Misp recebe 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos com foco na emergência climática
Programação gratuita reúne produções brasileiras que abordam direitos humanos, sustentabilidade, memória e diversidade
O Museu da Imagem e do Som de Piracicaba (Misp), mantido pela Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, recebe a 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, iniciativa nacional que promove o acesso gratuito ao cinema brasileiro e estimula reflexões sobre cidadania, diversidade, justiça social e sustentabilidade. As exibições acontecem nos dias 10, 12 e 25/06, sempre às 19h30, com entrada gratuita. O espaço está localizado no Armazém 8A, do Engenho Central.

Com o tema Emergência Climática, a edição de 2026 propõe um olhar sobre os desafios ambientais contemporâneos e as relações entre direitos humanos, território, cultura e preservação da vida. A programação reúne produções de diferentes regiões do país, trazendo histórias ligadas à ancestralidade, à memória e aos modos de vida tradicionais.
Para o secretário municipal de Cultura, Carlos Beltrame, a participação de Piracicaba na mostra reforça o papel da cultura como espaço de diálogo e conscientização. “Além de ampliar o acesso da população ao cinema brasileiro, a mostra promove reflexões sobre temas atuais e relevantes para a sociedade. A cultura tem a capacidade de sensibilizar, provocar debates e estimular novos olhares sobre questões que impactam diretamente a vida das pessoas”, destacou.
O coordenador do Misp, Rober Caprecci, ressaltou a importância de receber uma iniciativa de alcance nacional em um espaço dedicado à preservação da memória audiovisual e à difusão cultural. “Os filmes selecionados apresentam diferentes perspectivas sobre os desafios ambientais e sociais da atualidade. Receber essa mostra no Misp é uma oportunidade de aproximar o público de produções que promovem conhecimento, reflexão e diálogo por meio da linguagem audiovisual”, ressaltou.
A 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos é realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e a Universidade Federal do Ceará (UFC), com organização local da Prefeitura de Piracicaba.
SERVIÇO – 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos. Dias 10, 12 e 25/06, sempre às 19h30, no Misp (Museu da Imagem e do Som de Piracicaba) (av. Dr. Maurice Allain, 454, Armazém 8A, Engenho Central – Vila Rezende). Entrada gratuita.
Confira a programação:
10/06 | Quarta-feira
Osanyin: O Segredo das Folhas – Uma criança nasce com folhas em seu corpo e sua mãe busca a cura. Na escola, porém, as outras crianças a discriminam e ela foge para mata. Na Caatinga, encontra seres encantados de tradições indígenas e negras e caminha numa aventura de autoconhecimento. Sua busca a leva até Òsányìn, o Orisà das folhas, que apresenta o poder das plantas e a importância da preservação ambiental.
No Início do Mundo – Durante momentos nebulosos, no que é possível se apoiar para se reerguer? Uma avó e sua neta vivem alegres e conectadas com a natureza em seu quintal, compartilhando saberes e memórias. Quando a avó subitamente adoece, a neta encontra calma e coragem ao se voltar às histórias inspiradoras de mulheres fortes.
Amazônia Sem Garimpo – É uma animação que explica, de forma sensível, os impactos da mineração ilegal nos rios e na vida dos povos indígenas. Com uma linguagem acessível e visual marcante, o filme é um ótimo ponto de partida para conversar sobre floresta, território e preservação.
12/06 | Sexta-feira
Sessão Nêgo Bispo – A sessão homenageia pensador quilombola cuja obra propõe uma cosmopercepção construída a partir dos saberes e modos de vida afropindorâmicos. Integrando a programação de difusão da 15º Mostra Cinema e Direitos Humanos, a sessão reúne filmes que refletem sobre disputas por território, preservação da memória coletiva e resistência diante das violências ambientais e sociais que atingem comunidades tradicionais em diferentes regiões do país.
25/06 | Quinta-feira
Sessão Antônia Melo – A sessão homenageia a liderança histórica do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, criado em oposição aos impactos da hidrelétrica de Belo Monte. A sessão amplia o debate sobre justiça ambiental, memória e os modos de vida ameaçados por grandes empreendimentos e processos de devastação dos territórios, com filmes que atravessam rios, enchentes, ancestralidade e resistência coletiva.