Portal do Município de Piracicaba

Esterilização de capivaras aguarda licenciamento ambiental para início das ações

Próxima etapa será a análise, pelo órgão ambiental, do plano de trabalho que definirá como serão realizadas a captura, esterilização e soltura dos animais

Por Comunicação Social / Publicado em 11/09/2026
Tempo de leitura: 4 minutos.

O processo para esterilização das capivaras que vivem no Parque da Rua do Porto está, neste momento, na etapa de licenciamento ambiental, necessária antes do início de qualquer ação de manejo dos animais. A empresa responsável pelo serviço está elaborando o plano de trabalho que será apresentado ao órgão ambiental – neste caso a Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Insfraestrutura e Logística do Estado de São Paulo) para análise e aprovação.

Um homem aponta com o dedo em direção a algo, possivelmente explicando ou dirigindo a atenção de outra pessoa. A imagem apresenta um homem de meia-idade com barba grisalha e cabelo escuro, vestindo uma camisa verde militar de manga curta com dois bolsos na frente. Ele está em primeiro plano, com o braço esquerdo estendido e o dedo indicador apontando para fora do quadro, à esquerda. Seu rosto está voltado para a esquerda, e ele parece estar falando com alguém, com uma expressão séria e concentrada. O fundo está desfocado, mostrando árvores verdes e um caminho, sugerindo um ambiente ao ar livre, possivelmente um parque ou uma área de lazer. Uma pessoa, com cabelos escuros e parte do tronco visível com uma roupa listrada em preto e branco, está em foco mais suave à direita, bloqueando parcialmente a visão do homem. A atmosfera é de interação e comunicação, com um tom de instrução ou guia.
Pablo Pezoa, da empresa vencedora da licitação para o manejo das capivaras, fez visita técnica no Parque da Rua do Porto

O documento deverá detalhar a metodologia proposta para a realização do manejo. O órgão ambiental poderá aprovar o plano ou solicitar alterações antes da liberação para o início das atividades.

Após a obtenção da licença será iniciada a próxima etapa, a ceva, procedimento utilizado para habituar os animais a se alimentarem em pontos determinados. A proposta prevê inicialmente a instalação de dois pontos de ceva dentro do parque, onde serão oferecidos milho ou cana-de-açúcar. Nesses locais também serão instaladas as estruturas para captura múltipla dos animais.

Após a captura, as capivaras serão encaminhadas para uma Base Provisória de Atendimento à Fauna, a ser instalada no próprio parque, que conta com uma sala de triagem/preparação, sala de cirurgia e sala de retorno cirúrgico.

O procedimento proposto não é de castração. “A esterilização proposta será realizada tanto em machos quanto em fêmeas, com a preservação das gônadas, justamente para manter a produção hormonal dos animais. Isso é importante para que eles mantenham seu comportamento e suas interações sociais, inclusive na defesa do território. O objetivo é controlar a reprodução sem retirar as capivaras do ambiente em que vivem”, explica Pablo Pezoa, veterinário da empresa responsável pela esterilização.

Um grupo de capivaras descansa pacificamente sob a sombra de uma árvore em um dia nublado. A imagem retrata um grupo de capivaras descansando juntas, com a maioria dos animais aninhados em busca de conforto e sombra. Várias capivaras estão visíveis, com suas pelagens castanhas e pelos grossos. As cabeças estão viradas em diferentes direções, algumas olhando para os lados com seus olhos escuros e atentos, enquanto outras parecem relaxadas e sonolentas. A capivara em primeiro plano está desfocada, mas sua forma robusta e pelagem densa são inconfundíveis. Ao fundo, um tronco de árvore grossa e rugosa fornece a sombra necessária, e a grama verde e exuberante sugere um ambiente natural e tranquilo. A atmosfera geral é de calma e serenidade, com um toque de aconchego, como se os animais estivessem compartilhando um momento de descanso coletivo e seguro. Não há elementos humanos ou outros animais na cena, o foco exclusivo está nas capivaras e no seu ambiente natural.
Ação será realizada com as capivaras do Parque da Rua do Porto

A expectativa apresentada pela empresa é de que o manejo contribua para a estabilização da população a partir do segundo ano, com evolução do controle populacional nos anos seguintes.

A importância da esterilização está na interrupção da reprodução das capivaras, medida que vai, consequentemente, evitar o surgimento de novos indivíduos no local. Com a redução e a estabilização da população, a medida busca principalmente interromper, ao longo do tempo, o ciclo de transmissão da febre maculosa, uma vez que as capivaras são hospedeiras amplificadoras da bactéria causadora da doença. Sem o nascimento de novos animais, espera-se reduzir progressivamente a possibilidade de manutenção desse ciclo de transmissão no ambiente.


Secretarias e Outros órgãos

Este site utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Ao continuar navegando, você concorda com nossa política de privacidade.