Prefeitura apresenta pesquisa sobre mercado informal
A prefeitura de Piracicaba, por intermédio da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (Semtre), apresentou à imprensa nesta quarta-feira, 14, os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) sobre o mercado informal de Piracicaba e os caminhos que vêm sendo seguidos pelos trabalhadores para a formalização de suas atividades na categoria Microempreendedor Individual (MEI).
O encontro reuniu o prefeito Gabriel Ferrato, os secretários de Trabalho e Renda (Semtre), Sergio Fortuoso, de Desenvolvimento Econômico, Tarcisio Mascarin e o de Finanças, Ademir Leite, professores da Esalq, Unimep, Fumep e estagiários que trabalharam na pesquisa.
Participaram da elaboração e desenvolvimento da pesquisa o professor Eduardo Eugênio Spers e a professora Heliani Berlato dos Santos, ambos do Departamento de Economia, Administração e Sociologia, da Esalq-USP, além de alunos de graduação.
A pesquisa nasceu devido à percepção da Semtre de que o setor informal, apesar de sua especificidade, tem se transformado nos últimos anos e muitas pessoas estão em busca da formalização. No entanto, nem sempre estão devidamente orientadas para este fim, o que exigiria uma atuação pontual do setor público para equacionar essa questão.
O primeiro grupo pesquisado foi os ambulantes, que atuam na praça José Bonifácio, no camelódromo, trailer e os fixos que estão em diversos pontos da cidade. Foram mais de 30 horas de gravação, que responderam vários questionamentos como capacitação, concorrência, espaço que ocupam, financiamentos e perfil empreendedor. Em relação aos microempreendedores foram 81 questionários.
A professora Heliani diz que em relação aos ambulantes, o grupo que precisará de atenção mais acentuada será os que estão no camelódromo. Fatores como idade média elevada dos que atuam no local, passando dos 50 anos, tempo em que estão no local, sendo grande parte há mais de 20 anos e o baixo nível de escolaridade, dificultam aceitar sair da informalidade e irem para o MEI- Micro Empreendedor Individual. “O Poder Público terá o desafio de fazer com que os ambulantes daquele espaço entendam que a Prefeitura quer ajudá-los, para que saiam da informalidade, para que seu negócio cresça de uma forma mais robusta e sólida, de acordo com a legislação”.
Em relação ao MEI, destaca a professora,”a pesquisa mostrou que estão mais preocupados em expandir seus negócios, mas é necessário que entendam melhor as desvantagens e vantagens e se capacitem melhor para gerir os seus negócios”.
O secretário de Trabalho e Renda ressalta que a economia informal é ainda um campo que tem de ser melhor explorado.”É preciso pensar uma política adequada e a partir dessa pesquisa, deixaremos de lado os achismos e a chance de acertarmos é maior. Essa pesquisa é o começo e teremos novas sondagens que serão feitas ainda este ano, para prestarmos um serviço qualitativo e atendermos as necessidades da população atingida, para que atuem dentro da legalidade”.
O prefeito afirma que com a pesquisa “será possível ajustar as diferenças e encontrar um consenso para que as pessoas busquem a formalidade, para que seus negócios possam prosperar e crescer com qualidade. Nesse sentido, a intenção da prefeitura é identificar e caracterizar o mercado informal com o objetivo de aproximar o microempreendedor da formalidade via MEI”.
A pesquisa se baseou em entrevista com trabalhadores informais cadastrados na Semtre, dentre os quais ambulantes e permissionários do camelódromo, além daqueles já formalizados como microempreendedores individuais (MEIs).
