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Mulheres são quase 72% da força de trabalho da Secretaria de Saúde de Piracicaba

Levantamento mostra que elas atuam na maioria dos serviços da rede municipal, do atendimento nas unidades de saúde à gestão de programas e políticas públicas

Por CCS / Publicado em 06/03/2026
Tempo de leitura: 4 minutos.

Na rede municipal de saúde de Piracicaba, o cuidado tem rosto majoritariamente feminino. Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostra que 1.524 dos 2.123 servidores são mulheres, o que representa 71,8% da força de trabalho responsável por serviços que vão desde o atendimento nas unidades básicas até urgência, emergência e gestão de políticas públicas.

A imagem mostra uma mulher apresentando dados em um ambiente formal, possivelmente uma reunião ou apresentação oficial. Ela está de pé, segurando um microfone na mão direita e um controle remoto na mão esquerda, vestindo uma camisa listrada cinza e branca e calça azul escura. Ao lado dela, há uma tela grande exibindo uma tabela intitulada "Atendimento Médico - Atenção Básica", que compara o número de atendimentos médicos em três períodos distintos: terceiro quadrimestre de 2024, primeiro quadrimestre de 2025 e segundo quadrimestre de 2025. A tabela detalha os atendimentos por tipo de unidade (UBS e USF), mostrando os números para cada período e o total por quadrimestre. O ambiente tem paredes de madeira abaixo da tela e persianas cinza em uma janela próxima. Também é possível ver um bebedouro no canto. A apresentação parece ser oficial, com o logo da Prefeitura de Pira visível no canto inferior da tela.
Secretária executiva Daniela Andrade destaca papel das mulheres na organização e no funcionamento da rede municipal de saúde

Enfermeiras, médicas, agentes comunitárias de saúde, técnicas de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogas e profissionais administrativas compõem a maior parte da rede municipal de saúde, desempenhando papel fundamental no funcionamento diário dos serviços e no cuidado direto à população.

“As mulheres têm um papel fundamental na organização e no funcionamento da rede municipal de saúde. Elas estão presentes em praticamente todos os serviços, desde o acolhimento nas unidades até a gestão de programas estratégicos, contribuindo diariamente para garantir cuidado e qualidade no atendimento à população”, destaca a secretária-executiva de Gestão de Saúde, Daniela Tavares de Almeida.

Mais do que números, os dados revelam a presença feminina em praticamente todos os espaços da rede municipal de saúde, do atendimento direto nas unidades à organização das políticas públicas que garantem assistência à população.

DEDICAÇÃO – A função com maior número de mulheres é a de agente comunitário de saúde, com 263 profissionais. Uma delas é Rosa Joaquina Freitas de Mello Silva, mais conhecida como Rosinha, de 63 anos, que trabalha na USF Tatuapé II e acumula muitas histórias ao longo de 25 anos na função.

“Gosto muito do que faço e procuro desempenhar meu trabalho da melhor forma possível”, conta Rosinha, que já se tornou referência para muitos moradores da região. “As pessoas me procuram e, quando consigo ajudar a resolver uma situação que para elas às vezes é muito difícil, isso é muito gratificante.”

Além da gratidão dos moradores, Rosinha já recebeu muitos presentes ao longo da carreira, como manga, galinha caipira e bolo. “Em muitos casos, o contato acaba se transformando em amizade”, relata.

A enfermeira Juliana Teixeira, de 48 anos, atua na rede municipal de saúde desde setembro de 2009. Atualmente na USF Serra Verde, ela é uma das 140 enfermeiras de nível superior que trabalham na saúde do município.

A imagem mostra uma mulher de meia-idade com cabelos castanhos presos para trás, usando óculos de armação escura em estilo gatinho. Ela está vestindo uma camiseta rosa clara por baixo de um colete branco, que lembra um uniforme de profissional de saúde ou educadora. A mulher olha diretamente para a câmera com um sorriso gentil e expressão amigável. O fundo é simples, dividido horizontalmente em duas cores claras: branco na parte superior e azul claro na inferior, com iluminação suave e uniforme. A foto é um retrato médio, com foco nítido no rosto da mulher, transmitindo uma sensação de profissionalismo e simpatia.
Enfermeira Juliana Teixeira destaca a importância da escuta e da empatia no atendimento

“Já acompanhei muitas histórias neste período e as mulheres muitas vezes atuam como ponte, mesmo quando não procuram atendimento diretamente para elas, mas para o filho, o marido ou o pai”, relata, destacando a importância da escuta e da empatia no atendimento.

“Além do cuidado propriamente dito, há momentos em que podemos fazer a diferença na vida das pessoas com a escuta e o acolhimento. O olhar feminino das profissionais também faz diferença, porque sempre há emoção envolvida”, completa.

Histórias como as de Rosinha e Juliana mostram que, por trás dos números, estão profissionais que transformam o cuidado em missão diária, reforçando o papel fundamental das mulheres na construção de uma saúde pública mais próxima da população.


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