Portal do Município de Piracicaba

Após ser mordida por cachorro, produtora cultural conhece na prática acompanhamento da Vigilância para prevenção da raiva

Em Piracicaba, mais de 3.000 acidentes por mordeduras e arranhaduras foram notificados desde 2025; vacinação de cães e gatos também é reforçada como medida de prevenção

Por Comunicação Social / Publicado em 14/09/2026
Tempo de leitura: 9 minutos.

Uma situação inesperada durante uma caminhada pela região da avenida Presidente Kennedy fez com que a produtora cultural Laura Castralli precisasse procurar atendimento médico e passasse a conhecer, na prática, como funciona o serviço de acompanhamento de pessoas expostas ao vírus da raiva.

Laura caminhava pela região quando viu um cachorro ser atropelado. Ela e outras pessoas que estavam no local auxiliaram no socorro ao animal. Durante a tentativa de ajudar, porém, Laura acabou sendo mordida.

O cachorro foi levado para uma clínica veterinária, mas morreu. Ao chegar em casa, Laura contou à mãe o que havia acontecido e foi orientada a procurar um serviço de saúde. Ela foi até a UPA Vila Rezende, onde recebeu a primeira dose da vacina antirrábica e foi orientada sobre a continuidade do acompanhamento.

A imagem mostra uma jovem mulher tirando uma selfie fofa com seu gato branco em uma sala aconchegante. Na imagem, uma jovem mulher com óculos redondos e cabelo loiro ondulado está tirando uma selfie. Ela veste uma jaqueta jeans. Ao lado dela, um gato branco está deitado em uma almofada. O gato tem um olhar calmo e direto para a câmera. Atrás deles, um sofá marrom e almofadas decorativas. Ao fundo, há uma porta de madeira, quadros de fotos em uma parede e um pequeno relógio. A iluminação sugere que a foto foi tirada em um ambiente interno, possivelmente à noite ou com pouca luz natural. A atmosfera geral da imagem é relaxada, íntima e carinhosa, transmitindo um sentimento de companheirismo entre a mulher e seu animal de estimação
A gata Branquinha e a produtora cultural Laura Castralli, que foi atendida após ser mordida por um cachorro

A partir da notificação do acidente, a Vigilância Epidemiológica passou a acompanhar o caso. A equipe entra em contato com o paciente para verificar e complementar as informações necessárias à investigação, como data e local do acidente, tipo de exposição, espécie do animal agressor, possibilidade de observação do animal, características da lesão, atendimento já realizado e histórico de vacinação antirrábica.

No caso de Laura, a Vigilância fará o acompanhamento para garantir a continuidade do tratamento, conforme a indicação definida para o caso. A noticação

MAIS DE 3.000 NOTIFICAÇÕES DESDE 2025  

A notificação dos acidentes antirrábicos à Vigilância Epidemiológica é fundamental para identificar e acompanhar oportunamente as pessoas potencialmente expostas ao vírus da raiva.

Em Piracicaba, foram 3.072 casos notificados de atendimento antirrábico humano por arranhadura e/ou mordedura entre 1º de janeiro de 2025 e 10 de setembro de 2026. Foram 1.761 notificações em 2025 e outras 1.311 em 2026. Os dados de 2026 são provisórios. Essas notificações são de pessoas que foram atendidas porque correram algum risco de ter a raiva, mas não há nenhum registro da doença em humanos no município.

Os cães representam a maioria das ocorrências. No período analisado, foram 2.353 notificações envolvendo animais da espécie canina, sendo 1.366 em 2025 e 987 em 2026. Na sequência aparecem os gatos, com 611 ocorrências.

DOSES APLICADAS 

A vacinação antirrábica é indicada de acordo com a avaliação de cada situação de exposição e com o protocolo de profilaxia da raiva humana.

Em 2025, foram aplicadas 2.444 doses da vacina antirrábica para profilaxia pós-exposição. Em 2026, até 11 de setembro, foram 1.876 doses, totalizando 4.320 doses aplicadas no período. Os dados de 2026 são provisórios.

Em relação ao número de pessoas vacinadas após acidentes por arranhadura e/ou mordedura, foram 596 em 2025 e 364 em 2026, até 10 de setembro, totalizando 960 pessoas.

A diferença entre o número de pessoas vacinadas e o total de doses aplicadas ocorre porque o esquema de profilaxia pode envolver mais de uma dose para uma mesma pessoa.

ATENDIMENTO – Após receber a ficha de notificação compulsória, a equipe da Vigilância Epidemiológica realiza contato com o paciente para verificar e complementar as informações necessárias à investigação.

São avaliados dados como a data e o local do acidente, o tipo de exposição, a espécie do animal agressor, a possibilidade de observação do animal, as características da lesão, o atendimento já realizado e o histórico de vacinação antirrábica do paciente.

Com base nessas informações e no protocolo de profilaxia da raiva humana do Ministério da Saúde, é definida a conduta. Quando indicada a vacinação antirrábica, a aplicação é realizada na UPA Vila RezendeQuando há indicação de soro antirrábico, o agendamento é realizado nas demais UPAs, garantindo a continuidade ou a adequação do cuidado ao paciente.

O atendimento não termina necessariamente na primeira ida à unidade de saúde. A partir das informações registradas, a equipe acompanha o caso, entra em contato com o paciente e orienta sobre a necessidade de vacinação e a continuidade do esquema, quando indicado.

O contato com os pacientes pode ser feito por telefone, WhatsApp ou por meio de visita domiciliar. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de manter atualizados os dados cadastrais, especialmente telefone e endereço.

VACINAR PARA PREVENIR – A prevenção da raiva também passa pela vacinação dos animais. Em Piracicaba, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza a vacinação antirrábica de cães e gatos.

De janeiro a agosto de 2026, foram vacinados 546 cães, contra 413 no mesmo período de 2025, aumento de 32,2%. Entre os gatos, foram 633 animais vacinados, contra 558 de janeiro a agosto do ano passado, crescimento de 13,4%.

Considerando cães e gatos, foram 1.179 animais vacinados nos primeiros oito meses de 2026, contra 971 no mesmo período de 2025, aumento de 21,4%. O levantamento do CCZ registra a vacinação nas regiões Norte, Sul, Leste, Oeste, Centro e Rural do município.

Uma técnica da Zoonoses administra uma vacina antirrábica em um cão, com a ajuda de seu tutor , durante uma campanha de vacinação. A imagem retrata um momento de cuidado veterinário em uma campanha de vacinação em um dia ensolarado. No centro, uma mulher com uma camiseta branca e jeans, , está curvada, aplicando uma injeção em um cachorro de porte médio, de cor marrom avermelhada, com peito branco e coleira vermelha. O cão parece calmo, mas com a atenção voltada para a frente. Ao lado dela, um homem com camiseta vermelha e jeans, o tutor do cão, segura o animal com as mãos, auxiliando na contenção para a vacinação. Sua expressão demonstra atenção ao procedimento. Atrás deles, uma mulher com óculos e uma blusa amarela vibrante está observando a cena atentamente. Ao fundo, pode-se ver a sombra de outra pessoa e a parte traseira de um cachorro de pelo preto e branco, também esperando para ser vacinado. Uma placa branca com a inscrição "ENTRE! VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA" é visível em uma estrutura ao fundo, indicando o local do evento. Outra placa vermelha com um símbolo de acessibilidade para deficientes e texto em português também está visível. O ambiente parece ser ao ar livre, com iluminação natural forte que cria sombras definidas. A atmosfera é de um evento comunitário e de saúde pública, com um tom prático e diligente, focado na proteção animal. A interação entre os humanos e os cães sugere um ambiente de cuidado e responsabilidade, onde a saúde dos animais é prioridade.
Vacinação antirrábica é realizada gratuitamente no Centro de Controle de Zoonoses

A vacinação dos animais é uma das medidas de prevenção da raiva e, associada à guarda responsável, contribui para reduzir o risco de transmissão da doença.

O QUE FAZER? 

Em caso de mordida ou arranhadura provocada por animal, a orientação é procurar atendimento em um serviço de saúde para avaliação da exposição e definição das medidas necessárias.

É importante informar, sempre que possível, as circunstâncias do acidente e o animal envolvido. Essas informações ajudam a Vigilância Epidemiológica a realizar a investigação e definir, de acordo com o protocolo, a necessidade de vacinação e/ou outras medidas de prevenção.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que não se deve esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento, a importância da vacinação dos animais, da guarda responsável e da procura por atendimento de saúde em caso de mordedura ou arranhadura.

RAIVA 

A raiva é uma doença viral grave e, após o aparecimento dos sintomas, apresenta alta letalidade. A prevenção após uma exposição de risco depende da avaliação adequada e do cumprimento das medidas indicadas pelos profissionais de saúde.

A vacina contra a raiva é feita gratuitamente no Centro de Controle de Zoonoses, localizado na rua Dionísio Dal Picolo, 21, no bairro Jupiá, de segunda a sexta-feira das 7h às 15h30 e aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 12h.


Secretarias e Outros órgãos

Este site utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Ao continuar navegando, você concorda com nossa política de privacidade.