Mulheres são quase 72% da força de trabalho da Secretaria de Saúde de Piracicaba
Levantamento mostra que elas atuam na maioria dos serviços da rede municipal, do atendimento nas unidades de saúde à gestão de programas e políticas públicas
Na rede municipal de saúde de Piracicaba, o cuidado tem rosto majoritariamente feminino. Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostra que 1.524 dos 2.123 servidores são mulheres, o que representa 71,8% da força de trabalho responsável por serviços que vão desde o atendimento nas unidades básicas até urgência, emergência e gestão de políticas públicas.

Enfermeiras, médicas, agentes comunitárias de saúde, técnicas de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogas e profissionais administrativas compõem a maior parte da rede municipal de saúde, desempenhando papel fundamental no funcionamento diário dos serviços e no cuidado direto à população.
“As mulheres têm um papel fundamental na organização e no funcionamento da rede municipal de saúde. Elas estão presentes em praticamente todos os serviços, desde o acolhimento nas unidades até a gestão de programas estratégicos, contribuindo diariamente para garantir cuidado e qualidade no atendimento à população”, destaca a secretária-executiva de Gestão de Saúde, Daniela Tavares de Almeida.
Mais do que números, os dados revelam a presença feminina em praticamente todos os espaços da rede municipal de saúde, do atendimento direto nas unidades à organização das políticas públicas que garantem assistência à população.
DEDICAÇÃO – A função com maior número de mulheres é a de agente comunitário de saúde, com 263 profissionais. Uma delas é Rosa Joaquina Freitas de Mello Silva, mais conhecida como Rosinha, de 63 anos, que trabalha na USF Tatuapé II e acumula muitas histórias ao longo de 25 anos na função.
“Gosto muito do que faço e procuro desempenhar meu trabalho da melhor forma possível”, conta Rosinha, que já se tornou referência para muitos moradores da região. “As pessoas me procuram e, quando consigo ajudar a resolver uma situação que para elas às vezes é muito difícil, isso é muito gratificante.”
Além da gratidão dos moradores, Rosinha já recebeu muitos presentes ao longo da carreira, como manga, galinha caipira e bolo. “Em muitos casos, o contato acaba se transformando em amizade”, relata.
A enfermeira Juliana Teixeira, de 48 anos, atua na rede municipal de saúde desde setembro de 2009. Atualmente na USF Serra Verde, ela é uma das 140 enfermeiras de nível superior que trabalham na saúde do município.

“Já acompanhei muitas histórias neste período e as mulheres muitas vezes atuam como ponte, mesmo quando não procuram atendimento diretamente para elas, mas para o filho, o marido ou o pai”, relata, destacando a importância da escuta e da empatia no atendimento.
“Além do cuidado propriamente dito, há momentos em que podemos fazer a diferença na vida das pessoas com a escuta e o acolhimento. O olhar feminino das profissionais também faz diferença, porque sempre há emoção envolvida”, completa.
Histórias como as de Rosinha e Juliana mostram que, por trás dos números, estão profissionais que transformam o cuidado em missão diária, reforçando o papel fundamental das mulheres na construção de uma saúde pública mais próxima da população.
