Plano de trabalho para execução do novo aterro deve ficar pronto ainda este mês
O novo aterro sanitário no Jardim Palmeira, na estrada de Limeira, divisa com Iracemápolis, deve ficar pronto até agosto do ano que vem, de acordo com o prazo estabelecido no edital ganho pelo consórcio liderado pela empresa ENOB – Engenharia Ambiental, que estabelece 2 anos para a execução desta primeira fase.
O plano de trabalho para execução do projeto está sendo concluído e deve ficar pronto no final deste mês, garantiu Ismael Palma Pinto, engenheiro responsável da ENOB. A previsão é que a obra fique pronta em oito meses a partir da aprovação da Cetesb.
Ainda na primeira fase, a ENOB terá que construir uma central de triagem na entrada do aterro para separar o lixo reciclável do orgânico e levar adiante uma vasta campanha de educação ambiental na cidade, para que o projeto atinja o desempenho máximo.
Na fase posterior, que envolve mais dois anos, será implantada uma usina de lixo no mesmo local para produção de biogás e compostagem, o que reduzirá drasticamente a quantidade de resíduo a ser aterrado.
Com a tecnologia em operação, está prevista a geração de apenas 15% de rejeito, o que representará grande conquista para o meio ambiente e para toda a sociedade piracicabana.
A usina, que custará cerca de R$ 70 milhões, será fruto de uma parceria com a empresa alemã Kuttner & Co. KG, integrante do consórcio e detentora do know how, com subsidiária no Brasil.
Palma Pinto explicou que a área escolhida para a a instalação da usina é a ideal. “As melhores áreas para aterro são as terras roxas,, como a do Jardim Palmeira, longe de recursos d'água e da área urbana”.
De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Rogério Vidal, “em quatro ano teremos em Piracicaba não mais um aterro, como são conhecidos os centros convencionais de recebimento de lixo, mas sim, uma indústria que usará o lixo local como matéria-prima para a geração de energia, emprego e renda”.
A ENOB terá direito de explorar o serviço por 20 anos. Durante esse período, compete a ela monitorar o aterro do Pau Queimado, que está desativado e precisa de cuidados especiais, como a drenagem do chorume, além de várias obras para reduzir seu potencial poluidor, até que se estabilize e todo o lixo depositado ali se neutralize.
Piracicaba gera 12 mil toneladas de lixo por mês, que são transportados diariamente até Paulínia.
