Proprietários de padarias e açougue recebem orientação do Procon

Os donos de açougues e padarias de Piracicaba se reuniram na noite de terça-feira, 25, no Anfiteatro da Secretaria de Educação, com o Procurador Geral do Município e Diretor do Procon, Drº Mauro Rontani. O encontro teve caráter orientativo e visou proporcionar uma melhor interação entre o órgão de proteção ao consumidor e as entidades que representam estes segmentos de consumo.
De acordo com Rontani, este encontro permite que o empreendedores tenham mais acesso às orientações do órgão de defesa do consumidor e se mantenham informados sobre a legislação da área de consumo. “Nossa intenção não é multar as empresas, mas fazer com que a lei se cumpra, dentro do que prevê o Código de Defesa do Consumidor”, destacou o diretor do órgão, destacando não ser necessário dar prazo para se adequarem, pois “acredito que com estes esclarecimentos, os problemas serão sanados, assim como fizeram os donos de postos de combustíveis e os bancos, os primeiros a se reunirem com representantes do órgão”.
O Procurador está preocupado como alto índice de problemas verificado nos estabelecimentos. Das 35 unidades vistoriadas pelo órgão, 22 apresentaram irregularidades, indo desde produtos vendidos sem informação sobre presença de glúten, produtos sem indicação de preço e venda de mercadorias vencidas, itens sem prazo de validade e venda de carne pré-moída. “São situações que não podem, ocorrer, pois prejudicam muito o consumidor”.
Segundo Mauro Rontani, os fiscais do Procon têm realizado visitas orientativas aos estabelecimentos comerciais deste segmentos e observamos que alguns proprietários ainda tem dúvidas. “Por este motivo decidimos realizar esta reunião para tirarmos todas as dúvidas e prestarmos as informações necessárias, para que todos se

adequem à legislação”.
A presidente da Apapir, (Associação da Indústria de Panificação e Confeitaria de Piracicaba e Região), Elizabete Mazeru, avaliou como sendo positivo o encontro. “Considero essencial manter o diálogo permanente com o Procon, para mantermos uma relação de consumo saudável. Não vemos o Procon como órgão punitivo, mas sim mediador, que faz o seu papel de nos orientar sobre as práticas corretas. A nossa intenção é sempre atender o consumidor da melhor forma possível”.
