Programa de Úlceras e Feridas atendeu mais de mil pessoas este ano
Funcionando desde 2010 no Centro de Atenção à Doenças Metabólicas (Cadme), o Programa de Úlceras e Feridas funciona às segundas, quartas e sextas-feiras, das 07h às 11 horas.
Com objetivo de atender pacientes com feridas crônicas (como úlceras vasculares, diabéticas e por pressão, entre outras), o atendimento é realizado por médicos vasculares e uma equipe de enfermagem. “Os pacientes que necessitam desse acompanhamento devem procurar sua Unidade de referência (UBS ou PSF) para que, após avaliação médica, sejam encaminhados através do sistema Olostech®, com guia de referência”, explica a enfermeira Karina Corrêa.
Atualmente existem cerca de 240 pacientes realizando tratamento, a cada semana são oferecidas, em média, 12 novas vagas.
Em 2012, entre novas consultas e retornos, o programa realizou 2243 atendimentos. Este ano, no período de janeiro a maio, já

foram realizados 1019 atendimentos.
O que são feridas crônicas?
As feridas podem ser classificadas, de acordo com o tempo de cicatrização, em agudas e crônicas. As feridas agudas são originadas de cirurgias ou traumas e a reparação ocorre em tempo adequado, sem complicações. Já as feridas crônicas, são aquelas que não cicatrizam em tempo esperado e, geralmente, apresentam complicações.
De acordo com Karina, existem alguns fatores que podem afetar o processo de cicatrização, como a idade, a imobilidade, o estado nutricional, doenças associadas e o uso de medicamentos contínuos, principalmente as drogas imunossupressoras. “Embora esses fatores muitas vezes não possam ser eliminados, os mesmos devem ser controlados. Os mais importantes são a localização anatômica da ferida, a presença de infecção, tecido desvitalizado entre outros, os quais

interferem diretamente na escolha do tratamento local”, explica.
A avaliação da ferida deve ser periódica e é importante acompanhar a evolução do processo cicatricial.
“Vale ressaltar, que para haver sucesso no tratamento das feridas, deve-se considerar e tratar as patologias causadoras e controlar os fatores que dificultam sua cicatrização, não sendo suficiente focar o tratamento apenas na lesão. É imprescindível, nesse contexto, que o usuário seja acompanhado tanto no ambulatório, quanto na sua Unidade de Referência (UBS ou PSF)”, afirma Karina.
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