Animais taxidermizados ajudam estudantes a entender impactos dos incêndios florestais
Projeto do NEA levou educação ambiental prática a cerca de 400 alunos da Escola Estadual Paulo Luiz Valeiro, na região do Serrote
O contato direto com animais taxidermizados, rodas de conversa e atividades práticas transformou a rotina de cerca de 400 estudantes da Escola Estadual Paulo Luiz Valeiro, no bairro Serrote: nas últimas duas semanas, o Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da Prefeitura realizou o projeto pedagógico O que os Animais Taxidermizados Ensinam sobre Incêndios, iniciativa que aproximou crianças e jovens dos impactos que os incêndios florestais causam à fauna e ao meio ambiente.

A ação integra o programa municipal Proteção aos Animais Silvestres: Combate e Prevenção de Incêndios Florestais e mobilizou alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, do Programa de Ensino Integral. Foram realizadas oito atividades educativas com 260 estudantes do Ensino Fundamental e 140 do Ensino Médio.
A programação incluiu rodas de conversa sobre os impactos do fogo na vida silvestre, observação de animais taxidermizados, oficinas sobre ciclo reprodutivo, produção de textos e ilustrações sobre estratégias de sobrevivência dos animais, além de palestras com os convidados Thiago Vilalta, sobre a taxidermia como ferramenta de educação, e Giovanni Campos, sobre prevenção de incêndios.

O encerramento do projeto aconteceu na sexta-feira, 15/05, com a exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos e a entrega de 240 mudas de árvores nativas e espécies frutíferas, como ipê e pitanga, produzidas pelo Viveiro Municipal. A atividade contou com a presença do secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Maurício Perissinotto.

“O trabalho de educação ambiental desenvolvido nessa escola possui importância estratégica, especialmente por envolver um grande número de alunos residentes na região da Serra do Monte Branco, área que foi severamente impactada por um incêndio de grandes proporções ocorrido em setembro de 2025. A iniciativa contribui para a conscientização ambiental, fortalecimento do vínculo da comunidade com o território e promoção de ações voltadas à preservação e recuperação ambiental da região”, destacou o secretário.
Durante o encontro, os estudantes também participaram de uma conversa sobre responsabilidade ambiental e mudanças climáticas, relacionando o aprendizado em sala às situações enfrentadas no cotidiano.
“Crianças e jovens muitas vezes não compreendem o impacto real do fogo sobre os animais. Com os taxidermizados, eles visualizam de forma respeitosa as consequências diretas dos incêndios na vida silvestre, gerando empatia e consciência ambiental”, explicou Eliane Oliveira, gestora de unidade do NEA.
A proposta do projeto foi mostrar, de forma concreta, como os incêndios florestais afetam a reprodução e a sobrevivência dos animais silvestres, aproximando os estudantes da importância da preservação ambiental e do cuidado com os ecossistemas.
“Começamos mostrando o que o fogo destrói. Encerramos plantando o que vai reconstruir. Cada muda é um compromisso que o aluno leva para casa para proteger o habitat dos animais que estudamos”, acrescentou Eliane.
Para o diretor da escola, Valdecir Miquelotti, a iniciativa fortalece o aprendizado além da sala de aula. “Projetos assim tiram o aluno da sala e mostram na prática como ele pode ser agente de transformação na comunidade”, completou.
O Núcleo de Educação Ambiental é vinculado à Secretaria-Executiva de Meio Ambiente, da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente.