Semdes faz ato pelo Dia Nacioanl de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil
Em lembrança ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, comemorado hoje, 18 de maio, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) realizou mobilização nesta manhã, na Praça “José Bonifácio".
A abertura do ato foi feita pelo do Tiro de Guerra de Piracicaba e pela banda da Guarda Mirim. As crianças e adolescentes, atendidos pelos Cases (Centros de Atendimento Sócio-Educativos) participaram com apresentações culturais.
Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Maria Angélica Guercio, o objetivo do encontro é apresentar os trabalhos de crianças e adolescentes dos projetos sociais e das escolas, chamando a atenção para a data bem como informar à população da importância e necessidade de denúncia dos casos de violência pelo 181 ou pelo Disque-Denúncia Nacional 100.
“Esta mobilização da Prefeitura, em conjunto com a sociedade civil, é mais um alerta ao abuso e exploração das crianças e adolescentes. Cabe à toda a sociedade o compromisso de combater esse problema que afeta nossas crianças e adolescentes”, fala Maria Angélica.
O Case, por exemplo, atende crianças e adolescentes, de 7 a 16 anos, em situação de risco pessoal e social, possibilitando condições de proteção, desenvolvimento e socialização que os auxiliem na construção de um projeto de vida baseado nos direitos de cidadania.
A Semdes tem como parceiro, no atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência e a seus familiares, o Centro Regional de Atenção e Registro aos Maus Tratos na Infância (CRAMI).
O projeto Recriando atende crianças e adolescentes de 0 a 18 anos em situação de rua e de ambientais (parceira da Semdes com a Pasca).
História da data:
A data surgiu quando a menina Araceli Crespo de apenas nove anos, a pedido da mãe, foi levar um envelope para um grupo de rapazes. Ao chegar ao local marcado, foi espancada, estuprada e morta por adolescentes de classe média. Apesar da gravidade do delito, o crime ficou impune devido às influências das famílias dos adolescentes.
O crime ocorreu no dia 18 de maio de 1973 e o caso ficou célebre, três anos depois, com a publicação do livro “Araceli, meu amor”, do jornalista José Louzeiro. Em homenagem à menina, a data de 18 de maio ficou instituída por lei federal 9970/2000, como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
