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Projeto da Secretaria de Saúde promove alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil

Por Comunicação Social / Publicado em 05/09/2013
Tempo de leitura: 4 minutos.

Promovido com o objetivo de promover a alimentação saúdável e prevenir a obesidade infantil na população atendida pelas unidades da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, o projeto “Piracicaba com sáude. É hora de comer melhor!” concluiu mais uma turma nesta segunda-feira (2).

Organizado pela CPAN (Coordenadoria em Programas de Alimentação e Nutrição), o curso Interanutri, que integra o projeto, capacita enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde para o atendimento das famílias assistidas pelas unidades. “O curso permite que os profissionais tenham uma noção básica para orientar as famílias e as crianças sobre a alimentação correta e um olhar diferenciado com relação à obesidade infantil, permitindo assim a prevenção de doenças e a promoção da saúde junto à população”, afirma a nutricionista Márcia Juliana Cardoso, coordenadora da CPAN.

Segundo Márcia, os participantes deste módulo do curso apresentaram sete projetos que abordam temas como crianças com risco de obesidade e gestantes com ganho excessivo de peso. “Em uma das unidades foi proposto inclusive um cardápio com receitas diferenciadas para estimular o consumo de verduras e legumes entre as gestantes”, disse.

Com aulas pela internet e cinco encontros presenciais, o curso teve apoio da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu. A ideia, de acordo com Márcia, é promover uma segunda etapa do curso com professores da rede municipal.

OBESIDADE Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde na terça-feira (3) aponta que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. Em 2006, o índice era de 43%.Entre os homens, o excesso de peso atinge 54% e entre as mulheres, 48%.

O estudo também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Em 2006, quando os dados começaram a ser coletados pelo Ministério, o índice era de 11%. O aumento atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Na primeira edição da pesquisa, 11% dos homens e 11% das mulheres estavam obesos. Atualmente, 18% das mulheres estão obesas. Entre os homens, a obesidade é de 16%.

Apesar de a obesidade estar relacionada a fatores genéticos, há importante influência significativa do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados no aumento dos índices brasileiros. Forte aliado na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, o consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros.

Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de cinco ou mais porções ao dia. Outro indicador que preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente. Os refrigerantes também têm consumidores fieis – 26% dos brasileiros tomam esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana.


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