Saúde alerta para riscos de afogamento
O verão chegou e com ele as altas temperaturas. Nesta semana os termômetros chegaram perto dos 40°C e a população busca todas as formas para se refrescar. Uma das alternativas encontradas é o banho de piscina, em rios, lagos e lagoas, cachoeiras ou praias. Em todas as situações há riscos de afogamento e é preciso tomar alguns cuidados. “Os riscos aumentam quando se mistura bebida alcoólica com o mergulho. O álcool reduz a capacidade motora e impede os movimentos constantes necessários para que a pessoa nade”, ressalta o dr. Deives Dias de Oliveira, coordenador de Urgência e Emergência do município.
A fim de evitar acidentes, a Secretaria da Saúde orienta sobre as melhores formas de se divertir e refrescar sem colocar a vida em risco. Piscinas – Seja no clube, em casa ou na chácara, a piscina é uma das opções mais procuradas pelo piracicabano. Sua aparente calmaria pode esconder diversos perigos. O principal deles é o ralo, que deve estar sempre tampado. Ao nadar próximo a saída de água, a pessoa pode ter uma parte do corpo sugada e ficar presa do fundo da piscina. “Deve-se ter cuidado especial com as crianças. É importante criar barreiras para evitar que cheguem à água sem um responsável por perto ou seu a utilização de boias ou coletes salva-vidas”, explica dr. Deives. Lagos e lagoas – São locais de águas escuras, fazendo do desconhecido o maior perigo. A falta de um ponto de referência também prejudica e, na tentativa de atravessar determinado local a nado, pode faltar forças e fôlego, interrompendo a travessia. Nessas horas também podem ocorrer câimbras. Animais, como cobras, são outros fatores de risco. Rios e cachoeiras – A falta de conhecimento do lugar também prejudica o nado nos rios. Os mergulhos de cabeça podem resultar em choques e causar sérios danos. “Os rios estão em constante atividade e mudam sua configuração facilmente. Onde ontem não havia nada, hoje pode ter uma pedra ou troco que foi arrastado pela correnteza. Essa mesma correnteza pode puxar o banhista para o fundo e causar o afogamento”, afirma dr. Deives. Praias – Embora Piracicaba não possua praias, muitas pessoas aproveitam as férias no litoral. O banho de mar traz dois grandes riscos ao banhista: a onda e a correnteza. Enquanto a onda vem por cima e pode derrubar a pessoa, a correnteza puxa por baixo e o leva para longe da areia. Por isso, é importante evitar ir muito fundo durante os mergulhos. “É imprescindível evitar o mergulho após ingerir bebidas alcoólicas. Geralmente as pessoas comem e bebem antes de nadar. Além da falta de coordenação motora, existe o perigo da congestão. Também não se deve superestimar sua capacidade de nadar e sim estabelecer limites seguros, independente da habilidade dentro d’água. É importante averiguar o local e a profundidade de onde mergulhar para evitar contusões na cabeça e coluna”, orienta o médico. O coordenador de Urgência e Emergência diz que em hipótese nenhuma se deve mergulhar para ajudar alguém que está se afogando: “O melhor a fazer é jogar para pessoa algo que flutue para que ela se segure, como um galho, remo ou até mesmo uma corda. Se a pessoa não tiver preparo suficiente para socorrer outra que está em perigo, há grande possibilidade de termos duas vítimas, pois, no desespero, quem está se afogando agarra a outra pessoa a acaba afundando ela”. A orientação é ligar para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) pelo número 192. “O médico irá dar orientações por telefone dos primeiros socorros enquanto a ambulância se desloca para o local do acidente. O manejo errado com o paciente pode desencadear em uma lesão ou trauma mais grave, como na coluna, e deixar a pessoa tetraplégica”, conclui dr. Deives, informando ainda que o próprio Samu entra em contato com o Corpo de Bombeiros caso haja necessidade.
