Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente realiza encontro para formação e orientação de educadores
Como construir juntos um planeta sustentável? Sobre esta pergunta, alunos e professores vão refletir e buscar respostas durante as atividades da 17ª edição do Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente – PAMMA, que mobiliza 74 escolas públicas e particulares dos municípios de Piracicaba, Iracemápolis e Rio das Pedras. O PAMMA é voltado aos alunos de todos os ciclos do Ensino Fundamental.
Como primeira etapa do projeto, o curso de formação de educadores, realizado na manhã de ontem (08/03), foi ministrado pelo Professor Doutor em Gestão e Educação Ambiental, Jorge Henrique da Silva e contou com a participação de 44 professores da Rede Municipal de Ensino, no Anfiteatro da ArcelorMittal Piracicaba. O Secretário Municipal de Educação Gabriel Ferrato e as Supervisoras de Ensino Maria Aparecida Vila Nova e Mara Oliveira também compareceram.
Durante o curso de formação, os professores receberam o material didático, discutiram sobre o tema e foram orientados quanto à execução do projeto, integrado ao conteúdo programático de cada instituição de ensino. Ao final do projeto, para responder “como construir juntos um planeta sustentável”, os alunos do 1º ao 5º anos deverão criar um desenho e os estudantes do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental, uma redação.
A coordenadora dos Projetos Sociais da ArcelorMittal Piracicaba, Ana Lúcia Scagnolato enfatiza a importância da parceria entre a empresa as instituições de ensino. “O Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente é um programa que orienta para a educação ambiental, com vistas à valorização e preservação do meio ambiente. A parceria com as escolas é extremamente importante, pois remete os participantes à reflexão sobre o assunto de modo que não seja apenas um fim da educação formal, mas um conhecimento para a vida toda, que poderá ser perpetuado entre as gerações futuras”.
O curso de formação terá um segundo oferecimento no próximo dia 13/03, quando será oferecido aos professores das redes estadual e particular de Ensino. Em Piracicaba, a etapa final do PAMMA 2011 deve acontecer em setembro, com de premiação dos desenhos e redações dos projetos desenvolvidos pelas escolas, e suas respectivas avaliações. Os melhores trabalhos concorrem ainda a etapa corporativa, organizada pela Fundação ArcelorMittal Brasil.
COOPERAÇÃO E SUSTENTABILIDADE – Como construir juntos um planeta sustentável?
O valor da cooperação é um dos pontos primordiais do projeto. Entre as principais expectativas para este ano, a coordenadora do projeto destaca a valorização do trabalho conjunto: “Ele é condição imprescindível para a obtenção de resultados de sucesso, desafio este explícito no tema Ideias para sustentar o mundo, incluindo neste ano a reflexão de ‘Como construir juntos um planeta sustentável’? Na educação ambiental, vista como um processo que não apresenta resultados imediatos, há necessidade sempre do trabalho coletivo e consciente. Assim, espera-se que os resultados dos desenhos e redações dos escolares expressem os apelos, reflexões e possíveis ações para o alcance da tão almejada sustentabilidade”.
A professora alfabetizadora Daniela Canale Brancatti, da Escola Municipal Enedina Lourenço Vieira, participa do projeto há cinco anos e aponta a conscientização ambiental como aspecto fundamental do PAMMA. Para este ano, ela já tem planos para realização das atividades do projeto. “Uma das ideias que tenho para este ano é fazer o resgate histórico da escola, que foi construída dentro de uma pedreira. Pretendo fazer um trabalho interdisciplinar que envolva produção de textos, integração com a família por meio de entrevistas”, conta.
Já a professora Glória Maria Ávila Costa, da Escola Municipal Raquel de Queiroz, participou do curso de formação pela primeira vez, mas desenvolve as atividades do Prêmio desde 2003, destaca o incentivo e a dinâmica do projeto. “O material é muito interessante. Quando se pensa em um trabalho com ações, pensa-se também em valores. As famílias, pelo menos as mais jovens, parecem não saber mais como lidar com os valores, eles estão ficando para trás”, explica.
Para a coordenadora da escola Raquel de Queiroz, Eliana Aparecida Rodrigues, o projeto, além das escolas, move a comunidade e a família. Ela afirma que “o empenho é maior quando há interação entre família, escola e empresa”.
