Saúde lança projeto “Verão sem Dengue” na sexta-feira
Com objetivo de intensificar o combate e controle da dengue no município, a Secretaria Municipal de Saúde lança nesta sexta-feira (13), na Praça José Bonifácio, a campanha “Verão Sem Dengue”. Segundo a diretora do Centro de Controle de Zoonoses, Eliane de Carvalho, o evento, que contará com a participação de agentes e técnicos, levará a comunidade orientações sobre o combate ao mosquito Aedes Aegypti. Além das orientações, a equipe do CCZ realizará na praça, das 10 às 14 horas, exposição sobre os ciclos do mosquito, panfletagem no Terminal Central de Integração (TCI) e atividades educativas com escolas estaduais e particulares da área central. De acordo com o coordenador do Plano Municipal de Controle da Dengue, André Rossetto durante o evento serão distribuídos aproximadamente 40 mil folhetos na área central e TCI. “Esta é uma das formas de conscientizar a população sobre os cuidados para combater o mosquito”. Arrastões O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) continua a série de arrastões para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em Piracicaba. Segundo o coordenador das ações, André Rossetto, o trabalho está concentrado nos bairros onde há maior probabilidade de ocorrerem epidemias. O próximo bairro que recebe o arrastão neste sábado (14), a partir da 08 horas, será em parte da Vila Cristina. Segundo Rossetto, o trabalho dos agentes inclui a retirada dos criadouros e a orientação dos moradores sobre a importância de verificar sempre caixas d água, calhas, pratos de vasos de plantas, ralos, aquários, latas, garrafas, pneus e outros locais onde o mosquito pode se proliferar. Em Piracicaba as equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, retiraram, no ano passado, aproximadamente 500 toneladas de lixo em 12 arrastões. Em 2009, foram 90 toneladas em cinco arrastões. Ações de combate O departamento de Vigilância Epidemiológica Municipal registrou em 2007, 5.674 casos confirmados de dengue em Piracicaba. Essa situação alarmante da epidemia provocada pela aedes aegypti, levou a equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) a montar uma nova estratégia de ação em 2008. Com a elaboração do Plano Municipal de Combate a Dengue (PMDC) o número de casos despencou de cinco mil para 52 no município, uma queda de mais de 100 vezes de um ano para outro. Em 2009, o número caiu ainda mais registrando 17 casos confirmados sendo, 14 autóctones e três importados. Para que o trabalho tivesse efeito positivo o CCZ realizou novamente o mapeamento estratificado de todos os bairros para saber onde a situação era crítica e onde o risco de dengue era menor, levando em consideração uma série histórica de dez anos de infestação na cidade e cruzando dados sobre as características de cada bairro. A equipe também usou o Índice de Desenvolvimento Humano, a renda per capta, o grau de escolaridade dos moradores, a existência de áreas verdes, terrenos baldios, além de pontos estratégicos, como borracharias e desmanches de carros. Com as informações, foram articulados arrastões e monitoramento por armadilhas, para identificar a chegada do mosquito além, de uma equipe exclusiva para ações imediatas em casos de criadouros específicos. A força-tarefa se estendeu às escolas, igrejas, imobiliárias e indústrias. O sucesso da campanha, que iniciou em outubro de 2007, levou Piracicaba a tornar-se referência no Estado, sendo citada em 2008, pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) como exemplo a seguir. Prevenção A Secretaria da Saúde continua pedindo a colaboração da população para prevenir e combater o mosquito da dengue. Atitudes simples podem ajudar muito, como: · Tampar caixas d água, cisternas, tambores e outros depósitos de água · Cobrir ou furar pneus · Retirar ou colocar areia nos pratos dos vasos · Colocar lixo em sacos plásticos ou latas fechadas · Esvaziar e virar garrafas, latas e recipientes, com abertura para baixo. O Aedes aegypti é muito parecido com pernilongo comum, mas é menor. Tem o corpo escuro e as pernas e patas rajadas de branco. Ele prefere recipientes pequenos, que acumulem pouca água, como por exemplo, uma tampinha de garrafa. A postura dos ovos é feita em água limpa e parada. A dengue é transmitida pela picada da fêmea. A Secretaria lembra que todos os agente estão identificados com crachá e uniforme para realizar o trabalho nos bairros. Em caso de dúvidas ou esclarecimentos, solicite o nome, número funcional, RG e entre em contato com Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone 3427-2400. Índice de infestação larvária Durante o mês de outubro, o Centro de Controle de Zoonose de realizou o Levantamento de Infestação Rápida do Aedes Aegypti (LIRAa) com objetivo avaliar a situação do município para projetar ações de conscientização e combate aos criadouros. De acordo com a diretora do CCZ, Eliane de Carvalho, o índice registrado pelo Centro de Controle de Zoonoses foi de 4,2, o que preocupa o CCZ. Segundo a diretora, o índice mostra que alguns bairros populosos considerados críticos pela CCZ como Algodoal, Santa Teresinha, Cecap e Vila Rezende registraram índices zero, mais devem continuar em vigilância constante. Já o Parque Piracicaba, Pompéia, São Judas e Vila Independência foram os que registraram aumento nos índices. Segundo Eliane, os principais problemas encontrados nesses bairros continuam sendo o prato de vaso, vaso de plantas e pneus. “A CCZ está sempre alerta para os bloqueios em casos suspeitos de dengue, mas a população também tem de fazer a sua parte”, explicou. Andre Rossetto, coordenador da equipes de combate a dengue, informou também que o trabalho realizado no ano passado foi intenso. Ao contrário dos anos anteriores, o principal criadouro do Aedes não é apenas o prato de vaso ou planta, mas os materiais descartáveis como garrafas pet, copos plásticos, piscinas plásticas, vasos sanitários e bebedouro de animais. Segundo Rossetto, à intensificação das informações através da mídia e ações tomadas pelo CCZ são primordiais para a queda do índice em Piracicaba. Os bairros de maior índice de infestação larvária do Aedes foram Pompéia (15,7), Parque Piracicaba (11,3), São Judas (11,1) e Vila Independência (10,9).
