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Superpopulação de quatis em Piracicaba acende alerta para convivência urbana com fauna silvestre

Grupos de quatis têm sido avistados em busca de alimento fácil

Por CCS / Publicado em 02/04/2026
Tempo de leitura: 3 minutos.

A presença de quatis em áreas urbanas de Piracicaba tem se tornado cada vez mais comum e acende um alerta para os impactos dessa convivência no dia a dia da população e no equilíbrio ambiental da cidade. Grupos de quatis têm sido avistados circulando, muitas vezes em busca de alimento fácil — comportamento diretamente relacionado à ação humana.

A imagem mostra um quati sul-americano (Nasua nasua) posicionado no centro, sobre uma estrutura feita de pedras. O quati tem pelagem de cor bege amarelada e uma longa cauda com anéis escuros, que se estende para a direita da imagem. Seu rosto é alongado, com um focinho escuro e manchas escuras ao redor dos olhos. O animal está em uma postura de agachamento ou escalada, com as patas dianteiras e garras longas e escuras segurando a borda da superfície de pedra. A luz é natural e difusa, destacando a textura áspera da pelagem do quati e das pedras irregulares da estrutura. O fundo é desfocado e apresenta uma cerca de madeira vertical em tom marrom avermelhado, que contrasta com a cor clara do animal, fazendo-o se destacar. A composição sugere que a foto foi tirada em um ambiente controlado, como um zoológico ou habitat de vida selvagem gerenciado. A imagem está em foco nítido no rosto e nas patas dianteiras do quati, enquanto o fundo e a ponta da cauda estão desfocados.
Superpopulação de quatis em Piracicaba acende alerta para convivência urbana com fauna silvestre

Diante desse cenário, a Divisão de Proteção Animal, vinculada à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, orienta que a prevenção é o caminho mais eficaz — e depende diretamente da participação da população. “Atitudes simples, como não alimentar os quatis e descartar o lixo de forma correta, são fundamentais para reduzir a presença desses animais nas áreas urbanas e evitar riscos. Medidas como o uso de lixeiras com tampas seguras e o respeito aos dias e horários da coleta também contribuem diretamente para reduzir a atração desses animais”, destacou o secretário-executivo de Meio Ambiente, Gustavo Martins.

O principal fator que contribui para o aumento da população na cidade é a oferta abundante de alimento. O descarte irregular de lixo, somado ao hábito de moradores e visitantes alimentarem os animais, favorece sua permanência e reprodução nessas áreas. Com acesso facilitado a restos de comida, os quatis passam a depender menos de seus hábitos naturais de busca por alimento.

Essa adaptação, no entanto, traz consequências. A Divisão alerta que, além de provocar desequilíbrios no ecossistema urbano, como a competição com outras espécies e a alteração da dinâmica ambiental, a presença frequente desses animais pode gerar riscos à população. Há registros de comportamentos mais agressivos, especialmente quando condicionados à alimentação humana, aumentando a possibilidade de acidentes.

Outro ponto de atenção é a saúde pública. A proximidade entre pessoas e animais silvestres eleva o risco de transmissão de doenças, além de expor os próprios quatis a condições inadequadas fora de seu habitat.

A Prefeitura também realiza o monitoramento da presença de quatis, buscando alternativas que garantam o equilíbrio ambiental e o bem-estar animal. Medidas de manejo e controle são avaliadas de forma criteriosa e aplicadas apenas quando há necessidade comprovada.


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