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Saúde entrega Casa das Oficinas amanhã

Por Comunicação Social / Publicado em 22/09/2009
Tempo de leitura: 3 minutos.

A Secretaria Municipal da Saúde entrega oficialmente amanhã (23), as 10 horas, a Casa das Oficinas, unidade de auxiliar para o tratamento de paciente com sofrimento psíquico intenso. O objetivo é realizar atividades artísticas e artesanais e transformá-las em fonte de renda aos pacientes. Segundo a coordenadora do CAPS Bela Vista Vandrea Novello, a nova sede, que fica rua Jane Conceição, 1738 – Paulista recebeu novos móveis e conta com uma equipe especializada, com artista plástica e terapeuta ocupacional, para incentivar esse público, que está fora do mercado de trabalho por uma questão de saúde. Vandrea lembra ainda que as oficinas são oferecidas há 10 anos no mesmo espaço do CAPS Bela Vista. Com a implantação da Casa das Oficinas, o setor tornasse independente. Segundo a coordenadora existem 2.800 inscritos no cadastro ativo do CAPS. Desse total, 300 participam do programa terapêutico, que são atividades de relaxamento e coordenação de tratamento. Outros 60, que não estão em crise, conseguem desenvolver trabalhos que resultam em um produto final. “São os compensados, que continuam tomando remédio, mas estão sem sintoma da doença. Por essa razão, não conseguem emprego. A estratégia encontrada pela Secretaria de Saúde foi abrir em novo endereço um espaço de trabalho para elas”, conta Novello. Vandrea lembra ainda que o trabalho conta com apoio de empresas e entidades que ajudam a escoar a produção, como a Casa do Artesão, a Casa do Povoador, além da Festa das Nações. Mas, segundo a coordenadora, ainda é pouco. “A renda de cada um gira em torno de R$ 50 por mês. É quase simbólico”, explica a Vandrea. As atividades acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas. A maioria dos produtos é feita com material reciclável. “Uma parte do recurso que geramos é distribuído e outra é para comprar a matéria prima. A prefeitura também nos fornece várias coisas, como barbante, papel reciclado e mosaico”. Das 2.800 pessoas inscritas, muitas já conseguem conciliar trabalho com tratamento e levam a vida com certa normalidade. “Outra parte simplesmente se recusa a participar das atividades e preferem ficar em suas casas, observa a coordenadora”.


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