Prefeitura está construindo mais quatro ecopontos
A Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sedema), está construindo mais quatro ecopontos que devem entrar em operação ainda no primeiro semestre: dois no bairro Mário Dedini, um no Boa Esperança e outro em Ártemis. Com as novas unidades, a cidade terá uma rede com 9 pontos estrategicamente localizados para o descarte de resíduos sólidos, em volumes de até um metro cúbico, equivalente a uma caixa de água de mil litros, atendendo assim, pequenas reformas domésticas, descartes de utensílios, móveis e recicláveis em geral, bem como material de jardim, além de lâmpadas e baterias. Os cinco já em operação são: dois no Bosques do Lenheiro, um no Monte Rey, um no Jardim Oriente e um no Cecap. De acordo com o engenheiro da Sedema, Márcio Antônio Maruko, os locais foram escolhidos com base em estudos das regiões que mais geram resíduos sólidos e que precisam do apoio do poder público para facilitar o descarte de maneira ecologicamente sustentável. “Houve uma relação na escolha entre potencial de desenvolvimento dos bairros e condições socioeconômicas dos seus moradores”, explicou.
Para firmar o compromisso da população local com o descarte responsável, a Sedema desenvolve, por intermédio do Núcleo de Educação Ambiental (NEA), oficinas educacionais periódicas com as crianças nos ecopontos e em escolas para que elas se tornem multiplicadoras naturais junto aos seus familiares de uma conduta ecologicamente correta. Os agentes do Programa de Saúde da Família (PSF) também contribuem para a disseminação de conceitos sobre desenvolvimento sustentável, saúde integrada e qualidade de vida tanto em visitas às famílias como em encontros que costumam acontecer com associações de moradores. Isso não significa que os objetivos esperados pela prefeitura estejam sendo alcançados à risca, porque a resposta da população não é uniforme. De acordo com Celise Oliveira Romanini, da Divisão de Resíduos Sólidos, da Sedema, há bairros em que os ecopontos foram incorporados pela comunidade local e se tornaram exemplos de bom funcionamento. “Temos o ecoponto do Jardim Monte Rey, em que os moradores não só reconheceram a importância da unidade e fazem o descarte corretos dos seus resíduos como estão sempre atentos sobre tudo o que acontece por lá. Tanto é que pediram para o serviço ser encerrado às 17 horas, com o fechamento do portão, para evitar que o espaço seja usado indevidamente por pessoas mal intencionadas”, contou. Celise Oliveira disse também que o primeiro ecoponto instalado no Bosques do Lenheiro se tornou mais um exemplo de eficiência depois de um longo período de trabalho educacional e de conscientização das crianças e moradores da região pelo NEA e PSF local. “O resultado apareceu e isso nos estimula muito. Porém, há outros ecopontos em que impera o vandalismo e as pessoas jogam lixo até nas proximidades do local de descarte, em áreas verdes, mas não no lugar certo, causando impacto ambiental e um transtorno imenso ao Sedema, que precisa fazer o serviço dobrado. Isso ocorre mesmo com os trabalhos de conscientização que temos realizado. É difícil até entender o porquê de tanta resistência por algo que está sendo feito para o bem comum e com o conhecimento de todos”, observou. Em alguns ecopontos tem havido inclusive destruição de coletores de pilhas e papeleiras, o que encarece o serviço à população, porque tais suportes precisam ser comprados pela prefeitura e substituídos periodicamente. Segundo Antônio Maruko, o bairro Mário Dedini está passando por uma fase de desenvolvimento acelerado. As famílias estão fazendo reformas em seus imóveis constantemente e precisam de um espaço mais próximos para levar os resíduos. Por enquanto, os locais mais próximos são os ecopontos do Bosques e a distância tem facilitado o descarte irregular pelo meio do caminho. A ampliação do número de ecopontos está diretamente relacionado a essa realidade, já que o volume de resíduos sólidos descartado em áreas verdes ainda é maior do que o volume descartado em ecopontos.
Em 2013, por exemplo, as áreas verdes receberam 9.841 toneladas de lixo, enquanto nos ecopontos chegaram 8.685 toneladas. “Entendemos que aproximar os ecopontos das comunidades que mais demandam o serviço deve ser uma forma de ampliar o controle ambiental e a eficácia de nossas campanhas de conscientização”, observou Maruko. A dinâmica dos ecopontos pode ser percebida em números: em 2013 eles receberam 73 mil quilos de sofás e cerca de 15 mil toneladas de rejeitos e entulhos. Para facilitar o trabalho de descarte, praticamente todos eles ficam com o portão aberto, inclusive nos finais de semana. Menos o do Monte Rey, por solicitação da comunidade local.
