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Saúde monitora mais de 1.500 de gestantes

Por Comunicação Social / Publicado em 03/08/2011
Tempo de leitura: 5 minutos.

Um trabalho pioneiro é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde há dois anos. Trata-se do monitoramento de gestantes, um instrumento de gestão de política pública que oferece atendimento refinado às gestantes atendidas pelo SUS e, eventualmente as atendidas por convênio. É um instrumento que cerca a gestante para que ela desenvolva uma gravidez saudável e, consequentemente, tenha filhos saudáveis.

A confirmação é do secretário municipal de Saúde, Fernando Cárdenas, que idealizou este acompanhamento a partir do monitoramento de gestantes quando da gripe H1N1. “Começamos o monitoramento para acompanhar grávidas no período da gripe H1N1. Depois percebemos que este trabalho deveria ter continuidade. É um cuidado a mais que ofertamos às gestantes, que já tem um acompanhamento minucioso na rede. Este trabalho dá respaldo ao Pacto”, declarou Cárdenas.

O Pacto pela vida para redução da Mortalidade Infantil foi estruturado em abril de 2005, no início da gestão do prefeito Barjas Negri, com o objetivo de reduzir o coeficiente de mortalidade infantil do município que, desde então, tem sido alcançado com sucesso. Atualmente a taxa de mortalidade está em 10.2 em cada mil nascidos vivos.

O monitoramento acontece de segunda à sexta, das 9h às 17h e, uma vez por mês, o trabalho é feito também aos sábados, para conseguir contato com as gestantes que não são encontradas durante a semana. Atualmente, 1.520 grávidas do município passam pelo serviço.

O trabalho começa com a confirmação da gravidez, feita nas Unidades Básicas de Saúde ou pelo Programa Saúde da Família. Com este dado em mãos, a ficha cadastral da gestante é repassada para a Central de Monitoramento. Dados como DUM (data da última menstruação), histórico de hipertensão, de diabetes, idade da gestante e se já tem filhos, fazem parte deste cadastro. A partir destas informações, está iniciado o trabalho.

A partir daí, mensalmente as futuras mães recebem um telefonema feito por agentes de saúde. As atendentes perguntam – com a ficha cadastral da gestante aberta no computador – se a gestante está se sentindo bem, se tem enjôos, se passou pela consulta, se tem alguma dor diferente, se sente a criança mexer, etc. O monitoramento prossegue até o final da gravidez e é finalizado somente quando o recém nascido já passou pela consulta pós parto.

Quando detectado algum problema ou intercorrência nas consultas ou contatos telefônicos, as agentes entram em ação – via rede, com as Unidades Básicas de Saúde, com os Programas de Saúde da Família e também com o Pacto pela vida para redução da mortalidade infantil, do qual o monitoramento é um braço. Segundo agentes de saúde, a recepção das gestantes é ótima. “Elas gostam desta atenção especial neste momento importante da vida”, explicam.

Com este monitoramento é possível detectar gestantes de risco e fazer um acompanhamento mais detido destas mulheres. “Este é um mecanismo para nós, saúde pública, sabermos como andam as coisas. É uma melhoria na qualidade do pré-natal. É um instrumento que veio a calhar com o que a gente quer saber no Pacto, que são os casos de risco”, explica Rogério Tuon, médico coordenador do Pacto pela vida para redução da Mortalidade Infantil.

O monitoramento, segundo Tuon, também auxilia no fortalecimento da integralidade da rede, permitindo que não se perca o caso. Nesta rede estão envolvidos o hospital, a unidade básica de saúde e o conselho tutelar.


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