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CCZ reforça orientações sobre febre maculosa durante período de férias escolares

Em seis dias de abordagens, equipes reforçaram orientações sobre prevenção, sintomas e cuidados em áreas com potencial presença do carrapato-estrela

Por CCS / Publicado em 08/07/2026
Tempo de leitura: 7 minutos.

Equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) orientaram aproximadamente 300 pessoas sobre a febre maculosa na região da Rua do Porto durante seis dias de abordagens realizadas entre 26 de junho e hoje, 8 de julho.

Cena externa de orientação/registro sobre segurança em saúde (cartilha sobre “carrapato estrela”). Resumo: um homem mais velho, à esquerda, segura uma prancheta com um formulário e folhetos; ele escreve com uma caneta enquanto mostra um cartão informativo sobre “carrapato estrela”. Pessoas: ao centro, uma mulher de expressão séria/atenta segura uma jaqueta sobre o ombro e observa o material; na frente dela, um menino olha para o cartão; à direita aparece outro homem de barba e boné escuro, também prestando atenção. Há pelo menos mais uma pessoa parcialmente visível atrás. Roupas e acessórios: o homem com a prancheta usa óculos e camisa clara; a mulher veste roupa escura e um colar com pingente em forma de coração; o menino usa polo clara; o homem de boné usa óculos escuros presos ao boné. Material informativo: um folheto/cartão com imagens de carrapatos e texto em português (“carrapato estrela”) e um formulário em anexo na prancheta. Ambiente: área externa com piso de concreto, madeira e uma grade metálica ao fundo; folhas secas no chão indicam espaço ao ar livre, possivelmente próximo a vegetação. Tom da cena: informativo e sério — parece uma ação de conscientização ou coleta de dados sobre prevenção/risco de picadas de carrapato.
José Luiz de Azevedo, do CCZ, conversa com família que visitava a região da passarela pênsil

A ação faz parte da intensificação das atividades de vigilância realizadas principalmente em períodos de maior circulação de pessoas na região, como durante as férias escolares. As atividades de monitoramento e orientação à população reforçam as medidas preventivas e promovem a conscientização sobre os cuidados necessários em áreas com potencial presença do carrapato-estrela.

As equipes realizaram abordagens a frequentadores da região, além de usuários e trabalhadores de bares, restaurantes e demais estabelecimentos localizados nas margens do rio Piracicaba, orientando sobre formas de prevenção à autoinfestação por carrapatos presentes na vegetação dessas áreas.

Cirlene Machado, de Americana, foi uma das pessoas abordadas nos arredores da passarela Pênsil. “Vim conhecer o Zoológico e a Rua do Porto. É importante receber essas orientações”, disse. Moradores de Piracicaba, César Neto e Ana Bezerra contaram que já conheciam algumas das instruções, “mas é sempre bom reforçar”.

Dois adultos sorrindo em primeiro plano seguram (ou recebem) um folheto sobre “CARRAPATOS”; o folheto está bem próximo à câmera e parte dele aparece em foco. Pessoa à esquerda: aparenta ser mulher, usa suéter/poncho laranja, óculos escuros e uma mochila preta; sorri para a câmera. Pessoa à direita: aparenta ser homem, camiseta clara, barba curta e sorriso largo; tem tatuagens visíveis no braço direito. Mãos/folheto: uma mão à frente segura o folheto com desenhos de carrapatos e o título “CARRAPATOS”; os dedos estão em destaque no canto inferior da imagem. Ambiente: parque arborizado junto a um rio; piso de blocos e várias árvores altas ao fundo. À direita, placas de aviso e uma grade próximas à margem do rio. Iluminação e clima: dia ensolarado com sombras de árvores no chão; atmosfera descontraída e informativa, como de ação de conscientização ao ar livre.
Ana Bezerra e César Neto receberam orientações sobre prevenção contra a febre maculosa

As irmãs Regina Ferreira, moradora de Campinas e Rejane Cortez, de Fortaleza, consideraram “fundamental” a orientação. “Esclarecer a população faz a diferença”, disse Regina.

O controle da febre maculosa envolve um conjunto de estratégias integradas e não inclui a aplicação de produtos químicos, uma vez que essa medida não é capaz de eliminar ou controlar carrapatos em ambientes naturais abertos, especialmente na presença de hospedeiros primários, como as capivaras. Nesses locais, a contínua reposição de carrapatos no ambiente compromete a eficácia de qualquer medida química de controle.

As capivaras são os principais hospedeiros do carrapato-estrela, vetor da febre maculosa, e contribuem para a manutenção desses parasitas nos ambientes que frequentam. No entanto, o carrapato somente transmite a doença quando está infectado pela bactéria causadora da febre maculosa.

As ações de educação em saúde incluem abordagens diretas aos frequentadores, distribuição de materiais informativos e orientações em pontos estratégicos, como a região da Rua do Porto.

Desde 2024, o município instalou ou substituiu diversas placas de alerta nas áreas mapeadas pelo CCZ como de atenção para a doença, incluindo toda a região da Rua do Porto, a Avenida Beira Rio e as margens do Rio Piracicaba.

Placa de aviso em primeiro plano indicando prevenção contra picada de carrapato; ao fundo, um parque à beira de um rio. Placa: ocupa a parte esquerda/frontal da imagem, com texto grande em vermelho “Se for picado por carrapato, previna‑se! Sintomas:” e lista em bullets (febre alta, dor de cabeça, calafrios etc.). Há ilustrações de carrapatos ao lado do texto. Ambiente próximo: faixa de grama e pequena área de terra entre a placa e o rio; sombras de árvores sobre o chão. Rio: fluxo visível, com corredeiras suaves e margem de pedras; água clara refletindo o céu. Fundo: árvores e um prédio grande de alvenaria (aparentemente antigo ou industrial) do outro lado do rio; também surgem toldos brancos e mais vegetação. Iluminação/clima: dia claro, luz forte e sombras nítidas — sensação de tarde ensolarada. Atmosfera: área pública ao ar livre, aviso de saúde voltado a quem circula pela vegetação/rio para alertar sobre riscos de carrapatos.
Trabalho de orientação faz parte das atividades de vigilância realizadas em período de maior circulação de pessoas, como as férias

As placas orientam a população sobre o risco de exposição ao carrapato-estrela, os principais sintomas da febre maculosa e a importância da procura imediata por atendimento médico em caso de suspeita da doença.

“Nosso objetivo é garantir que a população aproveite os espaços públicos com segurança e informação. A febre maculosa é uma doença grave, mas a prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença. Por isso, reforçamos a importância de evitar contato com a vegetação das margens dos rios, realizar o autoexame do corpo após frequentar essas áreas e procurar atendimento médico imediatamente ao surgimento de sintomas, informando sempre a presença em locais considerados de risco para a doença”, destaca a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Aline Marangoni.

PREVENÇÃO – Entre os meses de maio e setembro predominam as fases de larva e ninfa do carrapato-estrela, popularmente conhecidas como micuins, que são as formas que mais frequentemente parasitam os seres humanos. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da adoção das medidas de prevenção e da atenção aos sinais e sintomas da doença.

Uma orientação fundamental é que os visitantes realizem o autoexame do corpo após frequentarem essas áreas e procurem remover rapidamente qualquer carrapato encontrado. Mesmo não identificando a presença do parasita, é importante permanecer atento ao aparecimento de sintomas como febre alta e de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar entre dois e 14 dias após a exposição, procurando atendimento médico imediatamente caso apresentem qualquer sinal compatível com a doença.

Ao buscar assistência, a recomendação é informar ao profissional de saúde sobre a permanência em áreas consideradas de risco para a transmissão da febre maculosa, o que contribui para o diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento.

Em 2026, não houve casos confirmados de febre maculosa no município de Piracicaba. A Vigilância Epidemiológica realiza monitoramento contínuo dos casos suspeitos e confirmados, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado da Saúde.

São consideradas áreas de risco para transmissão da febre maculosa no município toda a margem do rio Piracicaba, em ambos os lados, desde o bairro Monte Alegre até Ártemis, além de toda a margem do rio Corumbataí, também em ambos os lados, na região de Santa Teresinha.


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