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Monte Branco: reunião discute recuperação de áreas atingidas por incêndios em 2025

Encontro buscou alinhar ações de apoio aos proprietários atingidos e estratégias de recuperação ambiental na região do Monte Branco

Por CCS / Publicado em 27/05/2026
Tempo de leitura: 5 minutos.

Produtores rurais, representantes de órgãos públicos e instituições participaram, na quarta-feira, 20/05, de uma reunião de acompanhamento das ações nas áreas afetadas pelos incêndios de 2025 na região do Monte Branco, em Piracicaba. O encontro aconteceu na sede da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente e teve como foco a articulação de medidas voltadas à recuperação das áreas atingidas e ao apoio aos proprietários rurais.

A imagem retrata uma reunião ou palestra realizada em uma sala fechada, onde um grupo de aproximadamente 15 pessoas está presente. * No lado direito da sala, um homem de camisa azul, de costas para a câmera, parece estar conduzindo a apresentação ou falando com o grupo. * À frente, sentado em uma cadeira isolada, há um homem vestindo um uniforme laranja e azul, possivelmente representando algum órgão de segurança ou defesa civil. * O restante dos participantes está sentado em cadeiras dispostas em fileiras, muitos deles fazendo anotações em cadernos ou observando atentamente. O público é majoritariamente masculino e veste trajes casuais. * Nas paredes do fundo, há cartazes informativos. Um deles menciona o "SIM" (Serviço de Inspeção Municipal) de Piracicaba, que certifica produtos de origem animal, e outro exibe o selo "SELAPIR", referente ao selo de inspeção local.
Encontro teve como foco a articulação de medidas voltadas à recuperação das áreas atingidas por incêndios e apoio aos proprietários rurais.

A reunião promoveu o diálogo entre os diferentes setores envolvidos no atendimento às ocorrências e nas ações posteriores aos incêndios, permitindo esclarecer dúvidas, discutir encaminhamentos e fortalecer o trabalho conjunto em prol da recuperação ambiental e produtiva da região.

Participaram do encontro a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo – Gaema PCJ, Alexandra Facciolli Martins; o secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Piracicaba, Mauricio Perissinotto; o diretor técnico regional da Cati – Regional Piracicaba, Henrique Bellinaso; além de outras autoridades e representantes ligados ao setor rural e ambiental.

Durante a reunião, foram debatidas estratégias de conservação das áreas atingidas, orientações técnicas aos produtores e possíveis ações de acompanhamento para minimizar os impactos causados pelos incêndios. A iniciativa também destacou a importância da união entre poder público, instituições e comunidade rural para garantir a recuperação das propriedades e a preservação ambiental da região.

“Desde o grande incêndio ocorrido em 2025, a Prefeitura, em parceria com outras instituições, vem debatendo estratégias para a recuperação da área atingida e para a prevenção de novos incêndios. A reunião representou um importante passo para o início de ações concretas, com a discussão de temas estratégicos, como a implantação de aceiros, a formação de brigadas, a criação de um grupo de WhatsApp para alertas e comunicação rápida, a regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades, além de políticas públicas estaduais e municipais de apoio aos proprietários. Saímos da reunião satisfeitos e esperançosos, com a convicção de que estamos avançando no caminho certo para fortalecer a prevenção, a resposta rápida e a recuperação ambiental da região”, ressaltou o secretário Mauricio Perissinotto

HISTÓRICO – A região do Monte Branco foi afetada por incêndios registrados em agosto e setembro do ano passado, quando o fogo atingiu uma extensa área de vegetação. A ação mobilizou uma força-tarefa formada pela Defesa Civil, equipes da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Patrulha Rural da Guarda Civil, Corpo de Bombeiros, Fundação Florestal e Operação SP Sem Fogo, do Governo do Estado.

Durante os dias de combate, as equipes atuaram continuamente no monitoramento e contenção das chamas em uma área de aproximadamente 150 hectares. O ponto considerado mais crítico ficou próximo à Estação Ecológica do Ibicatu, referência em preservação ambiental e pesquisas científicas. Apesar da proximidade dos focos, a reserva não foi atingida.

CRIME AMBIENTAL – Provocar incêndios em áreas verdes é crime ambiental, previsto na Lei nº 9.605/1998, com pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. A pena pode ser ampliada em casos de dolo ou destruição de grandes áreas, e há projeto de lei em tramitação que propõe o aumento da punição para até seis anos de prisão. A multa por incêndio depende do tipo e da localização da área afetada, com novos valores estabelecidos a partir de 2024, podendo chegar a R$ 10 mil por hectare em vegetação nativa ou de R$ 3.000 por hectare em áreas agropastoris sem autorização.


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