Prefeito Ferrato assina carta de adesão em apoio ao setor sucroenergético
O prefeito Gabriel Ferrato assinou na tarde desta quinta-feira (31), no Gabinete, a carta de adesão em apoio ao setor sucroenergético, durante reunião com líderes canavieiros. Participaram do encontro o presidente e o vice da Coplacana, Arnaldo Bortoletto e José Coral e produtores de cana, que aproveitaram para convidar o prefeito para estar em Brasília, no Congresso Nacional, no dia 05 de novembro, participando do ato de instalação da Frente Nacional em apoio ao setor.
Assim como já está sendo feito com os prefeitos das cidades de Ribeirão Preto e Sertãozinho chegou a vez de se reunir com Ferrato, que administra uma das cidades mais importantes e estratégicas para o fortalecimento e valorização do setor sucroenergético. “Em face de sua liderança política e por administrar uma das cidades mais importantes e estratégicas do País, para o fortalecimento e valorização do setor sucroenergético, este encontro é muito importante em nossa luta”, ressalta Arnaldo Bortoletto.
De acordo com o presidente da Coplacana, as mudanças precisam acontecer em caráter emergencial. “O setor canavieiro necessita urgentemente de subsídio para a sobrevivência dos produtores e de políticas públicas de longo prazo que venham a tornar o setor viável, uma vez que 80% dos produtores de cana-de-açúcar são médios e pequenos. Afinal o etanol é um combustível limpo e renovável que, nós, brasileiros, plantamos e produzimos”.
José Coral diz ser importante começar esse movimento para nos organizarmos e irmos até Brasília. “Não é possível trabalhar com prejuízo. Nosso objetivo é chegar à presidência, porque do jeito que Dilma Roussef está administrando um setor produtivo como o nosso parece o fim do mundo. Não é possível quase quebrar a Petrobrás, aumentar o diesel e segurar a gasolina”.
O prefeito apóia o movimento e reconhece a necessidade de mudanças rápidas nas políticas públicas do setor para evitar a imobilização total da cadeia sucroenergética. “É importante esta união e engajamento de toda a cadeia produtiva canavieira. Com certeza, é um grito de atenção que o setor faz para os governantes do país e é fundamental que a população esteja ciente desta conjuntura”, disse Gabriel Ferrato.
Ferrato se coloca a disposição para conversar com os deputados piracicabanos Roberto Moraes (estadual) e Mendes Thame (federal) e reforçar essa luta. Lembra que a região de Piracicaba é o maior pólo mundial produtor de tecnologia e equipamentos para o setor sucroenergético, o que amplia a importância desse engajamento neste momento crítico, para reivindicar ações imediatas visando aliviar os efeitos da crise na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, açúcar, etanol e bioeletricidade.
Entre as principais reivindicações do setor estão a aprovação do marco regulatório para que o setor tenha regras claras de curto e longo prazo; criação de uma Frente Parlamentar no âmbito do Congresso Nacional com foco no setor; conteúdo nacional para as indústrias que fornecerão equipamentos e máquinas à produção do etanol de segunda geração e química verde com financiamento do BNDES; estabilidade no emprego do setor e viabilização de projetos para manutenção, modernização e construção de novas usinas.
A cadeia produtiva do setor sucro-energético emprega, diretamente, 2,5 milhões de trabalhadores, reúne cerca de 400 usinas, 80 mil fornecedores de cana e 4 mil indústrias de base, distribuídos em mais de 600 municípios brasileiros, que produzem acima de 5000 ha de cana por ano, e corre o risco de ver sua economia deprimida no curto prazo. 44 usinas deixaram de moer cana nas ultimas duas safras e mais 10 deixarão de moer na próxima safra, sendo que 100 mil empregos foram extintos no período.
