Prefeitura estuda a construção de gatil
A prefeitura está estudando a construção de um gatil para receber os gatos abandonados pela cidade, especialmente aqueles que vivem no Cemitério da Saudade, onde concentra um número elevado desses animais. O assunto não é novo e requer alguns cuidados legais para sua efetivação. Além da criação do espaço específico, que requer investimento público, a prefeitura terá que realizar convênio para que a unidade seja gerida por alguma ONG da cidade, especializada no atendimento de animais, custeada pela prefeitura. Em junho foram iniciadas as discussões técnicas para o empreendimento com base em uma proposta do vereador Capitão Gomes (PP) e uma solicitação do Ministério Público, que se demonstrava preocupado com as notícias que circulava pela imprensa sobre uma onda de extermínio dos felinos que vivem no cemitério. Na primeira discussão com o secretário do Meio Ambiente, Rogério Vidal, o vereador Pedro Kawai (PSDB) e o veterinário do Centro de Controle de Zoonose, Paulo Lara Nogueira, foi feito um diagnóstico da realidade. O maior problema da permanência dos gatos no cemitério é fato de atraírem morcegos, o que pode levar à contaminação pela raiva e a consequente disseminação rápida da doença no bando, o que colocaria em risco todos os moradores da região do cemitério. Os gatos abandonados são um problema de saúde pública, inclusive pelo fato de serem erradios e de difícil captura para vacinação. Lara Nogueira explicou que o gato tenta caçar o morcego. “É aí que mora o perigo, porque o morcego pode estar com raiva e, se mordê-lo, transmite a doença. O vírus da raiva se aloja na unha do gato pela saliva, quando ele lambe a própria pata, e pode chegar ao ser humano pelo arranhão”. O veterinário disse também que não deveria ser competência da prefeitura fazer a gestão do gatil. “A ação do poder público deve ser no sentido da prevenção e não da geração de estruturas que exija servidores públicos para sua administração. Por isso a ideia do convênio com uma ONG que receberia subsídios da prefeitura”. Vidal disse que está agendada para a semana que vem uma reunião com o secretário de Saúde, Pedro Mello, “quando apresentaremos os estudos que estão sendo feitos para a construção do gatil e os custos para sua manutenção”. Dessa reunião, se os números forem compatíveis com o Orçamento disponível, deve sair uma orientação definitiva sobre o empreendimento. “A palavra final, obviamente, será do prefeito Gabriel Ferrato, com quem nos reuniremos em seguida para bater o martelo em relação ao projeto ou encontrarmos juntos uma alternativa”, concluiu o secretário.
