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Radiais dão maior fluidez ao tráfego de veículos

Por Comunicação Social / Publicado em 10/08/2010
Tempo de leitura: 6 minutos.

No Plano de Mobilidade Viária do Município, a Prefeitura investiu na viabilização de seis importantes radiais na cidade: Estrada do Bongue e as avenidas Pompeia, Rio das Pedras, Francisco Luiz Rasera, Rui Teixeira Mendes e Cristovão Colombo. Por radial se entende uma rua ou avenida que interliga o centro à periferia da cidade e também ao anel viário. Essas vias, de acordo com o diretor-presidente do Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba (Ipplap), João Chaddad, servem para dar maior fluidez no tráfego de veículos e, assim, evitam que o sistema viário fique saturado.

De acordo com Chaddad, o Plano de Mobilidade Viária foi aprovado em 2007 junto com o Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável de Piracicaba. Neste plano, foi levado em consideração a questão da mobilidade, que é tudo o que se move no município. “É um conceito abrangente, que envolve diversos componentes, como os motoristas, pedestres, a conservação dos veículos e, principalmente, o sistema viário”.

Esse sistema, por sua vez, é o elemento que liga todas as áreas do município. “No sistema viário existe uma hierarquia, onde o mais importante é o anel viário, que evita que caminhões e outros veículos passem pelo centro da cidade e, assim, não saturem ainda mais o trânsito. Em Piracicaba, rodovias como a Fausto Santomauro (SP-127), Margarida da Graça Martins (SP-135), Samuel de Castro Neves (SP-147), Luiz de Queiroz (SP-304) e Hermínio Petrin (SP-308) absorvem 75% do movimento que vem à cidade”, disse.

Em segundo lugar, na hierarquia do sistema viário, encontram-se as radiais formadas por ruas e avenidas. Elas têm a função de interligar o centro à periferia da cidade e também ao anel viário, auxiliando na fluidez do tráfego. “Exemplos naturais de vias que se tornaram radiais são as ruas XV de Novembro e Moraes Barros. Outro importante exemplo de radial diagonal é a avenida Armando Salles de Oliveira, que faz o trânsito fluir mais rápido sentido Tietê a Águas de São Pedro”, explicou.

Chaddad destacou que, no Plano de Mobilidade Viária, o grande diferencial é investimento nas radiais, que possuem características modernas, como a pista dupla. “Elas são um grande paliativo para tentar melhorar o trânsito”. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, na cidade estão registrados 213.309 veículos, sem contabilizar os que vêm de fora. “As radiais servem como uma artéria que corta a cidade, diminuindo o fluxo de veículos”, destacou.

Entre as seis radiais viabilizadas nessa Administração, encontra-se a Estrada do Bongue, com 3 km. Ela está incluída na Radial Norte-Sul, uma alternativa de tráfego de veículos entre o distrito de Santa Terezinha e o Centro da cidade. Também serve para os motoristas que vem de Águas, São Pedro, Santa Maria e Charqueada, sendo uma nova rota para “cortar” a cidade sem cruzar a Vila Rezende, principalmente nos horários de pico.

A avenida Pompeia, com 2,5 km é uma importante ligação da região do Piracicamirim/Morumbi com a Rodovia do Açúcar, passando pelos bairros Altos da Pompeia, Pompeia, Alvorada I, II e III, Chapadão e outros. Esta avenida, junto com a Rio das Pedras (com 2 km e fluxo de 8 mil veículos / dia), também desafoga o trânsito na avenida Dois Córregos.

A Prefeitura também investiu na duplicação da avenida Francisco Luiz Rasera, com 1,3 km, atendendo mais de 15 mil moradores. A obra foi reivindicada há mais de 20 anos. Ela interliga a região do Caxambu com Água Branca, beneficiando também os moradores dos bairros Parque Água Branca, Serra Verde, Jardim Oriente, Astúrias e Ari Coelho. Outro investimento da Administração foi a duplicação da avenida Cristovão Colombo, importante via que liga o Algodoal à Santa Terezinha.

Chaddad explicou que, no Plano de Mobilidade, as radiais se unem às pontes e, assim, formam um conjunto que permite a fluidez. “No caso de Piracicaba, podemos dizer que a cidade se divide em duas por causa do rio. Há cerca de 250 mil pessoas de um lado (região Central) e 120 mil do outro (região da Vila Rezende). As pontes, ao se unirem às radiais, fazem essa conexão dessas duas regiões. Por isso a importância do investimento na nova ponte do Lar dos Velhinhos, Vila Rezende e, agora, na nova ponte do Mirante”, destacou.


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