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Abertura da exposição Caipiras reúne artistas e representantes da Pinacoteca do Estado

Com mais de 50 obras que revelam a cultura do interior, exposição segue aberta ao público gratuitamente até 06/12, na Pinacoteca Miguel Dutra – Engenho Central. No local estão pinturas de Almeida Júnior e Miguelzinho Dutra, além de desenhos de Jean Baptiste Debret

Por CCS / Publicado em 28/09/2026
Tempo de leitura: 8 minutos.

A exposição Caipiras: das tropas à moda de viola começou nesse final de semana revelando ao público local obras clássicas brasileiras, que refletem a identidade do interior paulista. A organização promoveu uma abertura voltada a apresentar as obras para artistas e produtores culturais da cidade. A realização é da Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria de Cultura e da Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, local que recebe a exposição até o dia 06/12, com entrada gratuita.

A abertura contou com a presença de Mariana Rolim, responsável pela Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural do Estado de São Paulo e representante de Marília Marton, secretária de cultura estadual; do secretário municipal de Cultura, Carlos Beltrame; do diretor da Pinacoteca de São Paulo, Jochen Volz; da responsável pela Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, Renata Gava; e do curador da exposição, Yuri Quevedo.

Visitantes observam atentamente uma pintura emoldurada em uma exposição de arte, dentro de uma galeria com paredes azuis.
Abertura oficial da exposição Caipiras apresentou à artistas e produtores culturais locais trabalhos clássicos da arte brasileira

De acordo com Mariana, a secretaria estadual tem como perspectiva a interiorização de suas ações, por isso, encontrar equipamentos preparados para receber os projetos é essencial. “É muito importante essa iniciativa de levar o acervo da Pinacoteca de São Paulo para outras cidades, para que os paulistas possam ver de perto as obras. Não é uma tarefa simples, pois os espaços precisam oferecer estrutura. Encontrar lugares como a Pinacoteca Miguel Dutra coloca Piracicaba em outro patamar no que diz respeito à valorização da arte e do patrimônio”, disse.

Já o diretor da Pinacoteca do Estado pontuou a relação cultural entre as pinacotecas, visto que entre as primeiras obras do acervo estadual estão pinturas de artistas do interior e que viveram em Piracicaba, como Almeida Júnior. “Piracicaba faz parte da nossa história. Essa exposição é especial porque nos faz refletir sobre o mundo, sobre o que é verdade e para onde queremos ir. Por isso, espero que todos gostem”, comentou Volz, contextualizando sobre as mudanças culturais e a importância da conservação da identidade, que representam as obras.

Visitantes observam pinturas emolduradas em uma galeria de arte com paredes azuis durante uma exposição.
Cerca de 50 obras compõem a exposição Caipiras, que vai até 06 de dezembro na Pinacoteca Miguel Dutra de Piracicaba

O curador da exposição contou que foram trazidas para Piracicaba obras muito preciosas do acervo estadual, algumas que nunca haviam saído da Pinacoteca de São Paulo. Quevedo, que promoveu uma aula sobre as obras para a equipe da Pinacoteca de Piracicaba, também destacou na abertura como os trabalhos dialogam com o público local. “Escutei muito, ‘parece meu avô’, ‘conheço uma pessoa igual’, ou seja, essas obras são símbolos de uma cultura que era para desaparecer, mas que ainda há pessoas que olham e se reconhecem. Isso nos revela que a arte, a cultura caipira, essas obras, são uma forma de resistência. Tradição não é o oposto da modernidade, mas é aquilo que nos constitui e faz com que nos reconheçamos na sociedade”.

Abertura da exposição Caipiras reúne artistas e representantes da Pinacoteca do Estado Com mais de 50 obras que revelam a cultura do interior, exposição segue aberta ao público gratuitamente até 06/12, na Pinacoteca Miguel Dutra - Engenho Central. No local estão pinturas de Almeida Júnior e Miguelzinho Dutra, além de desenhos de Jean Baptiste Debret A exposição Caipiras: das tropas à moda de viola começou nesse final de semana revelando ao público local obras clássicas brasileiras, que refletem a identidade do interior paulista. A organização promoveu uma abertura voltada a apresentar as obras para artistas e produtores culturais da cidade. A realização é da Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria de Cultura e da Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, local que recebe a exposição até o dia 06/12, com entrada gratuita. A abertura contou com a presença de Mariana Rolim, responsável pela Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural do Estado de São Paulo e representante de Marília Marton, secretária de cultura estadual; do secretário municipal de Cultura, Carlos Beltrame; do diretor da Pinacoteca de São Paulo, Jochen Volz; da responsável pela Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, Renata Gava; e do curador da exposição, Yuri Quevedo. De acordo com Mariana, a secretaria estadual tem como perspectiva a interiorização de suas ações, por isso, encontrar equipamentos preparados para receber os projetos é essencial. "É muito importante essa iniciativa de levar o acervo da Pinacoteca de São Paulo para outras cidades, para que os paulistas possam ver de perto as obras. Não é uma tarefa simples, pois os espaços precisam oferecer estrutura. Encontrar lugares como a Pinacoteca Miguel Dutra coloca Piracicaba em outro patamar no que diz respeito à valorização da arte e do patrimônio", disse. Já o diretor da Pinacoteca do Estado pontuou a relação cultural entre as pinacotecas, visto que entre as primeiras obras do acervo estadual estão pinturas de artistas do interior e que viveram em Piracicaba, como Almeida Júnior. "Piracicaba faz parte da nossa história. Essa exposição é especial porque nos faz refletir sobre o mundo, sobre o que é verdade e para onde queremos ir. Por isso, espero que todos gostem", comentou Volz, contextualizando sobre as mudanças culturais e a importância da conservação da identidade, que representam as obras. O curador da exposição contou que foram trazidas para Piracicaba obras muito preciosas do acervo estadual, algumas que nunca haviam saído da Pinacoteca de São Paulo. Quevedo, que promoveu uma aula sobre as obras para a equipe da Pinacoteca de Piracicaba, também destacou na abertura como os trabalhos dialogam com o público local. "Escutei muito, 'parece meu avô', 'conheço uma pessoa igual', ou seja, essas obras são símbolos de uma cultura que era para desaparecer, mas que ainda há pessoas que olham e se reconhecem. Isso nos revela que a arte, a cultura caipira, essas obras, são uma forma de resistência. Tradição não é o oposto da modernidade, mas é aquilo que nos constitui e faz com que nos reconheçamos na sociedade". Renata Gava destacou que a Pinacoteca Municipal Miguel Dutra recebe mensalmente aproximadamente 4 mil visitantes e que Caipiras: das tropas à moda de viola premia o trabalho e esforço da equipe local. "Fomos procurados para receber essa exposição, o que para nós é um orgulho. Ter essas obras aqui é importante porque elas falam de nós, é como se nos apropríassemos mais uma vez da temática caipira, e principalmente da nossa identidade". A Secretaria Municipal de Cultura ressalta que a exposição é um espelho de Piracicaba, uma celebração da cultura caipiracicabana, do samba-de-lenço, da umbigada, do cururu, da Festa do Divino, da genialidade do Elias dos Bonecos, das águas do rio Piracicaba, da poeira da estrada e da alma sertaneja. OBRAS – Caipiras: das tropas à moda de viola permite conhecer obras históricas de grandes artistas e refletir sobre como a figura do caipira foi construída pela arte. Organizada a partir do acervo da Pinacoteca de São Paulo, a exposição se divide em três núcleos temáticos: A construção dos caipiras, Tropeiros, derrubadores e bandeirantes, e Os tempos mudam: a moda de viola e a nostalgia. Almeida Júnior (Itu, SP, 1850 – Piracicaba, SP, 1899) é o nome central da mostra, com obras que atravessam os três núcleos. Entre elas estão as primeiras versões de Caipira Picando Fumo e Amolação Interrompida (ambas de 1893) e O Violeiro (1899), uma das telas mais emblemáticas do artista. A mostra reúne ainda o Retrato do Dr. Cesário Motta, médico e político que teve papel decisivo na encomenda de obras regionalistas para o acervo do então Museu Paulista. Também há obras de: Adrien Henri Vital van Emelen, Alfredo Norfini, Antonio Parreiras, Antonio Rocco, Aurélio Figueiredo, Benjamin Parlagreco, Carlo de Servi, Dario Villares Barbosa, Enrique Martínez Cubells y Ruiz, Georges Capgras, Henri Nicolas Vinet, Henrique Bernardelli, Henrique Manzo, Henry Chamberlain, Jean Baptiste Debret, João Baptista da Costa, José Pinelo Llull, Johann Moritz Rugendas, Luís Graner, Mario Villares Barbosa, Maximilian zu Wied-Neuwied, Miguelzinho Dutra, Monteiro França, Oscar Pereira da Silva, Pedro Alexandrino, Pierre Calmettes e Souza Pinto. SERVIÇO: Caipiras: das tropas à moda de viola. De 27/09 a 06/12, na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra / Parque do Engenho Central (av. Maurice Allain, 454 — Vila Rezende). Visitação gratuita, de terça a domingo, das 9h às 17h. Informações: (19) 3412-3770.
Exposição Caipiras tem entrada gratuita na Pinacoteca de Piracicaba – Parque Engenho Central

Renata Gava destacou que a Pinacoteca Municipal Miguel Dutra recebe mensalmente aproximadamente 4 mil visitantes e que Caipiras: das tropas à moda de viola premia o trabalho e esforço da equipe local. “Fomos procurados para receber essa exposição, o que para nós é um orgulho. Ter essas obras aqui é importante porque elas falam de nós, é como se nos apropríassemos mais uma vez da temática caipira, e principalmente da nossa identidade”.

A Secretaria Municipal de Cultura ressalta que a exposição é um espelho de Piracicaba, uma celebração da cultura caipiracicabana, do samba-de-lenço, da umbigada, do cururu, da Festa do Divino, da genialidade do Elias dos Bonecos, das águas do rio Piracicaba, da poeira da estrada e da alma sertaneja.

Galeria de arte com várias pinturas emolduradas em dourado expostas em uma parede azul, destacando um retrato de uma pessoa com chapéu.
Caipiras traz para Piracicaba trabalho que nunca haviam saído do acervo da Pinacoteca de São Paulo

OBRAS – Caipiras: das tropas à moda de viola permite conhecer obras históricas de grandes artistas e refletir sobre como a figura do caipira foi construída pela arte. Organizada a partir do acervo da Pinacoteca de São Paulo, a exposição se divide em três núcleos temáticos: A construção dos caipiras, Tropeiros, derrubadores e bandeirantes, e Os tempos mudam: a moda de viola e a nostalgia.

Almeida Júnior (Itu, SP, 1850 – Piracicaba, SP, 1899) é o nome central da mostra, com obras que atravessam os três núcleos. Entre elas estão as primeiras versões de Caipira Picando Fumo e Amolação Interrompida (ambas de 1893) e O Violeiro (1899), uma das telas mais emblemáticas do artista.

A mostra reúne ainda o Retrato do Dr. Cesário Motta, médico e político que teve papel decisivo na encomenda de obras regionalistas para o acervo do então Museu Paulista. Também há obras de: Adrien Henri Vital van Emelen, Alfredo Norfini, Antonio Parreiras, Antonio Rocco, Aurélio Figueiredo, Benjamin Parlagreco, Carlo de Servi, Dario Villares Barbosa, Enrique Martínez Cubells y Ruiz, Georges Capgras, Henri Nicolas Vinet, Henrique Bernardelli, Henrique Manzo, Henry Chamberlain, Jean Baptiste Debret, João Baptista da Costa, José Pinelo Llull, Johann Moritz Rugendas, Luís Graner, Mario Villares Barbosa, Maximilian zu Wied-Neuwied, Miguelzinho Dutra, Monteiro França, Oscar Pereira da Silva, Pedro Alexandrino, Pierre Calmettes e Souza Pinto.

SERVIÇO: Caipiras: das tropas à moda de viola. De 27/09 a 06/12, na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra / Parque do Engenho Central (av. Maurice Allain, 454 — Vila Rezende). Visitação gratuita, de terça a domingo, das 9h às 17h. Informações: (19) 3412-3770.

Sala de exposição com diversas obras distribuídas pelas paredes azuis, incluindo uma pintura maior ao fundo retratando duas pessoas em uma cena cotidiana.
Exposição Caipiras apresenta uma das principais obras de Almeida Júnior, O Violeiro, de 1899

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