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Secretaria de Educação leva profissionais à Jornada Musical de Educadores

Por Comunicação Social / Publicado em 13/11/2012
Tempo de leitura: 7 minutos.

A Secretária Municipal de Educação, professora Nély Guidolin Lima, autorizou o investimento de R$ 3.103,00 para que diretores, coordenadores e professores da Educação Infantil e Ensino Fundamental participem da 2ª Jornada Musical de Educadores, promovida pela Escola de Música de Piracicaba “Maestro Ernst Mahle” (Empem). Com 107 inscritos, o evento teve início em 11 de novembro e vai até amanhã (14). As inscrições ainda podem ser realizadas por outros interessados. Basta chegar à Empem às 19h, preencher a ficha de inscrição e pagar o valor simbólico de R$ 15,00 por palestra. A programação (abaixo) tem início às 19h30 e quem participar ainda vai concorrer a 20 bolsas de estudos em flauta doce, podendo se preparar, durante um ano, para a apresentação no recital da próxima edição.

A Jornada Musical de Educadores foi criada a partir de uma necessidade de formação continuada de professores em atendimento à Lei 11.769, de 18 de agosto de 2008, que altera a Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, as quais tratam da obrigatoriedade do ensino de música na educação básica. O coordenador da Empem, Thiago Rozineli, explica que a lei é clara quando se refere à inserção da música na escola, mas não nomeia os licenciados, especialistas na área, e sim pedagogos, ou seja, o professor da sala regular. “Por isso envolvemos a rede municipal, com o objetivo de sensibilizar e capacitar professores”. De acordo com a Secretária de Educação, professora Nély Guidolin Lima, a rede já desenvolve trabalhos relacionados à música, como por exemplo, as fanfarras, os corais e diversas atividades do cotidiano das unidades escolares. O diferencial, segundo ela, é que a oportunidade de participar do evento permite às equipes pedagógicas reafirmarem o quanto essas ações são importantes para o pleno desenvolvimento do aluno. “O educador precisa aprimorar, receber novos subsídios e ampliar a sua base de conhecimento, para fazer da lousa apenas o cenário do enredo que acontece à frente dela”. Já o destaque da coordenadora pedagógica da Secretaria, Elaine Galani Albaladejo, é para o trabalho de alguns gestores da rede ao incentivar a participação dos funcionários na Jornada, para que levem o conteúdo à sala de aula, e os inúmeros meios e maneiras de aproximar o contato dos alunos com o universo da musicalização. “O simples ato de folhar um papel pode ser música. Perceber esses sons e ritmos significa estimular a percepção, coordenação, afetividade e sensibilidade de adultos e crianças”. Professores que estimulam esses sentidos e se preocupam com o desenvolvimento pleno do aluno têm mais facilidade, diz a coordenadora, de acesso e alcance em várias áreas, como a Matemática, Língua Portuguesa e Educação Física. “Se uma criança entra na sala cantando rap, por exemplo, será esta uma ferramenta para se trabalhar o que é certo e errado”. O coordenador Rozineli concorda e considera que todo tipo de manifestação é válida, desde que contribua com o discernimento e a criticidade dos professores. “Eles filtram o conteúdo a ser transmitido, para formar cidadãos conscientes e críticos”. Programação _ 13 de novembro, às 19h30 – De tramas e fios: um estudo sobre música e educação. _ 14 de novembro, às 19h30 – O canteiro musical – Professora Margareth Darezo. Transcrição de depoimentos de alguns educadores que participaram da Jornada em 2011 “Sempre gostei de música. Desde a minha infância, quando comecei a lecionar, busquei trazer música para a sala de aula, tendo conhecimento de sua importância no desenvolvimento da criança. Através das aulas de flauta doce pude ampliar meus conhecimentos, me aprofundar mais na parte teórica da música e trazer esses conhecimentos para meu espaço de trabalho, a sala de aula”, Josiane Jaqueline Matias “Participar desse curso tem sido uma experiência muito gratificante e enriquecedora para minha vida pessoal. No decorrer das aulas me deparei aprendendo os símbolos e códigos da música e tirando sons agradáveis da flauta doce (lógico que depois de muito treino), desfazendo a ideia de que só as pessoas com muito talento conseguem tocar um instrumento musical. Aprender algo novo, em qualquer momento da vida, é muito bom, porque abre janelas na nossa mente, leva para longe a estagnação e traz, além do desenvolvimento da mente, equilíbrio às nossas emoções”, Eliana Conceição do Nascimento Nogueira “Sou professora do 1º ano fundamental com uma classe de alunos e considero a música, a dança e qualquer atividade artística importantíssima a vida da criança. A música é uma forma de resgatar do ser humano, no meu caso às crianças, a “paz”, o momento sereno… Nas aulas de “artes”, nos reunimos em roda e, assim, vou tocando e cantando com eles. Os alunos adoram!”, Lucilene Gimenez Castilho


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