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Saúde entrega nova sede do SAMU

Por Comunicação Social / Publicado em 27/11/2012
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A Secretaria Municipal de Saúde deu mais um passo importante no que diz respeito ao atendimento à população de Piracicaba. O Secretário da pasta, Fernando Cárdenas, entregou nesta manhã (27) a nova sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no bairro Vila Rezende. Os trabalhos foram executados pela Construtora Unaí, com investimento de R$ 30 mil. O prédio, que antes abrigava a Guarda Civil Municipal, foi totalmente reformado, além de receber revisão das redes elétrica e hidráulica, e outros serviços e reparos necessários. A sede do SAMU contará com pérgolas na entrada, uma ampla garagem com duas entradas, duas salas de uso, depósito, dois banheiros, área de banho, cozinha e sala para descanso. As salas têm espaço para treinamentos de técnicos da saúde em manobras de APH – Atendimento Pré-Hospitalar. O principal objetivo dessa unidade é diminuir o tempo de espera para os chamados, melhorando o tempo de resposta no atendimento de urgência na região dos bairros Vila Rezende, Mario Dedini e Santa Terezinha. Segundo o secretário Cárdenas, essa sempre foi uma preocupação da Administração Municipal, e agora com a nova sede está ampliada a descentralização das ambulâncias do SAMU. Desde 2011 está em operação a sede do SAMU no bairro Cecap/ Eldorado. “Antes, o tempo de deslocamento da viatura da sede na Paulista até a região do Cecap era de aproximadamente 15 minutos, variáveis de acordo com o trânsito e bairro. Com a nova sede, o tempo de deslocamento foi reduzido pela metade, variando entre 5 e 7 minutos. O mesmo acontecerá na região da Vila Rezende”, informou Fernando Cárdenas. O coordenador do serviço de urgência e emergência do município, Deives Dias de Oliveira acrescentou ainda que melhorando esse tempo de resposta possibilita reduzir também o risco de morte. Já a coordenadora de enfermagem do SAMU, Iára Sendin, disse que será possível realizar treinamentos para pequenos grupos, melhorando a técnica dos serviços de saúde.

Como funciona o SAMU? O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência atende aproximadamente três mil ocorrências/ mês, o que resulta em cerca de 36 mil por ano. Além disso, trabalham no SAMU cerca de 100 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, condutores, auxiliares de regulação médica, radio operantes, entre outros. Dos atendimentos, aproximadamente 55% são em APH (Atendimento Pré-Hospitalar) primário, que são as ocorrências nas vias públicas, residências, escolas, empresas, fábricas etc. São traumas, tais como acidentes de trânsito, quedas, ferimentos por arma de fogo, ferimentos por arma branca, entre outros. Também se enquadram casos clínicos (falta de ar, convulsões, dor no peito, intoxicações, AVC, desmaios), pacientes psiquiátricos, gestantes e crianças. Todos os atendimentos são relatados via rádio ao Médico Regulador que define pra onde deverá ser encaminhado: UPA, COT ou hospitais, dependendo do tipo de ocorrência. Os outros 45% são ocorrências de APH secundário, que são os chamados onde as pessoas já foram previamente avaliadas por um profissional em alguma unidade de saúde. Por exemplo, um paciente está na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e precisa de uma avaliação no COT (Central de Ortopedia e Traumatologia), um paciente que está na UPA e precisa de um exame especializado ou também para todas as internações hospitalares (das UPA para Santa Casa, HFC e hospitais fora do município). A urgência no atendimento é determinada pelo Médico Regulador, que classifica as ocorrências por cores. Assim, o tempo resposta, que é o período entre a ligação no 192 e o momento da chegada da ambulância no local, depende de vários fatores. Um deles é o grau de urgência da ocorrência. O outro é a distância e tempo de deslocamento da viatura. As ocorrências mais graves são classificadas como vermelha. A liberação da viatura é praticamente imediata. São casos de vítima inconsciente, parada cardio respiratória e acidentes graves. Com a gravidade um pouco menor são as ocorrências classificadas como amarela, depois verde e azul, que são as menos graves. É o Médico Regulador quem conversa com o solicitante, avalia e classifica a ocorrência. A frota circulante de ambulâncias de Piracicaba é de seis USB (Unidade de Suporte Básico) e uma USA (Unidade de Suporte Avançado). A primeira é uma viatura tripulada por um condutor treinado como socorrista e um técnico de enfermagem, e equipada com materiais/equipamentos para manter a vida da vítima. O Ministério da Saúde preconiza que deve haver uma USB para cada 150 mil habitantes. Assim, Piracicaba conta com duas além do sugerido pelo Ministério. Já a viatura USA é tripulada por um condutor treinado como socorrista, um enfermeiro e um médico, e equipada com materiais/equipamentos de uma UTI. É a ambulância que popularmente chamam de UTI Móvel. O Ministério estipula uma ambulância deste tipo para cada 400 mil habitantes. Além da frota, Piracicaba conta com três ambulâncias USB de reserva para suprimir os momentos de manutenção preventiva e reparadora desses veículos. Há também outra USA equipada para fazer as transferências de pacientes para hospitais fora do município.


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