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Seminário marcou o início das obras do Museu do Açúcar

Por Comunicação Social / Publicado em 09/11/2011
Tempo de leitura: 6 minutos.

Na manhã desta quarta-feira, dia 09, entidades responsáveis pelo projeto do Museu do Açúcar e do Etanol se reuniram no Engenho Central de Piracicaba durante o seminário “Engenho Central de Piracicaba – Um Testemunho da Paisagem Cultural”. A Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria da Ação Cultural (SEMAC), o IPHAN e o Instituto Brasil Leitor (IBL) apresentaram à sociedade o trabalho de escavações arqueológicas desenvolvido para a instalação do Museu. O evento,marcou o início das obras, previsto para março de 2012.

O projeto do Museu foi apresentado por William Nacked, diretor-geral do IBL, que falou sobre a gestão, coordenação e execução das etapas de entrega. “Arqueologia Industrial – Pertencimento e Instrumentos Legais” foi o tema da palestra da arquiteta Marise Campos e do arqueólogo Rossano Lopes Bastos, ambos representantes do IPHAN. O processo de tombamento do Engenho Central, a importância da administração pelo Poder Público, e a preservação dos bens de valor histórico, cultural e arquitetônico para a população estiveram entre os assuntos abordados.

A “Análise Geral Histórica e Pré-Histórica” ficou por conta do arqueólogo Wagner Bornal, coordenador do trabalho realizado no Engenho. Ele abordou as escavações e a importância do Engenho Central como sítio arqueológico industrial.

Nas pesquisas arqueológicas foram descobertas em meio à mata uma imensa estrutura de galerias subterrâneas, fundações de pedra e fragmentos de artefatos indígenas, que evidenciam que o local fora habitado por índios e, posteriormente, serviu como terreno para o cultivo de café. Três grandes paredes de barro e pedra seca e pisos originais do Engenho também foram descobertos.

Os estudos revelaram ainda a existência de galerias pluviais e para decantação de gases no subsolo, demonstrando que há 100 anos o homem já se preocupava com a qualidade do ar que respirava. “Estamos estudando se integraremos essas descobertas ao Museu, que vai mostrar o passado e discutir o futuro da indústria canavieira no Brasil”, explica o diretor do Brasil Leitor.

A Secretária Municipal da Ação Cultural Rosângela Camolese ressaltou a importância do evento. “No seminário foi apresentado o resultado do processo arqueológico realizado no Engenho Central para a implementação do Museu do Açúcar e do Etanol. Entre as diversas curiosidades, tivemos cerâmica indígena, encontrada cerca de oitenta centímetros abaixo do solo. Foi uma experência única”.

Rosângela Camolese ressaltou ainda a importância do Museu do Açúcar e Etanol que, uma vez pronto, se juntará ao novo Teatro Municipal Erothides de Campos, que também está sendo construído em um dos principais pontos de Piracicaba.”Não tenho dúvidas que, uma vez que as duas obras sejam concluídas, o Engenho Central se tornará o maior ponto turístico e cultural do Estado de São Paulo”, completa.

O Museu do Açúcar e do Etanol de Piracicaba

As instalações do Museu ocuparão três dos edifícios do Engenho Central. No local, o público terá acesso a um excelente conteúdo de cultura e educação. Os visitantes poderão conferir salas de exposições temporárias, espaços dinâmicos de informação visual, além de equipamentos que permitem atividades interativas, promovendo a aproximação das pessoas com a história do açúcar e do etanol, elementos importantes no desenvolvimento econômico do país.

A obra prevê diferentes etapas de entrega. Parte ocorre em 2012 e o Museu deve ser finalizado em 2013. Até lá, serão realizadas uma série de atividades durante as três fases (estruturação, restauro e instalação) do empreendimento.

O Instituto Brasil Leitor

O Instituto Brasil Leitor (IBL) é uma organização voltada para a criação e gestão de projetos de estímulo à leitura e à educação e ao restauro de patrimônio histórico. Entre eles, encontram-se a gestão do Museu da Língua Portuguesa (outubro/2006 a julho de 2008) e o restauro da Real Fábrica de Ferro de Ipanema. O IBL foi responsável pela idealização e implementação de bibliotecas dentro do sistema metroferroviário de diversas capitais brasileiras e, também, de bibliotecas da Primeira Infância (para crianças até seis anos), instaladas em hospitais e creches de diversas cidades.


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