Projeto prevê nova estrutura administrativa para o Semae
O Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) encaminhou à Câmara de Vereadores, projeto de lei que prevê mudanças na sua estrutura administrativa. Serão criados 91 cargos, que vão corrigir desvios de função, melhorar o organograma . O impacto no orçamento da autarquia será de R$ 1,8 milhão/ano.
O presidente do Semae, Vlamir Schiavuzzo, disse que, nos últimos anos, a autarquia cresceu muito e, além da correção de desvios, ainda serão criados novos cargos para o preenchimento por concurso público. Ele lembrou, por exemplo, que foram construídos 15 novos reservatórios e criadas 3 regionais. Todos estes novos setores e outros que foram ampliados, dependem de servidores para mantê-los em funcionamento.
Na justificativa do projeto, a direção do Semae explica que a sua estrutura ficou estagnada por quase 20 anos, independente do crescimento das redes de água e de esgoto e do número de consumidores. “Prestamos à população trabalho ininterrupto, que requerem adequação das jornadas dos servidores”, falou Vlamir.
Uma das propostas da nova estrutura do Semae é a criação da jornada de 12 x36 horas para os operadores e encarregados das bombas de captação, tratamento e distribuição d´água. São setores que funcionam 24 horas e a jornada de trabalho continua de 8 horas/dia, o que contraria leis. A mudança também atende ao pedido do sindicato da categoria.
Outro conquista importante será a formatação de novo organograma do Semae, que estava defasado e já não mais atendia à estrutura das novas unidades de “Gerência Regional”, e ainda será criado, oficialmente, o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho(Sesmet/Semae).
Além da criação de 91 cargos, a reestruturação prevê a extinção de 73 outros, alguns já vagos e outros na vacância. Vlamir salientou que, com esta reestruturação, o Semae continuará inovando e melhorando o atendimento à população nos seus serviços básicos.
Prefeitura promoverá Workshop Ambiental no 2.º semestre
A Prefeitura de Piracicaba vai promover no segundo semestre deste ano, o 1.º Workshop Ambiental, com exposições de experiências ambientais e ciclo de palestras sobre preservação, recuperação e políticas públicas em defesa do meio ambiente. O objetivo é divulgar ações de empresas, ONGs e do setor público, em busca de uma sociedade sustentável. A organização do evento é da Prefeitura, envolvendo principalmente as secretarias de Meio Ambiente (Sedema) e de Governo.
Segundo Barjas Negri, a ideia surgiu do Workshop de Qualificação Profissional promovido pela Secretaria de Trabalho e Renda (Semtre), que envolveu praticamente todas as escolas técnicas da cidade para que apresentassem seus cursos e orientassem os estudantes da rede pública sobre o mercado de trabalho em que atuam. “O público-alvo foi os alunos do Ensino Médio, que já estão em vias de decidir sobre sua vida profissional. Eles receberam informações estimulantes para despertar o interesse pelos cursos técnicos profissionalizantes”, disse o prefeito.
Com o objetivo de divulgar ações municipais relacionadas à defesa do meio ambiente, Barjas Negri colocou a proposta aos secretários para organizar o 1.º Workshop Ambiental de Piracicaba, que acontecerá em outubro, no Engenho Central. Para o secretário de Meio Ambiente, Rogério Vidal, o Workshop será uma oportunidade para a exposição de trabalhos que são desenvolvidos na cidade em defesa do meio ambiente. “Será uma oportunidade das empresas e ONGs divulgarem suas experiências positivas”, falou Vidal
Como exemplos da iniciativa privada, Rogério Vidal destacou: o reaproveitamento da areia de fundição (Femaq); a confecção de vassouras a partir de garrafas pet; a coleta de toda sucata de Piracicaba e região que se transforma em aço (Arcellor/Mittal); o recolhimento de papel e papelão para produção de caixas (Klabin); a reindustrialização de óleo de motores (Lu Brasil) e a experiência da Coplacana, que incentiva seus associados a devolveram as embalagens de defensivos agrícolas à cooperativa, evitando o seu reuso entre outras.
Sobre os projetos da Prefeitura, Vidal citou as experiências do projeto social Reciclador Solidário, que recolhe 150 toneladas/mês de produtos recicláveis todos os meses. Ainda deu como exemplos o projeto “Piracicaba mais verde”, responsável pelo plantio de 560 mil árvores nos últimos seis anos, e a coleta de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, evitando que metais pesados sejam lançados na natureza.
Para o secretário de Governo, José Antônio Godoy, a Prefeitura, além de mostrar seus projetos, quer incentivar as empresas e ONGs a divulgarem suas ações em defesa e recuperação do meio ambiente. A proposta, como relatou o secretário, é de que sejam montados stands no Engenho Central, com material impresso, vídeos e oficinas, que darão suporte às palestras.
Ainda segundo o secretário Godoy, dezenas de empresas têm experiências positivas que precisam ser apresentadas aos jovens e à sociedade de Piracicaba e região. “A cidade já tem projetos pioneiros relacionadas à defesa do meio ambiente. Lembro, por exemplo, do reaproveitamento de pneus no asfaltamento de ruas, do entulho de construção transformado em sub-base para aplicação nas estradas rurais e da experiência do Carrefour, que eliminou as sacolinhas plásticas. Nos aterros, estas sacolinhas demoram décadas para se decomporem. Queremos mostrar o quanto Piracicaba trabalha, muitas vezes silenciosamente, na defesa do meio ambiente”.
Para Barjas Negri, além do aspecto conceitual, que envolve o entendimento sobre a sociedade e sua relação com o meio ambiente, há a necessidade de se promover ações práticas para facilitar a aplicação das novas leis ambientais, que exigem a promoção de mudanças culturais em prol do desenvolvimento sustentável, envolvendo a redução, reciclagem, reuso, reutilização e o repensar os resíduos sólidos.
O evento, organizado pela Prefeitura, terá o apoio das secretarias de Educação, Saúde, Semae, Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Obras, Ação Cultural, Emdhap, Turismo e Agricultura. Até o final do mês, a Prefeitura vai divulgar informações para quem quiser participar como expositor.
As entidades ambientais, como Cetesb e DPRN, os cursos superiores da área ambiental serão convidados a participar do 1.º Workshop, porque a Prefeitura entende que têm grandes contribuições a dar. Barjas sugeriu também que a Sedema e a Secretaria de Governo conversem com a Câmara para divulgar as leis ambientais.
