Fórum tira dúvidas de gestores responsáveis pelos Centros de Iniciação ao Esporte
Um workshop técnico promovido pelo Ministério do Esporte em Brasília, nesta quinta-feira (19), reuniu mais de 300 representantes de municípios selecionados para projetos dos Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs), parte do PAC 2. Os 285 centros têm orçamento global de R$ 967 milhões e compõem o legado dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016, como destacou o secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser. Piracicaba esteve representada no evento pelo secretário municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (Selam), João Francisco Rodrigues de Godoy, o Johnny, e pelo engenheiro da Secretaria Municipal de Obras, Rafael Camargo. Palestras de especialistas em questões jurídicas, contratos, obras e gestão de projetos ajudaram a tirar dúvidas de engenheiros, arquitetos, advogados e outros técnicos das prefeituras. O objetivo da oficina foi antecipar e esclarecer todas as situações que possam provocar retardamento do processo de contratação das obras do CIE e, assim, garantir agilidade nos procedimentos de licitação e construção das unidades escolhidas pelos municípios. Cada localidade pôde escolher entre três modelos de projeto apresentados pelo Ministério do Esporte, que vai fornecer o projeto de obras. O anúncio dos 263 municípios selecionados foi feito no dia 10 de dezembro pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em encontro com prefeitos, secretários, deputados e senadores em Brasília. Dentro do programa, Piracicaba foi selecionada para receber o modelo II, em terreno de 3.500 m². A área pleiteada é na rua José Malagueta, no Park Monte Rey II e o investimento é de aproximadamente R$ 2,6 millhões. “O fórum foi de suma importância para que as cidades contempladas pudessem esclarecer dúvidas sobre os projetos arquitetônicos e de engenharia, bem como dos processos licitatórios e de gestão do CIE. Piracicaba ganha não apenas um ginásio ou mais um espaço esportivo privilegiado, mas também a possibilidade de ampliar ainda mais seu trabalho de formação esportiva – o PDB, o qual já vem obtendo excelentes resultados ao longo dos anos. Um verdadeiro legado material do processo olímpico que se instala no país e, em especial, em nossa cidade”, destacou o secretário. As prefeituras têm até 28 de fevereiro para assinar termo de compromisso com Caixa e até 28 de abril para fazer sondagens no terreno e ajustes no projeto. Depois, têm 180 dias a partir da assinatura com a Caixa para iniciar a construção. Nesse período precisam lançar edital e fazer a licitação de obra. Se os trâmites forem feitos com agilidade, a previsão de entrega das unidades é para o final de 2014. Paralelamente, as cidades deverão elaborar plano de utilização do CIE, ou seja, preparar a programação esportiva de cada centro de iniciação e definir o custeio do local. O plano precisa ser aprovado pelo Ministério do Esporte e deve ser desenvolvido em parceria com as confederações e federações das modalidades. Os CIEs farão parte da Rede Nacional de Treinamento, na base da estrutura, e se destinam à descoberta de talentos. Assim, a partir da detecção de possíveis talentos (também possível a partir de outros projetos, como o Atleta na Escola), haverá caminhos para o desenvolvimento dos jovens atletas, em centros regionais de treinamento ou em CTs de esportes específicos – como o do judô, na Bahia, e o do vôlei, em Saquarema – e depois no Centro Olímpico de Treinamento, no Rio de Janeiro, resultante das instalações de ponta que estão sendo ampliadas ou construídas para os Jogos Olímpicos de 2016. Plano de gestão antes das obras Os três modelos dos CIEs têm padrões oficiais, dentro das especificações para cada esporte, e terão foco em até 13 modalidades olímpicas (atletismo, basquete, boxe, handebol, judô, lutas, tênis de mesa, taekwondo, vôlei, esgrima, ginástica rítmica, badminton e levantamento de peso), seis paraolímpicas (esgrima de cadeira de rodas, judô, halterofilismo, tênis de mesa, vôlei sentado e goalball) e uma não-olímpica (futsal). Cada módulo será construído de acordo com um mapa dos ventos no país – a região mais ao sul, por exemplo, tem ventos mais fortes e a estrutura metálica que sustenta o ginásio tem de ser mais reforçada. As obras contarão com toda padronização prevista na legislação, entre elas acessibilidade, hidráulica, elétrica e combate a incêndios. Os três modelos têm em comum um ginásio poliesportivo que permite várias modalidades coletivas e individuais. No modelo 2 se acrescenta uma quadra externa descoberta e no 3 há minicomplexo para atletismo, com pista de 100 metros, mais área de saltos e lançamentos. Os três também têm em comum comportam isolamento térmico e acústico, arquibancadas de 177 lugares para quadra e 122 no modelo reversível, espaço para academia, vestiários, copa, sala de professores/técnicos, depósito e salas de administração. Os passos do processo que os municípios terão de seguir foram apresentados por Alexandre Ono, coordenador do Departamento de Infraestrutura do Ministério do Esporte, que tirou dúvidas, por exemplo, sobre possibilidade de modificações de projetos (opção pelo modelo menor, em caso de o terreno escolhido não comportar o módulo pretendido), impossibilidade de mudança do terreno escolhido para o CIE, monitoramento georreferenciado das obras e ainda necessidade de os municípios manterem o Ministério abastecido de informações sobre o andamento da empreitada.
