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Animais taxidermizados ajudam estudantes a entender impactos dos incêndios florestais

Projeto do NEA levou educação ambiental prática a cerca de 400 alunos da Escola Estadual Paulo Luiz Valeiro, na região do Serrote

Por CCS / Publicado em 18/05/2026
Tempo de leitura: 5 minutos.

O contato direto com animais taxidermizados, rodas de conversa e atividades práticas transformou a rotina de cerca de 400 estudantes da Escola Estadual Paulo Luiz Valeiro, no bairro Serrote: nas últimas duas semanas, o Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da Prefeitura realizou o projeto pedagógico O que os Animais Taxidermizados Ensinam sobre Incêndios, iniciativa que aproximou crianças e jovens dos impactos que os incêndios florestais causam à fauna e ao meio ambiente.

A imagem mostra um grupo de cerca de 15 adolescentes reunidos em um espaço coberto, que parece ser uma área escolar ou comunitária ao ar livre. Eles estão em torno de duas mesas que exibem espécimes taxidermizados. Na mesa da esquerda, há um jacaré grande e uma ave de pernas longas, possivelmente uma garça ou um socó. Na mesa da direita, estão expostos um lobo-guará, um pequeno mamífero que pode ser um quati ou um macaco, e outra ave. Os adolescentes usam roupas casuais, como camisetas, jeans e tênis, alguns com camisetas esportivas. O ambiente tem piso de concreto, cobertura de metal ondulado e paredes verdes ao fundo, com árvores visíveis, indicando que é dia. A cena transmite uma atmosfera de aprendizado e curiosidade, provavelmente durante uma aula ou atividade relacionada à biologia ou ciências naturais.
Projeto do NEA levou educação ambiental prática a cerca de 400 alunos da Escola Estadual Paulo Luiz Valeiro, na região do Serrote

A ação integra o programa municipal Proteção aos Animais Silvestres: Combate e Prevenção de Incêndios Florestais e mobilizou alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, do Programa de Ensino Integral. Foram realizadas oito atividades educativas com 260 estudantes do Ensino Fundamental e 140 do Ensino Médio.

A programação incluiu rodas de conversa sobre os impactos do fogo na vida silvestre, observação de animais taxidermizados, oficinas sobre ciclo reprodutivo, produção de textos e ilustrações sobre estratégias de sobrevivência dos animais, além de palestras com os convidados Thiago Vilalta, sobre a taxidermia como ferramenta de educação, e Giovanni Campos, sobre prevenção de incêndios.

A imagem mostra uma aula ou apresentação ao ar livre, provavelmente em uma escola. Um homem está em pé atrás de uma mesa, segurando um microfone e falando para um grupo de estudantes que estão sentados de costas para a câmera. Ele usa uma camisa branca, boné preto e óculos escuros. Sobre a mesa, há vários animais empalhados, incluindo um pequeno mamífero, uma ave de pernas longas (parecida com uma seriema), um lagarto, um pequeno crocodilo e um animal peludo maior. Ao fundo, há uma quadra cercada por uma cerca de arame e uma parede verde, além de um aro de basquete. A luz do sol está forte, iluminando a cena. A imagem transmite um momento educativo, com o foco no palestrante e nos animais expostos.
O servidor Giovanni Campos abordou o tema da prevenção de incêndio

O encerramento do projeto aconteceu na sexta-feira, 15/05, com a exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos e a entrega de 240 mudas de árvores nativas e espécies frutíferas, como ipê e pitanga, produzidas pelo Viveiro Municipal. A atividade contou com a presença do secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Maurício Perissinotto.

A imagem mostra um grupo de adultos alinhados em um espaço coberto que parece ser uma quadra poliesportiva, provavelmente em uma escola ou centro comunitário. Eles estão de pé, voltados para um grupo de crianças sentadas no chão, que parecem estar assistindo a uma apresentação ou evento. Dois adultos no centro seguram pequenos buquês de flores, sugerindo que podem ter sido homenageados ou que estão celebrando algo. Atrás do grupo há um painel azul com desenhos e fotografias de animais, e uma faixa com o texto "ANIMAIS TAXIDERMIZADOS", indicando que o tema do evento pode estar relacionado à conservação, educação ambiental ou exposição sobre animais empalhados. O ambiente é ao ar livre, mas coberto, com uma cesta de basquete ao fundo e uma cerca de metal, o que reforça a ideia de ser uma quadra esportiva. O público infantil está atento, e a atmosfera parece ser de aprendizado ou celebração escolar.
A atividade contou com a presença do Secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Maurício Perissinotto (ao centro)

“O trabalho de educação ambiental desenvolvido nessa escola possui importância estratégica, especialmente por envolver um grande número de alunos residentes na região da Serra do Monte Branco, área que foi severamente impactada por um incêndio de grandes proporções ocorrido em setembro de 2025. A iniciativa contribui para a conscientização ambiental, fortalecimento do vínculo da comunidade com o território e promoção de ações voltadas à preservação e recuperação ambiental da região”, destacou o secretário.

Durante o encontro, os estudantes também participaram de uma conversa sobre responsabilidade ambiental e mudanças climáticas, relacionando o aprendizado em sala às situações enfrentadas no cotidiano.

“Crianças e jovens muitas vezes não compreendem o impacto real do fogo sobre os animais. Com os taxidermizados, eles visualizam de forma respeitosa as consequências diretas dos incêndios na vida silvestre, gerando empatia e consciência ambiental”, explicou Eliane Oliveira, gestora de unidade do NEA.

A proposta do projeto foi mostrar, de forma concreta, como os incêndios florestais afetam a reprodução e a sobrevivência dos animais silvestres, aproximando os estudantes da importância da preservação ambiental e do cuidado com os ecossistemas.

“Começamos mostrando o que o fogo destrói. Encerramos plantando o que vai reconstruir. Cada muda é um compromisso que o aluno leva para casa para proteger o habitat dos animais que estudamos”, acrescentou Eliane.

Para o diretor da escola, Valdecir Miquelotti, a iniciativa fortalece o aprendizado além da sala de aula. “Projetos assim tiram o aluno da sala e mostram na prática como ele pode ser agente de transformação na comunidade”, completou.

O Núcleo de Educação Ambiental é vinculado à Secretaria-Executiva de Meio Ambiente, da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente.


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