Obra vai facilitar travessia sobre o córrego Água Branca, no Parque 1º de Maio
Aduelas de concreto na rua João Francisco de Oliveira já foram posicionadas; obra integra pacote de microdrenagem da Prefeitura, com investimento superior a R$ 10 milhões
Em dias de chuva mais intensa, a travessia sobre o córrego Água Branca, na rua João Francisco de Oliveira, no bairro Parque 1º de Maio, já foi sinônimo de dificuldade para moradores que precisavam se deslocar pela região. Hoje, esse cenário começa a mudar com as obras de substituição da estrutura, que seguem em andamento e têm como objetivo melhorar o escoamento da água e reduzir os pontos de alagamento no local.

A intervenção é realizada pela Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos, e foi planejada justamente para resolver a limitação da estrutura antiga. Antes, a travessia era formada por três tubos de um metro de diâmetro, que já não comportavam o volume do córrego em dias de chuva forte, favorecendo alagamentos e processos de erosão.

Agora, o cenário começa a mudar. No lugar dos antigos tubos, estão sendo implantadas duas linhas de aduelas de concreto, com dimensões bem maiores, o que amplia significativamente a capacidade de vazão e melhora o desempenho da drenagem em todo o entorno. Na prática, isso significa mais segurança para quem mora e para motoristas que circulam pela região, além de menos transtornos em dias de temporal. E para evitar erosões e dar sustentação ao leito do córrego, a equipe está construindo o chamado gabião – tipo de muro de pedra ensacada em malha metálica que segura a encosta do curso d’água
“Quando chovia, a gente tinha que tirar os sapatos para conseguir passar, porque vinha muita água e molhava toda a roupa. Uns anos atrás era assim. Hoje já melhorou um pouco, mas ainda acontece. Agora, com essa obra, a expectativa é que melhore bastante o bairro para nós. É difícil para quem sai para trabalhar e enfrenta esse problema, principalmente com ônibus — já teve dia de não descer por causa da ponte. Essa obra é muito importante e vai mudar bastante para quem mora por aqui, porque, do jeito que está, às vezes não tem como passar”, contou a cuidadora Lucimar Dias Henrique, 66, que é moradora do bairro.

A moradora Alessandra Carla Monteiro, 53 anos, manicure e massoterapeuta, que vive no bairro desde o início da formação da região, lembrou das dificuldades enfrentadas ao longo dos anos. “Eu moro aqui desde o começo do bairro, quando ainda era tudo terra e cascalho, antes de ser loteado. Já faz uns 35 anos, mais ou menos. Quando chovia, sempre inundava, vinha muita sujeira. A água transbordava, corria pela rua e parecia um rio, não dava nem para reconhecer a rua direito. Não tinha como passar — os carros precisavam desviar ou voltar para procurar outro caminho, porque por aqui não dava. Agora, com essa obra, a expectativa é que tudo melhore. Depois de tantos anos passando por isso, a gente espera que se resolva de vez e que, quando vierem as chuvas, a situação seja diferente”, completou.

A obra integra um pacote de serviços de microdrenagem executado em diferentes pontos da cidade, com investimento superior a R$ 10 milhões, voltado a intervenções pontuais em áreas que mais precisam desse tipo de solução.
