Simpósio convida profissionais da saúde a “Pensar Tuberculose”
O barracão 14 do Engenho Central recebe na próximo terça-feira (12) o I Simpósio de Tuberculose, voltado para profissionais da saúde de Piracicaba e região. As atividades terão duração de quatro horas e acontecerão em dois turnos: manhã (das 8h às 12h) e de tarde (das 13h às 17h). A abertura do evento será feita pelo secretário da Saúde, dr. Pedro Mello. Serão ministradas quatro palestras: Histórico da Tuberculose no Mundo e no Brasil, pela dr. Vera Maria Neder Galesi; Diagnóstico, Tratamento e Resistência da Tuberculose, pelo dr. Sidney Bombarda; Prevenção da Tuberculose e Contatos, pela dr. Maria José P. Rújula; e Importância dos Indicadores e Notificações no Controle da TB, pela enfermeira Glaucia E. Perecin. Todos os palestrantes fazem parte da Divisão Tuberculose CVE-SP. Todas as palestras terão 15 minutos destinados a discussão de cada tema. No meio do período haverá intervalo de trinta minutos. Conheça a doença A tuberculose é uma doença infecciosa que vem acompanhando a humanidade desde tempos remotos. A transmissão da tuberculose é respiratória (aerossol) e este é o grande motivo, pelo qual indivíduos doentes devem ser identificados e imediatamente tratados para se evitar contágio de familiares, colegas de escola ou trabalho. Diagnostico tardio, os confinamentos humanos, a ventilação e iluminação de ambientes inadequadas, as diversas situações de diminuição da imunidade, a desnutrição, o tabagismo, a ingestão de bebidas alcoólicas, o uso de drogas ilícitas, o abandono do tratamento são os principais inimigos do controle da doença. Dentre os tipos de tuberculose, a que mais preocupa a saúde pública é a pulmonar pela potencial transmissão respiratória. Porém, há outras formas, como por exemplo: a meningite tuberculosa, a óssea, a de tecidos linfáticos, a intestinal, ocular. Os sintomas da tuberculose variam de acordo com os sistemas do organismo acometidos. Como a transmissão se faz pelo sistema respiratório e o pulmão é o principal órgão alvo podemos de maneira mais simplista enumerar como principais sinais de alerta: a tosse seca há mais de duas semanas, escarro com sangue, febre ao anoitecer, fraqueza, emagrecimento, sudorese noturna. Nas crianças, além dos sintomas já mencionados, surgem ainda irritabilidade e pneumonias de repetição. “Temos ainda que mencionar que toda vez que fazemos o diagnóstico de tuberculose em uma criança devemos procurar um adulto doente, próximo, como transmissor”, explica o dr. Eduardo Rebeis, coordenador das Ações de Controle da Tuberculose em Piracicaba. Para o diagnóstico de certeza de tuberculose, além dos sintomas clínicos descritos, que na maioria das vezes estão presentes, é preciso ainda confirmar a presença do bacilo de Koch (BK) no escarro, no suco gástrico, no material colhido durante uma endoscopia respiratória ou em procedimentos cirúrgicos. A radiografia de tórax é o método de imagem que contribui não só para o diagnóstico como no seguimento destes pacientes. “A tuberculose tem cura e o tratamento, incluindo os medicamentos, são gratuitos. Na tuberculose pulmonar usamos inicialmente uma combinação de quatro antibióticos por 2 meses e uma combinação de dois antibióticos por mais 4 meses. O importante é o seguimento médico e da equipe multiprofissional para que o tempo total do tratamento seja cumprido com rigor e para que os efeitos colaterais maiores dos medicamentos, ainda que pouco comuns, possam ser quantificados e controlados pelo médico assistente”, detalhou Rebeis. Para prevenir a tuberculose é fundamental seguir o calendário de vacinação nacional, procurar sempre um serviço de saúde na presença de tosse e rastrear minuciosamente os contatos (familiares, colegas de escola e trabalho, dormitórios coletivos) dos pacientes portadores desta enfermidade.
