Rede de Urgência e Emergência realiza reunião de planejamento estratégico para qualificar atendimentos
Vários temas foram abordados com foco na organização dos fluxos e melhorias dos processos
A Rede Municipal de Urgência e Emergência realizou uma reunião de planejamento estratégico com gestores, coordenadores e representantes das unidades, com o objetivo de analisar o cenário atual, identificar gargalos e definir ações para fortalecer e qualificar o atendimento prestado à população.

O encontro teve como foco a organização dos fluxos, a melhoria dos processos assistenciais e a construção de metas realistas, baseadas em indicadores e nas necessidades reais dos serviços.
Entre os principais pontos debatidos, esteve o cenário atual das UPAs, com análise do perfil de atendimento — média diária, picos e sazonalidade — além da classificação de risco, gargalos no fluxo, tempo de permanência prolongada e pacientes aguardando regulação. Também foram discutidas as principais queixas da população e indicadores críticos, como superlotação, evasão, óbitos e eventos adversos.
Na área de gestão da assistência, a reunião abordou a atualização e adesão aos protocolos assistenciais, o fluxo de pacientes crônicos, complexos e vulneráveis, além de estratégias para fortalecer a segurança do paciente, com foco na notificação de eventos, prevenção de lesões por pressão, quedas e erros de medicação. A humanização do atendimento e a comunicação com familiares também foram destacadas como prioridades.
PESSOAS COMO EIXO CENTRAL – O dimensionamento das equipes foi outro tema central, com avaliação das escalas, cobertura de plantões, banco de horas, absenteísmo e afastamentos, além do impacto direto desses fatores na assistência. O grupo também definiu a ampliação da capacitação contínua, com treinamentos em urgência, classificação de risco e protocolos clínicos.
No eixo de infraestrutura e manutenção, foram abordados o uso de equipamentos como respiradores, monitores, camas e macas, além da necessidade de manutenção preventiva e corretiva. Ambientes mais sensíveis, como ortopedia, salas de observação e anexos, também receberam atenção especial.
Já em suprimentos e apoio diagnóstico, o foco foi o abastecimento regular de medicamentos e insumos, a padronização de materiais e a otimização do fluxo de exames laboratoriais e de imagem.
A relação com a Central de Regulação, os tempos de resposta para transferências e os critérios de internação e alta foram analisados para tornar o fluxo mais ágil e seguro.
O grupo definiu ainda um conjunto de indicadores assistenciais e operacionais, com metas por unidade, monitoramento mensal e planos de ação para resultados fora do esperado.
Na área de comunicação e alinhamento institucional, foram pactuados fluxos oficiais, padronização de comunicados, integração entre coordenações, responsáveis técnicos e gestão central, além do alinhamento permanente com a Secretaria Municipal de Saúde.
FUTURO – O planejamento também traçou prioridades de curto, médio e longo prazo, com definição de projetos estruturantes, como reorganização de fluxos, ampliação de leitos, cronograma de execução e responsáveis por cada ação.
A iniciativa reforça o compromisso da Rede Municipal de Urgência e Emergência com a melhoria contínua dos serviços, a segurança do paciente e a oferta de um atendimento cada vez mais ágil, humano e resolutivo.
Participaram da reunião André Perez, da UPA Piracicamirim; Marta Reis, do Samu, Márcia Matos, da UPA Vila Sônia; Paula Cremaschi, da UPA Vila Cristina; Juliana Baldan, do Núcleo de Educação da Samu; Thaís Carvalho, do Anexo do Piracicamirim; Priscila Freitas, gerente de planejamento estratégico do Serviço de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde; Luzia Braga, gerente da Urgência e Emergência; Veridiane Ailton, da UPA Vila Rezende; Vânia de Fátima Guidi Pereira e Lucilene Diniz Torres, da COT (Central de Ortopedia e Traumatologia).
“Esse planejamento marca um novo momento para a rede de urgência e emergência. Estamos olhando para os dados, para a realidade das unidades e, principalmente, para as pessoas que dependem do nosso atendimento. Nosso foco é organizar os fluxos, reduzir gargalos e garantir mais segurança e qualidade no cuidado,” aponta Priscila Freitas.