Zambianos visitam Apla em busca de informações
Uma comitiva da Zâmbia foi recebida na tarde de ontem (30/11) por representante do Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla), no Simespi, em busca de informações sobre fornecedores da indústria sucroalcooleira em Piracicaba. A visita faz parte de Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e o governo africano, com o intuito de desenvolver a produção e distribuição de etanol na Zâmbia.
“Estamos aqui para buscar parcerias e aprender como os brasileiros produzem e vendem biocombustíveis”, disse Thomson Sinkala, presidente da Associação de Biocombustíveis da Zâmbia e representante do governo zambiano. Junto com Kumbikilani Phiri e Wen, representantes de fundo de investimento chinês com negócios na Zâmbia, Sinkala foi recebido por Rodrigo Campos, da PASys Engenharia e Sistema, representando o gerente-executivo do Apla, Flávio Castelar – em viagem para a Colômbia.
De acordo com Sinkala, o governo zambiano está disponibilizando 80 mil hectares para produção de biocombustíveis – mas a previsão é que chegue a 1,2 milhão de hectares. “Ainda não sabemos ao certo qual será a nossa matéria-prima, mas sabemos que o Brasil é muito bem-sucedido em utilizar a cana-de-açúcar”, declarou Sinkala.
A vinda para o Apla foi viabilizada pelo professor Octávio Antonio Valsechi, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e designado pelo Itamaraty para recepcionar a comitiva africana no Brasil. Além de Piracicaba – onde eles também visitaram o Grupo Dedini –, eles viajarão para Brasília, Rio de Janeiro e Recife. “Quando foi assinado o Acordo de Cooperação, em 2008, o próprio Itamaraty indicou a visita ao Apla”, disse Valsechi.
Durante a visita, não foram declarados os valores a serem investidos na incipiente indústria de biocombustíveis na Zâmbia, mas Sinkala garantiu que o governo está empenhado em desenvolver a produção, não só com dinheiro estatal, mas também a partir de investidores privados. “Queremos criar o ambiente propício para as empresas aportarem os recursos”, finalizou.
