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Passeata pela Luta Antimanicomial será no dia 29/05

Ponto de encontro será às 8h, na Estação da Paulista; objetivo é conscientizar e reforçar importância da inclusão social

Por CCS / Publicado em 25/05/2026
Tempo de leitura: 5 minutos.

Para encerrar as atividades de maio, mês dedicado à mobilização pela saúde mental, o Departamento de Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde realiza no próximo dia 29/05, às 8h, a Passeata pela Luta Antimanicomial.

A imagem mostra um auditório amplo e bem iluminado, ocupado por uma plateia numerosa de pessoas sentadas em cadeiras azuis, voltadas para o palco. No palco, há uma mesa com dois palestrantes e um projetor exibindo um slide com o título: "Psicologia, Reforma Psiquiátrica e Cuidado em Liberdade: 25 Anos da Lei 10.216". O ambiente possui teto com várias luminárias lineares, paredes brancas e cortinas escuras ao fundo, criando uma atmosfera de evento acadêmico ou profissional. A perspectiva da foto é tirada do fundo da sala, oferecendo uma visão completa da audiência e da apresentação.
Evento realizado em parceria com os cursos de Psicologia reuniu mais de 200 pessoas

O ponto de encontro será na Estação da Paulista. A mobilização vai reunir usuários dos serviços, familiares, profissionais, estudantes e a comunidade em geral em um ato público de conscientização e defesa da saúde mental comunitária, reforçando a importância da inclusão social e da superação de estigmas.

Durante o mês de maio, outras atividades também promoveram sensibilização, escuta e diálogo sobre saúde mental, reunindo profissionais, usuários dos serviços, familiares, estudantes e a população em uma programação especial preparada pela Secretaria Municipal de Saúde e voltada ao fortalecimento da rede de cuidado integral, como a roda de conversa realizada no dia 22 de maio, com a participação de 230 pessoas.

Realizado em parceria com cursos de psicologia do município, o evento reuniu profissionais da área para discutir, de forma técnica e crítica, o panorama da Reforma Psiquiátrica, a trajetória histórica da política de saúde mental, a composição da rede e os desafios do cuidado territorial.

As ações também marcam, em 2026, os 25 anos da Lei da Reforma Psiquiátrica, marco histórico na construção de um modelo de atenção psicossocial baseado na autonomia, independência e reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico.

A programação foi organizada com a proposta de ampliar o debate coletivo sobre avanços, desafios e estratégias territoriais de cuidado, fortalecendo a aproximação entre serviços, população e rede de apoio.

PORTAS ABERTAS — Os cinco Caps (Centros de Atenção Psicossocial) de Piracicaba atendem atualmente cerca de 9.400 pacientes. O Caps Girassol fica na rua das Ametistas, 210, no Mário Dedini; o Caps Bela Vista, na rua Bela Vista, 665, Vila Independência; o Caps Vila Cristina está localizado na rua Dr. Antonio Augusto Barros Penteado, 422, Jardim Elite; o Caps AD, na avenida Dr. Paulo de Moraes, 1.703, atende adultos com uso problemático de álcool e drogas; e o Caps Infantojuvenil, na rua Floriano Carraro, 425, Nova Piracicaba, atende crianças e adolescentes de 5 a 18 anos.

Outra iniciativa realizada durante o mês foi o projeto Caps Portas Abertas, que amplia o horário de funcionamento das unidades para receber familiares, moradores e interessados em conhecer mais de perto o trabalho desenvolvido pelos serviços de saúde mental.

Novas edições desta programação estão previstas para os dias 18 de junho, das 14h às 16h30, no Caps Vila Cristina, e 30 de junho, das 8h às 12h, no Caps Infantojuvenil.

O objetivo da iniciativa é apresentar o cuidado promovido pela rede, fortalecer vínculos familiares e comunitários, reduzir preconceitos relacionados ao sofrimento mental e ampliar o diálogo entre população e serviços especializados.

“A luta antimanicomial reforça a importância de um cuidado em liberdade, humanizado e construído no território, próximo das famílias e da comunidade. Mais do que tratar sintomas, a rede de atenção psicossocial trabalha para garantir acolhimento, autonomia, inclusão social e dignidade às pessoas em sofrimento psíquico”, destaca a coordenadora da Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde, Carolina Albuquerque.


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