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Prefeitura capacita cerca de 600 educadores para agir em casos de emergência nas unidades escolares

Treinamento da Lei Lucas aborda primeiros socorros e, especialmente, casos de engasgo

Por e-iponte / Publicado em 28/10/2026
Tempo de leitura: 5 minutos.
Uma instrutora do Samu sentada em frente a um grupo de educadores, demonstrando na prática as técnicas de desobstrução de vias aéreas em manequins de bebês.
O foco principal da Lei Lucas são os primeiros-socorros relativos ao engasgo, mas educadores também foram orientados sobre outros atendimentos emergenciais

A Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Educação, está promovendo o Treinamento da Lei Lucas (Lei Federal nº 13.722/2018), que visa capacitar cerca de 600 educadores da Rede Municipal de Ensino em primeiros socorros. Três turmas, com cerca de 200 profissionais cada, devem participar da programação até novembro, com o apoio do Núcleo de Educação e Urgência do Samu. O primeiro grupo participou da capacitação na segunda-feira, 26/10.

Uma palestrante no palco de um auditório a apresentar um slide explicativo sobre o uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA), com a plateia de educadores a assistir de costas.
O Núcleo de Educação e Urgência do Samu realiza a capacitação dos educadores da Rede Municipal de Ensino referente a Lei Lucas

A iniciativa tem como objetivo preparar os profissionais da Rede Municipal de Ensino para reconhecer situações de emergência e agir de forma rápida e segura, especialmente em casos de engasgo, até a chegada do atendimento especializado. Segundo o prefeito Helinho Zanatta, a formação reforça o compromisso da Administração Municipal com a prevenção, o cuidado e a segurança das crianças no ambiente escolar. “Estamos cumprindo uma legislação muito importante. Nós sempre trabalhamos buscando a prevenção, mas não podemos fechar os olhos para a possibilidade de acidentes e situações de emergência em saúde. Portanto, ter uma equipe preparada para ajudar e prestar a melhor assistência inicial é essencial”, disse.

Uma instrutora do Samu sentada em frente a um grupo de educadores, demonstrando na prática as técnicas de desobstrução de vias aéreas em manequins de bebês.
O foco principal da Lei Lucas são os primeiros-socorros relativos ao engasgo, mas educadores também foram orientados sobre outros atendimentos emergenciais

Conforme explicou a coordenadora do Núcleo de Educação e Urgência do Samu, Juliana Baldan de Barros, a capacitação contribui para que os profissionais saibam como agir em situações de emergência envolvendo crianças e adultos, dentro e fora das escolas. “O treinamento em primeiros socorros segue o mesmo protocolo, independentemente da idade; a diferença está nas técnicas empregadas. Por isso, a prática é muito importante”, afirmou.

Os profissionais do Samu explicaram como agir em casos de parada cardíaca, engasgo e convulsões. Também orientaram os participantes sobre quais informações devem ser comunicadas à equipe de emergência e como entrar em contato com o serviço. Temas como traumas e acidentes com animais peçonhentos, situações mais comuns de ocorrer em unidades escolares, também foram abordados.

Participantes de um treinamento ajoelhados no chão a praticar manobras de reanimação cardiorrespiratória (RCP) em manequins de treino, sob a supervisão de instrutores do Samu.
Professora Elizabete Maria Câmara, da EM Prof.ª Ilda Jenny Stolf Nogueira, aprendeu na prática como fazer os primeiros-socorros

“Em situações de acidentes tanto com as crianças quanto com a equipe que trabalha na escola, a formação orienta sobre as ações que devem ser tomadas enquanto se aguarda o socorro profissional”, avalia a coordenadora Sangela Nascimento, da EM Prof. Aracy de Moraes Terra.

Retrato em plano médio da coordenadora Sangela Nascimento, com o auditório lotado de participantes ao fundo.
A coordenadora Sangela Nascimento, da EM Prof. Aracy de Moraes Terra, participou do primeiro grupo do Treinamento Lucas

Mesmo sem nunca ter precisado atender a uma emergência, a professora Elizabete Maria Câmara, da EM Prof.ª Ilda Jenny Stolf Nogueira, também destacou a importância da capacitação. “É muito interessante, pois aprendemos como ajudar a salvar uma vida. Se acontecer algo na escola com as crianças, é importante que estejamos preparados”, afirmou.

Retrato em plano médio da professora Elizabete Maria Câmara sorrindo para a câmara, com outros participantes a praticar manobras ao fundo no chão do local.
A professora Elizabete Maria Câmara, da EM Prof.ª Ilda Jenny Stolf Nogueira, destacou a importância da capacitação para salvar vidas

LEI LUCAS – A Lei Lucas determina que estabelecimentos de ensino de educação básica das redes públicas, por meio dos respectivos sistemas de ensino, e estabelecimentos de ensino de educação básica e de recreação infantil da rede privada capacitem professores e funcionários em noções de primeiros socorros.

A legislação surgiu após um trágico acidente ocorrido em 2017, quando o menino Lucas Begalli Farias, de 10 anos, faleceu após se engasgar com um pedaço de lanche durante uma excursão escolar.


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