VII Festival Paulista de Circo encerra edição marcada por iniciativas inéditas
De quinta a domingo, o respeitável público lotou todos os espaços do Engenho Central em Piracicaba durante o Festival Paulista de Circo, que encerrou sua sétima edição neste domingo (31.08), com um público de 28.200 pessoas. Quem passou pelo local nesses quatro dias de evento pôde assistir gratuitamente a mais de 50 atrações espalhadas por toda a extensão do Engenho, entre espetáculos de circo tradicional e contemporâneo, além de intervenções circenses do lado de fora das lonas, como números de palhaçaria para entreter as crianças, malabares e perna de pau.
Entre os destaques da programação, esteve o espetáculo inédito que abriu o festival na quinta-feira (28.08), intitulado “Variedade Feminina”. O show foi fruto de uma iniciativa inédita do Festival este ano: criar o espetáculo de abertura a partir de uma residência artística só para mulheres, realizada na Fábrica de Cultura do Belém de 25 a 27 de agosto, em São Paulo, onde oito artistas estiveram em contato para retrabalhar o repertório de cada uma e criar uma obra totalmente inédita que enaltecesse a figura da mulher na arte.
Outro destaque da programação foi a companhia canadense de circo contemporâneo Flip FabriQue, com o espetáculo “Attrape-moi”. A trupe de acrobatas, formada por artistas oriundos das maiores companhias circenses do mundo, veio ao Brasil pela primeira vez para se apresentar no Festival e conquistou os aplausos do público com seus números de alto nível técnico e variedade de linguagens. O grupo se apresentou na sexta e no sábado, sempre com a lona lotada.
Além das duas lonas principais Piolin e Pimentinha – com capacidades de 900 e 650 lugares, respectivamente –, o Festival montou este ano pela primeira vez um espaço para apresentações externas, o Palco Figurinha, para mais de 1.000 pessoas. A proposta do evento com esta iniciativa foi aportar a grande quantidade de pessoas que anualmente privilegia o festival e proporcionar ao maior número possível de pessoas uma imersão no universo circense. Também pensando nisso, o festival contou este ano, pela primeira vez, com uma feirinha de artigos circenses, como diabolô, claves de malabarismo, peças de artesanato com temática circense e livros sobre a arte do circo.
Do circo tradicional, apresentaram-se companhias consagradas no meio circense, como o Tradicional Circo Fiesta, Arena Circus, e Circo Spacial, com números que resgatam e preservam a memória do circo, como força capilar, trapézio, bambolê, acrobacias aéreas e shows de palhaçaria. Esteve presente também o Circo Manacá, com o espetáculo Cores do Tempo, que mistura teatro de fantoches ao universo circense. Do circo contemporâneo, apresentaram-se, entre outras, o Circo Dux, do Rio de Janeiro, e a Cia. Picolino, da Bahia. Durante os quatro dias do festival, as famílias tradicionais de circo estiveram em contato com artistas vindos dos mais diversos lugares do país e do mundo, promovendo a troca de experiências artísticas que já é característica do Festival Paulista de Circo.
O evento foi realizado pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo em parceria com a APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte –, a Cooperativa Brasileira de Circo e a Secretaria da Ação Cultural do Município de Piracicaba.
