Saúde zera fila para cirurgias plástica reparadora
A fila de espera para a realização de cirurgia plástica reparadora realizada no Sistema Único de Saúde (SUS) foi zerada. A informação é do secretário de Saúde, Fernando Cárdenas. São oferecidas 80 consultas/mês nesta especialidade e o paciente que necessita da cirurgia reparadora é atendido no prazo máximo de uma semana. De janeiro a julho deste ano, a Policlínica realizou 1.849 pequenas cirurgias.
Entende-se por pequenas cirurgias cirurgia plástica, cauterização/freioplastia e protectomia (fimose). De janeiro a julho de 2010 foram realizadas 680 cirurgias plástica reparadoras.
Em 2009, como explicou Reginaldo Luiz Rosa de Oliveira, coordenador do Centrus, o tempo de espera girava em torno de três meses, porque eram disponibilizadas 50 consultas/mês. “Há um ano a fila para consultas nesta especialidade estava em torno de 400 pessoas. Hoje a demanda é atendida na semana seguinte, o que fez com que a fila fosse zerada”, disse.
Segundo Mariana Cabau, enfermeira responsável pela Policlínica de Santa Terezinha onde são realizadas as consultas e cirurgias, dois médicos cirurgiões atuam na unidade: Rafael Basso, cirurgião plástico e Edson Bicudo, cirurgião geral. Mariana conta que, em média, cada profissional faz 20 consultas/dia, o que contribuiu para a redução da fila. Os profissionais atendem às terças, quintas e sextas-feiras e as cirurgias acontecem duas vezes na semana.
O médico Rafael Basso enfatizou que a cirurgia plástica reparadora não tem qualquer semelhança com a cirurgia plástica estética, que não é autorizada pelo SUS. “As pequenas cirurgias plástica reparadoras, na Policlínica, são feitas para corrigir deformações causadas pela retirada de um tumor, por queimaduras ou acidentes de trânsito”, disse. Segundo o médico, as cirurgias são feitas apenas do pescoço pra cima com anestesia local. As cirurgias complexas são encaminhadas para a Santa Casa.
O encaminhamento para pequenas cirurgias, como a retirada de lipoma, cisto sebáceo e cirurgias reparadoras, é feito por meio da Atenção Básica. São as unidades de Programa Saúde da Família (PSF) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) que realizam o primeiro atendimento e orientam os usuários do SUS.
O secretário Fernando Cárdenas destacou que, a diminuição do tempo de espera na fila de cirurgias reparadoras, deve-se aos investimentos na Atenção Básica, com a promoção e prevenção à saúde da população. “Com a entrada dos pacientes pela Atenção Básica fica mais fácil o atendimento em todas as áreas da Saúde, pois os encaminhamentos são feitos de forma organizada o que dá maior agilidade nos atendimentos”, explicou Cárdenas.
