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Vigilância Epidemiológica começa a aplicar imunizante contra bronquiolite nos hospitais

Ação garante proteção extra para bebês prematuros; programa no município já aplica outras duas vacinas

Por CCS / Publicado em 24/02/2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
A imagem mostra uma enfermeira cuidando de um recém-nascido em uma unidade hospitalar, provavelmente uma maternidade ou berçário neonatal. A enfermeira, que usa luvas brancas e uma blusa de uniforme com estampas de animais, está inclinada sobre o berço de acrílico onde o bebê está deitado, vestido com uma roupa azul. Ela parece estar realizando um procedimento delicado, como uma coleta de sangue ou exame no calcanhar do bebê. O ambiente é limpo e bem iluminado, com paredes brancas e equipamentos médicos ao redor. Ao fundo, é possível ver outro bebê parcialmente visível em um berço semelhante. A atmosfera transmite cuidado e atenção especializada ao recém-nascido.
Os gêmeos Anthony e Matteo nasceram com 32 semanas de gestação e foram vacinados

A equipe de Imunização da Vigilância Epidemiológica, departamento da Secretaria Municipal de Saúde, começou a aplicar nesta terça-feira, 24/02, o imunizante contra bronquiolite nos bebês prematuros nascidos em hospitais de Piracicaba. A ação, inédita no SUS (Sistema Único de Saúde), garante a aplicação do medicamento nirsevimabe, fornecido pelo Ministério da Saúde e que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da doença.

O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, capaz de fornecer proteção imediata. Não há necessidade, nesse caso, de estimular o sistema imunológico do bebê a produzir seus próprios anticorpos.

São considerados bebês prematuros aqueles nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. Entre as comorbidades que atingem bebês de até 2 anos de idade estão problemas como doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística e imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida.

Em Piracicaba, o anticorpo será incorporado ao Programa Dupla Dose, realizado pelo município todos os dias, de forma ininterrupta, e que garante a vacinação dos bebês nos hospitais contra BCG, que previne contra formas graves de tuberculose, e Hepatite B.

A proteção dos bebês começa ainda na gestação, com a vacina contra o VSR oferecida no SUS e, portanto, nas salas de vacina das unidades de saúde, a partir da 28ª semana de gravidez, protegendo os bebês desde o nascimento. O vírus é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos

OCORRÊNCIAS – Em 2025, Piracicaba registrou 152 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração ocorreu em crianças com menos de um ano, totalizando 110 ocorrências, o que representa 72,37% do total de casos de SARG por VSR no período.

TRATAMENTO – Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio, conforme necessário; hidratação; e uso de broncodilatadores, (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões), especialmente quando há chiados evidentes.

PROTEÇÃO GARANTIDA – Entre as 11 crianças vacinadas nesta terça-feira no Hospital dos Fornecedores de Cana está Aurora, que nasceu com 29 semanas de gestação no dia 28/01. A mãe Pérola Farias, comemorou a proteção extra. “É uma coisa boa”, disse.

A imagem mostra uma cena em um ambiente hospitalar, provavelmente em uma unidade neonatal. Uma mulher, vestindo um avental hospitalar azul claro com a inscrição "HFC Saúde", está sentada em uma cadeira, segurando um bebê recém-nascido no colo. O bebê é pequeno, com cabelos escuros, e está apoiado no peito da mãe. Ao lado da mulher, há um profissional da saúde, possivelmente uma enfermeira, usando um uniforme branco com estampas de animais (elefantes, girafas e crocodilos). Ela está usando luvas brancas e parece estar realizando algum procedimento ou exame no bebê, demonstrando cuidado e atenção. O ambiente é claro e limpo, com paredes brancas, transmitindo a sensação de um local hospitalar bem organizado. A interação entre a mãe, o bebê e a profissional da saúde sugere um momento de cuidado e acompanhamento médico no pós-parto.
Pérola e a filha Aurora, que nasceu com 29 semanas de gestação

Os gêmeos Matteo e Anthony, que nasceram com 32 semanas de gestação no dia 10/02 também foram vacinados. “Proteção a mais é sempre bom”, disse a mãe Ana Gabriela Gonçalves.

“Facilita a vacinação já no hospital”, pontua Camila Campos, mãe de Isaac Gael, nascido com 33 semanas de gestação no dia 26/01. “Com certeza vai proteger a saúde dela”, afirma Simone Lima, mãe de Pérola, que nasceu com 27 semanas de gestação, pesando 800 gramas.

A imagem mostra uma cena em um ambiente clínico ou hospitalar, onde uma profissional de saúde está atendendo um recém-nascido que está nos braços da mãe. A profissional, à esquerda, veste um uniforme com estampas de animais (elefantes, girafas e zebras), usa luvas brancas e tem um cabelo castanho cacheado preso. Ela está concentrada no bebê, realizando algum procedimento ou exame. A mãe, à direita, veste uma regata azul e observa o bebê com um olhar calmo e atento, segurando-o com cuidado, envolto em um cobertor claro. O ambiente é claro e limpo, com paredes brancas e uma cama hospitalar ao fundo, além de um dispensador de sabonete ou álcool em gel na parede. A imagem transmite um momento de cuidado e atenção entre a profissional de saúde, a mãe e o recém-nascido.
Camila com o filho Isaac no colo; vacinação é inédita no SUS


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