Portal do Município de Piracicaba

Presença de quatis e saruês em áreas urbanas exige cuidados da população

Divisão de Proteção Animal orienta sobre medidas simples que ajudam a reduzir a atração desses animais para áreas urbanas e contribuem para o equilíbrio ambiental

Por CCS / Publicado em 16/06/2026
Tempo de leitura: 3 minutos.

A presença de quatis e saruês em áreas urbanas de Piracicaba tem se tornado cada vez mais frequente e chama a atenção para os desafios da coexistência entre a população e a fauna silvestre. O principal fator que contribui para o aumento da presença dessas espécies na cidade é a disponibilidade de alimento. O descarte irregular de lixo, aliado ao hábito de algumas pessoas de oferecer comida aos animais, favorece sua permanência e reprodução nesses ambientes. Com acesso facilitado a restos de alimentos, eles passam a depender menos de seus comportamentos naturais de busca por recursos na natureza.

A imagem mostra um saruê espreitando por entre as folhas verdes e largas de uma planta tropical, que lembra uma bromélia. O gambá está centralizado na foto, com o rosto claro e uma faixa escura no meio, além de um focinho rosado e orelhas arredondadas e escuras. Suas pequenas patas dianteiras com garras estão visíveis, segurando uma folha. A iluminação parece ser de um flash, destacando os detalhes do pelo do animal e criando um brilho nos olhos. O fundo está escuro, indicando que a foto foi tirada à noite. A composição é bastante íntima, capturando o gambá em uma postura curiosa e alerta, com detalhes nítidos das folhas e do animal.
Presença de saruês em áreas urbanas também exige cuidados da população
A imagem mostra dois quatis (Nasua nasua) em um galho grosso e envelhecido de uma árvore. Os quatis estão próximos um do outro, parecendo interagir. O quati à esquerda está um pouco mais alto, olhando para baixo em direção ao outro, que está mais baixo no galho, com a cabeça inclinada para baixo. Eles têm focinhos longos e flexíveis, marcas faciais que parecem uma máscara e pelagem marrom acinzentada e áspera. As patas são escuras e com garras, agarrando firmemente a casca rugosa da árvore. A iluminação é natural e suave, destacando a textura do pelo dos animais e da casca da árvore. O fundo está desfocado, sugerindo um ambiente externo, possivelmente um recinto ou habitat natural, com luz filtrada. A composição transmite um momento íntimo de interação social entre os dois quatis.
O descarte irregular de lixo, aliado ao hábito de algumas pessoas de oferecer comida aos animais, favorece sua permanência e reprodução nesses ambientes

Outro ponto de atenção é a saúde pública. A aproximação excessiva entre pessoas e animais silvestres eleva o risco de transmissão de doenças e expõe os próprios animais a situações inadequadas para sua sobrevivência e bem-estar, além de também oferecer riscos às pessoas.

A Divisão de Proteção Animal, vinculada à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, alerta que a concentração de quatis e saruês em áreas urbanas pode provocar desequilíbrios ambientais, afetando a dinâmica entre espécies e alterando o funcionamento dos ecossistemas locais. Além disso, animais condicionados à alimentação humana podem apresentar mudanças de comportamento, aumentando o risco de acidentes e conflitos com a população.

Diante desse cenário, a Divisão reforça que a prevenção é a forma mais eficaz de reduzir a presença desses animais em áreas urbanizadas e preservar o equilíbrio ambiental. Ainda explica que atitudes simples, como não alimentar os animais silvestres e descartar o lixo de forma correta, são fundamentais para evitar a aproximação de quatis e saruês. Medidas como o uso de lixeiras com tampas seguras e o respeito aos dias e horários da coleta também ajudam a reduzir a oferta de alimento e, consequentemente, a atração desses animais para a área urbana. Essa adaptação pode gerar impactos importantes.

A Prefeitura mantém parcerias com entidades que realizam o monitoramento da presença dessas espécies no município e avalia constantemente alternativas que conciliam a proteção da fauna, a segurança da população e o equilíbrio ambiental. Medidas de manejo e controle são analisadas de forma técnica e aplicadas apenas quando há necessidade comprovada.


Secretarias e Outros órgãos

Este site utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Ao continuar navegando, você concorda com nossa política de privacidade.