Virada Cultural agrada o público e é marcada por surpresas
Por mais um ano, a marca principal da Virada Cultural Paulista em Piracicaba foi o sucesso. Realizado há seis anos no município, o megaevento reuniu no último final de semana, dias 23 e 24 de maio, milhares de pessoas ao longo de suas 45 atrações divididas em diferentes palcos. Realizada há nove anos pelo Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria de Estado da Cultura, a Virada tem como correalizadora a Prefeitura do Município de Piracicaba e a Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), com execução da Apaa (Associação Paulista dos Amigos da Arte). São parceiros o Sesc-SP, o MIS (Museu da Imagem e do Som) e a Rádio Educativa FM.
Para a secretária municipal da Ação Cultural, Rosângela Camolese, o balanço é bastante positivo. “Mais uma vez cumprimos o objetivo de levar cultura de qualidade ao público, que compareceu em grande número. É um evento que proporciona a integração de artistas com pessoas de todas as idades, em um ambiente familiar e bastante agradável”.
Como todos os anos, a grande concentração de público aconteceu no Engenho Central, onde está localizado o Teatro Municipal Erotídes de Campos que, no sábado, recebeu a abertura com o Coro da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), seguida pelo espetáculo teatral Propriedades Condenadas, da Episódica Cia., e da apresentação de stand up com Fernando Strombeck. Todos os eventos contaram com casa cheia.
A aguardada programação do Palco 1, na aérea externa, foi aberta com o Hot Club Piracicaba, que agradou o público com um repertório que uniu o jazz manouche aos ritmos brasileiros. A Banda Mais Bonita da Cidade subiu ao palco em seguida para apresentar canções de seus dois álbuns, além de uma grande surpresa ao público local. Para encerrar sua apresentação, os curitibanos levaram os presentes ao delírio quando chamaram ao palco para a última música, Oração, membros da banda Móveis Coloniais de Acaju – que se apresentou no domingo –, e os piracicabanos da Dona Zaíra, uma das atrações da nova temporada do reality show musical Superstar, da Globo.
“Nós já conhecíamos o Diego, da Dona Zaíra, que produziu um show nosso no interior paulista. Ele nos contou sobre o projeto da banda, a qual já tínhamos visto em programas de TV. Aí os convidamos para participar do nosso show”, contou Uyara Torrente, vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade.
Logo depois foi a vez do show da carioca Bárbara Eugênia e banda, que mostrou seu som, a união entre a música popular brasileira, indie rock e outras vertentes. Zeca Baleiro, artista mais aguardado do sábado, subiu ao palco à meia-noite e foi recebido por muitos aplausos das milhares de pessoas presentes. O cantor maranhense tocou, com sua banda, uma série de canções conhecidas de seu repertório. Antes de encerrar sua participação
com a faixa Heavy Metal do Senhor, Zeca proporcionou ao público a segunda surpresa da noite, ao convidar Bárbara Eugênia para dividir com ele os vocais. Zeca Baleiro contou que já esteve muitas vezes em Piracicaba. “Eu adoro esse rio, acho que ele oferece uma visão muito bonita. Lembro-me, em uma das primeiras vezes que estive aqui, de ir a um restaurante à beira do rio. Foi uma
experiência muito bacana”, disse o cantor.
Desde 2011 a Virada conta com o Palco 2, uma iniciativa da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), com o objetivo de dar espaço aos artistas locais, em shows que são intercalados com os que acontecem no Palco 1. No sábado, se apresentaram Lô Balaio, Cabral e os Colonizadores por Engano e Os Republicados. “Esse projeto da Semac é muito positivo, pois dá oportunidade aos artistas locais de se apresentarem no mesmo dia e local de nomes consagrados, o que é uma oportunidade única”, opina o vocalista da banda Os Republicados, Rubinho Vitti.
SEGUNDO DIA – No domingo, o espetáculo João e Maria, que compõe ainda a programação do projeto Diversão em Cena, da ArcelorMittal, lotou o Teatro Municipal Erotídes de Campos, com adultos e crianças na plateia. As famílias presentes ainda festejaram a banda Melody, responsável por abrir os trabalhos do dia no Palco 1, com sua sonoridade pop, que ficou conhecida na primeira edição do Superstar. Logo depois, foi a vez do grupo Móveis Coloniais de Acaju apresentar seu som multifacetado, que une estilos como indie rock, pop rock e ritmos regionalistas, além de novas surpresas: os brasilienses convidaram o público a curtir parte do show fazendo uma roda, para onde desceram alguns de seus integrantes, proporcionando um grande contato com os presentes. Ao final, a secretária Rosângela Camolese atendeu ao convite da banda e subiu ao palco.
O vocalista da banda Móveis Coloniais de Acaju, André Gonzales, elogiou o perfil do evento. “A Virada é um projeto fantástico, aberto à população, do qual já participamos algumas vezes em outras cidades. É uma oportunidade para as pessoas estarem em contato com algo novo e, para as bandas, uma oportunidade de tocar para um público novo”.
No Palco 2 se apresentaram Los Sin Techos e De Buenas Crew. O encerramento da edição 2015 da Virada ficou por conta de Emicida, um dos maiores nomes do rap nacional atual que em seu show, além de seus grandes hits, apresentou ainda trechos e releituras de clássicos do samba e funk.
O prefeito Gabriel Ferrato ressaltou a organização. “O balanço foi extremamente positivo. Mais uma vez tivemos um evento tranqüilo, com muita segurança às famílias e às pessoas em geral que estiveram presentes e puderam acompanhar essa grande variedade cultural”.
OUTRAS SEDES – Além das atrações do Engenho Central, a Semac levou atividades a diferentes locais da cidade. Foi o caso do quarteto Opus4 e a equipe do Educativa nas Letras, que desde a primeira edição apresentam o Sarau Literário no Parque da Rua do Porto. Já o Grupo Andaime de Teatro encenou, pelo terceiro ano, o espetáculo A Noiva do Defunto, em frente ao Cemitério da Saudade. A Semac também definiu atividades para espaços como a Casa do Povoador, Largo dos Pescadores, Rodoviária Intermunicipal, Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, Pinacoteca Municipal Miguel Dutra e Estação da Paulista.
Desde a primeira Virada, 11 unidades do Sesc-SP são parceiras do evento. É o que aconteceu na unidade de Piracicaba, que mais uma vez contou com grandes atrações, com destaque para os argentinos da banda de rockabilly e punk rock The Broken Toys.
A Virada Cultural Paulista acontece, neste ano, em 24 cidades do Estado. O secretário-adjunto de cultura do Estado, José Roberto Sadek, aprovou a edição piracicabana da Virada. “O município oferece uma conjuntura muito favorável, com boa estrutura, equipe comprometida e profissional, além de um público que responde”, afirmou.
