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Samu atende quase 18 mil casos no primeiro semestre de 2011

Por Comunicação Social / Publicado em 09/09/2011
Tempo de leitura: 7 minutos.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a cada dia está mais presente no cotidiano dos piracicabanos. Somente nos seis primeiros meses de 2011 foram 17.925 atendimentos, com média diária de 99 ocorrências. O Samu de Piracicaba dispõe de uma estrutura superior à sugerido pelo Ministério da Saúde.

A frota circulante de ambulâncias conta com seis Unidades de Suporte Básico (USB) e uma Unidade de Suporte Avançado (USA). A primeira é uma viatura tripulada por um condutor treinado como socorrista e um técnico de enfermagem, equipada para manter a vida da vítima. O Ministério da Saúde preconiza que deve haver uma USB para cada 150 mil habitantes. Piracicaba tem uma para cada 60 mil habitantes, ou seja, duas além do sugerido pelo Ministério. A viatura tipo USA também tem condutor treinado como socorrista, um enfermeiro, um médico e está equipada como UTI. É a ambulância que popularmente conhecid como UTI Móvel. O Ministério sugere uma ambulância deste tipo para cada 400 mil habitantes.

Além da frota que está nas ruas, a cidade conta, ainda, com quatro ambulâncias USB e uma USA de reserva para suprir momentos de manutenção dos veículos. Existe também outra USA equipada somente para transferências de pacientes para hospitais fora do município.

Dos atendimentos feitos pelo Serviço, cerca de 45% são ocorrências chamadas Atendimento Pré-Hospitalar (APH) secundário. São as chamadas onde as pessoas que já foram previamente avaliadas por um profissional em alguma unidade de saúde. Por exemplo, um paciente está na UPA (Unidade de Pronto Atendimento ou Pronto Socorro) e precisa de avaliação na COT (Central de Ortopedia e Traumatologia) ou exame especializado, ou também, para todas as internações hospitalares das UPAs para Santa Casa, HFC e hospitais fora do município. São cerca de 650 transportes para internações.

Os outros 55% dos atendimentos são Atendimento Pré-Hospitalar (APH) primário, ou seja, são ocorrências nas vias públicas, residências, escolas, empresas, fábricas etc. São traumas causados por acidentes de trânsito, quedas, ferimentos por arma de fogo, por arma branca, entre outros. Também se enquadram casos clínicos (falta de ar, convulsões, dor no peito, intoxicações, AVC, desmaios), pacientes psiquiátricos, gestantes e crianças. Todos os atendimentos são relatados via rádio ao Médico Regulador que define pra onde deverá ser encaminhado: UPAs, COT ou hospitais, dependendo do tipo de ocorrência.

A urgência no atendimento é determinada pelo Médico Regulador, que classifica as ocorrências por cores. Assim, o tempo resposta, que é o período entre a ligação ao 192 e o momento da chegada da ambulância no local, depende de vários fatores. Um deles é o grau de urgência da ocorrência. O outro é a distância e o tempo de deslocamento da viatura. As ocorrências mais graves são classificadas como vermelha, para as quais a liberação da viatura é praticamente imediata. São casos de vítima inconsciente, parada cardiorrespiratória e acidentes graves. Com gravidade considerada pouco menor estão as ocorrências classificadas como laranja, depois amarela e verde, que são as menos graves. Essa determinação é do Médico Regulador que conversa ao telefone com o solicitante, avalia e classifica a ocorrência.

Contudo, o trabalho no atendimento de urgências é prejudicado pelo grande número de trotes aplicados ao Samu. De todas as ligações recebidas, cerca de 20% informam uma falsa situação de emergência. “Geralmente são crianças a caminho de casa que ligam no 192 a cada telefone público que encontram. Graças ao treinamento que nossos funcionários recebem, sabem reconhecer quando se trata de trote”, conta o coordenador do Samu, Dr. Ariovaldo Marques. “Porém, alguns trotes são mais elaborados e chegam a causar a saída da ambulância com equipe médica. O trote sempre congestiona nossas linhas, desnecessariamente desloca uma viatura e expõe nossa equipe ao risco ao sair em velocidade. Além, é claro, do custo desperdiçado com a operação”, completa.

Para orientar e mostrar o trabalho realizado pelo Samu, assim como conscientizar as crianças de que o trote prejudica o atendimento de ocorrências, foi lançado em 2008 o projeto Samu na Escola. Na época, a cada 10 mil ligações recebidas, somente 3 mil eram ocorrências reais. O restante eram trotes ou pedidos de informações como, por exemplo, programação de cinema ou como funciona o sistema.

Quando chamar o SAMU?* Na ocorrência de problemas cardiorrespiratórios* Em casos de intoxicação exógena* Em caso de queimaduras graves* Na ocorrência de maus tratos* Em trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto* Em casos de tentativas de suicídio* Em crises hipertensivas* Quando houver acidentes/traumas com vítimas* Em casos de afogamentos* Em casos de choque elétrico* Em acidentes com produtos perigosos* Na transferência inter-hospitalar de doentes com risco de morte


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