Presença de quatis e saruês em áreas urbanas exige cuidados da população
Divisão de Proteção Animal orienta sobre medidas simples que ajudam a reduzir a atração desses animais para áreas urbanas e contribuem para o equilíbrio ambiental
A presença de quatis e saruês em áreas urbanas de Piracicaba tem se tornado cada vez mais frequente e chama a atenção para os desafios da coexistência entre a população e a fauna silvestre. O principal fator que contribui para o aumento da presença dessas espécies na cidade é a disponibilidade de alimento. O descarte irregular de lixo, aliado ao hábito de algumas pessoas de oferecer comida aos animais, favorece sua permanência e reprodução nesses ambientes. Com acesso facilitado a restos de alimentos, eles passam a depender menos de seus comportamentos naturais de busca por recursos na natureza.


Outro ponto de atenção é a saúde pública. A aproximação excessiva entre pessoas e animais silvestres eleva o risco de transmissão de doenças e expõe os próprios animais a situações inadequadas para sua sobrevivência e bem-estar, além de também oferecer riscos às pessoas.
A Divisão de Proteção Animal, vinculada à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, alerta que a concentração de quatis e saruês em áreas urbanas pode provocar desequilíbrios ambientais, afetando a dinâmica entre espécies e alterando o funcionamento dos ecossistemas locais. Além disso, animais condicionados à alimentação humana podem apresentar mudanças de comportamento, aumentando o risco de acidentes e conflitos com a população.
Diante desse cenário, a Divisão reforça que a prevenção é a forma mais eficaz de reduzir a presença desses animais em áreas urbanizadas e preservar o equilíbrio ambiental. Ainda explica que atitudes simples, como não alimentar os animais silvestres e descartar o lixo de forma correta, são fundamentais para evitar a aproximação de quatis e saruês. Medidas como o uso de lixeiras com tampas seguras e o respeito aos dias e horários da coleta também ajudam a reduzir a oferta de alimento e, consequentemente, a atração desses animais para a área urbana. Essa adaptação pode gerar impactos importantes.
A Prefeitura mantém parcerias com entidades que realizam o monitoramento da presença dessas espécies no município e avalia constantemente alternativas que conciliam a proteção da fauna, a segurança da população e o equilíbrio ambiental. Medidas de manejo e controle são analisadas de forma técnica e aplicadas apenas quando há necessidade comprovada.