Prefeito Gabriel Ferrato entregou sede própria da AUMA
O prefeito Gabriel Ferrato entregou na manhã de sábado, dia 07 de junho, a sede própria da Associação de Pais e Amigos dos Autistas (AUMA), que teve a participação de diretores, os vereadores André Bandeira e Paulo Camolesi e alunos acompanhados de seus pais. Localizada na Rua Leontino Boscariol, nº 70, bairro Morumbi, a entidade atende atualmente 24 alunos de 9 a 40 anos, de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras.
Fundade em 1999, a Associação é referência e desde então luta para conquistar parcerias e avançar na busca de esclarecimentos para a sociedade sobre o autismo, inserção dos autistas, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
A assistente social da entidade, Priscilla Gimenez, destaca que, com o novo espaço, a associação dará agilidade nos atendimentos e facilitará o deslocamento dos autistas, por estar próximo ao Terminal de Ônibus do Piracicamirim. “O autismo afeta quase todos os aspectos do comportamento: a fala, os movimentos do corpo, o interesse por amizades, a vida social, as emoções. Por isso, a importância desse acompanhamento”.
O presidente da AUMA, Elias Zagatto, que tem um filho autista de 37 anos na Associação, diz que a sede antiga estava comprometida e já não oferecia as condições adequadas para um atendimento de qualidade. “Os autistas dependem de espaço e área externa grandes, pois eles são muitos hiperativos. Aqui posso deixar meu filho com tranquilidade e segurança, pois, são acompanhados por funcionários e profissionais capacitados e muito humanos”.
João Bispo Aragão, um dos fundadores da AUMA e pai de um autista de 25 anos, afirmou que “após estes 14 anos de existência da entidade, finalmente podemos comemorar o fato de termos agora uma sede própria ampliada e que atende as necessidades do trabalho desenvolvido”.
O prefeito Gabriel Ferrato citou algumas entidades que receberam doação de terreno para construção de sedes próprias, executada pela Prefeitura, através da Secretaria de Obras, como a APAE, a Escola Passo a Passo, o Espaço Pipa e agora a AUMA (Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Piracicaba) e a Fundação Jaime Pereira de Prevenção e Diagnóstico Precoce do Câncer, com a doação do terreno.
Ferrato diz que a entrega do prédio próprio para a AUMA é um momento especial. “A concretização da sede própria dará consistência maior ao trabalho desenvolvido pela entidade, um exemplo de inclusão social. E certamente daremos continuidade a esta política de ampliação de recursos repassados anualmente as entidades assistenciais da cidade, que realizam um excelente trabalho social”.
O que é autismo
De acordo com Gauderer (1997), o autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave durante toda vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de cada cinco mil nascidos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que meninas.
O autismo foi inicialmente descrito por Leo Kanner em 1943, caracterizado pela tendência ao isolamento; às dificuldades na comunicação; os problemas comportamentais e as atitudes inconscientes.
A última edição do manual de diagnóstico DSM- IV (1995) inclui o distúrbio autista na categoria dos transtornos invasivos do desenvolvimento, cujas características são prejuízo qualitativo, na interação social e na comunicação verbal e não verbal, nas atividades imaginativas e repertório extremamente restrito de atividades e interesses. São outras características a falta de flexibilidade do pensamento, falta de empatia, rigidez, perseveração, e ansiedade aumentada. No quadro clínico apresentado pelo autista há uma variabilidade e intensidade dos sintomas para cada indivíduo.
A área de comunicação é bastante afetada, uma vez que, há problemas de interação social, os prejuízos desta área variam. Em alguns casos, ocorre a ausência da comunicação verbal e nos indivíduos com fala; a conversação pode ser repetitiva e estereotipada, ou seja, quando estabelecida, apresenta-se repetição de frases ou palavras, fenômeno denominado de ecolalia.
Os comportamentos são comprometidos, uma vez que, apresentam-se estereotipados e com padrões restritos, ou seja, rituais, rotinas não funcionais, “maneirismo” motores (dedos/mãos, “flapping” ou movimento com o corpo). Portanto, se faz necessários estudos individualizados de cada caso, uma vez que, as características e intensidade variam em cada pessoa com autismo.
