intimidade do momento entre mãe e filho, em um ambiente pensado para oferecer privacidade e tranquilidade.
Izaiene Santos amamenta o filho Bernardo, de 2 meses; participação no grupo de gestantes trouxe alterações importantes na sua rotina

“Hoje sou uma mãe totalmente diferente. Não consegui amamentar meu primeiro filho, que chorava bastante, talvez pela minha insegurança. Agora, orientada pelas meninas, consegui criar esse vínculo com meu filho. Essa rede de apoio é muito importante”, afirma.

Além dos encontros quinzenais, as agentes comunitárias mantêm contato constante com as gestantes, colocando-se à disposição para orientar, ouvir e acompanhar as mães também fora da unidade de saúde.

As reuniões incluem orientações práticas, como aulas de primeiros socorros ministradas por integrantes do Corpo de Bombeiros, além das visitas domiciliares realizadas regularmente pelas agentes.

A participação contínua no grupo também garante um apoio importante para as futuras mães: um enxoval confeccionado pelo grupo voluntário Artesãs do Amor, com apoio da Prefeitura.

Composto por cobertor, manta, roupinhas e fraldas, o enxoval emocionou Fernanda dos Reis, de 27 anos, grávida da primeira filha, Talyah. “Vai me ajudar bastante”, disse. Sobre os encontros, ela destaca principalmente as orientações sobre o plano de parto. “Foi tudo muito esclarecedor.”

Ao encerrar as atividades do ciclo, a enfermeira responsável pela unidade, Maria Elisa de Campos, destacou o envolvimento das agentes comunitárias. “Elas fazem o que gostam e gostam muito do que fazem”, afirmou, resumindo o tom afetivo que marcou o encontro.


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