SME firma parceria com o Conepir e Unimep para capacitação
Professores do ensino fundamental terão curso de aprimoramento em história da África e dos povos africanos, memória, educação e relações étnico sociais
Em evento realizado no anfiteatro da Secretaria Municipal de Educação (SME), na tarde de sexta-feira (26), o Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Piracicaba (Conepir) entregou a todos os diretores, coordenadores, supervisores e coordenação pedagógica da rede municipal de ensino o livro Consciência Negra em Movimento, organizado por Adilson Araújo de Abreu, diretor de Relações Institucionais da entidade.
Junto com o livro, foi entregue também um CD com o Hino Nacional, Hino de Piracicaba, Hino à Bandeira e Hino à Negritude. Logo em seguida, houve uma palestra com a professora Marilda Soares, sobre Diversidade e etnicidade afrodescendente: perspectivas e abordagens didático pedagógica.
O livro é uma coletânea de biografias de homens e mulheres que se destacaram na luta pelos seus direitos e pelos direitos da comunidade negra no Brasil, bem como de fatos que marcaram a história dos negros africanos. O material didático contribuirá para o desenvolvimento de atividades multidisciplinares na rede para atender a Lei Municipal 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana.
Adilson Abreu explicou que o trabalho faz parte de um conjunto de ações afirmativas que busca desenvolver a autoestima do negro na sociedade e minimizar as diferenças sociais decorrentes do gênero, bem como fortalecer a aplicação de leis que fundamentam a importância da história dos negros na formação da identidade nacional. “Esperamos que nossa humilde iniciativa contribua para o conhecimento da história dos afrodescendentes no Brasil”.
A secretária de Educação Angela Corrêa destacou que o evento era um registro oficial da parceria entre a pasta, o Conepir e a Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), instituição responsável pela elaboração do curso de formação a ser oferecido aos professores da rede municipal relativo à história da África e dos povos africanos, memória, educação e relações étnico sociais. Os detalhes burocráticos do curso estão em fase de conclusão. Serão 40 vagas iniciais para um curso de 270 horas, divididas em três módulos de 90 horas.
Angela observou que o povo e o governo brasileiro têm uma dívida social com os africanos que precisa ser enfrentada. “Só vamos ser um povo que supera suas desigualdades e preconceito se avançarmos na educação”, disse. Segundo ela, a Lei 10.639 já é atendida pela rede, “mas esta ação de parceria com o Conepir e com a Unimep vai aprimorar o aprendizado dos nossos professores e trazer mais conhecimentos”, enfatizou.
O prefeito Gabriel Ferrato disse que a desigualdade é o principal problema a ser enfrentado no país, porque ela está diretamente relacionada à pobreza. “Nesse sentido, temos de enfrentar todos os tipos de discriminação. Para trabalharmos melhor essas questões, como é o caso dos afrodescendentes, temos que conhecê-las melhor. Isso passa pela educação. Sem professores capacitados não há possibilidade para que as mudanças esperadas ocorram”.
Fotos: Marquinhos Ferreira












